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Alpine encara último ato da temporada do WEC com objetivo de fechar 2025 em alta no Bahrein

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Foto: Alpine

Após vitória histórica em Fuji, marca francesa mira mais um resultado forte e já prepara o terreno para 2026 com a estreia de António Félix da Costa no Rookie Test

A Alpine Endurance Team chega ao Bahrein para encerrar a temporada 2025 do FIA World Endurance Championship em uma atmosfera que mistura balanço, ambição e prospecção. Foi um campeonato de oito etapas que começou em fevereiro no Catar e retorna ao Oriente Médio agora, para a corrida que define o ano – as 8 Horas do Bahrein, de 6 a 8 de novembro – e a equipe francesa desembarca em Sakhir com a confiança elevada pela vitória inédita do A424 nas 6 Horas de Fuji, que foi, simbolicamente, a 100ª corrida da história do WEC. Um marco que muda o contexto de um segundo ano de programa Hypercar.

A Alpine, desde sua remontagem estrutural e técnica na categoria principal, vem apostando em crescimento contínuo. Em 2024, ela já tinha arrancado um pódio no Bahrein. Em 2025, a curva seguiu ascendente: mais dois pódios e a vitória japonesa. Agora, a missão é clara: fechar a temporada com mais um resultado forte e, de quebra, preparar o terreno esportivo e técnico para a próxima fase do projeto A424.

A dupla dos carros #35 (Charles Milesi / Ferdinand Habsburg / Paul‐Loup Chatin) e #36 (Frédéric Makowiecki / Jules Gounon / Mick Schumacher) terá pela frente o exigente traçado de 5.412 km do Bahrain International Circuit, famoso por castigar pneus e que exige leitura cirúrgica de stint, consumo e acerto de carro. Não é uma pista qualquer para a Alpine: foi ali que a marca conquistou sua primeira pole mundial há dez anos, somou pódios em 2016 na LMP2 e três top‐3 gerais em 2021 e 2022, antes de terminar 2024 como quarta força do Mundial de Fabricantes Hypercar.

O alvo, a partir de quinta-feira, quando começam os treinos livres, será repetir a eficiência estratégica que funcionou tão bem em Fuji, especialmente na gestão de pneus Michelin diante de alta abrasividade e variação térmica do deserto ao anoitecer. A corrida larga no sábado às 14h locais (12h da Europa) e, quando a bandeira quadriculada cair, a Alpine já entra no segundo capítulo do fim de semana: o Rookie Test do domingo.

Nesse teste, Makowiecki ainda faz uma saída curta antes de entregar o carro ao novo contratado António Félix da Costa, que guiará oficialmente o A424 pela primeira vez e inicia o processo de integração com o programa 2026. Depois do Rookie Test, a Alpine permanece em Sakhir para sessões privadas, fechando a temporada já pensando no futuro imediato. A mensagem interna é clara: 2025 pode acabar no Bahrein, mas a próxima fase do projeto começa ali mesmo, no mesmo asfalto.

Abre aspas

Philippe Sinault, Chefe de Equipe, Alpine Endurance Team

“Voltamos a ter um impulso sólido desde nossa vitória em Fuji, e o desafio agora é continuar evoluindo para permanecer entre os principais fabricantes da classe principal, onde a competição é extremamente forte. As características específicas do Bahrein são bem conhecidas. O circuito, no meio do deserto, exige atenção especial à degradação dos pneus, acentuada pela areia e pelas variações de temperatura entre dia e noite. Novamente, este será um fator-chave se quisermos ser competitivos ao longo de toda a corrida. Toda a equipe está 100% focada em encerrar a temporada da melhor maneira possível. Para isso, o objetivo será alcançar o que ainda não fizemos neste ano: colocar nossos dois carros em posições fortes de pontuação. Paralelamente, já estamos olhando para 2026. Trabalhamos nisso há muitas semanas, mas vamos realmente entrar a fundo assim que a bandeira quadriculada cair no sábado à noite.”

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