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Vanthoor projeta desafios com novo pacote aerodinâmico da BMW no WEC

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Vanthoor
Foto: Julien Delfosse/DPPI

O piloto belga alerta que a adaptação ao M Hybrid V8 atualizado exigirá paciência antes da equipe alcançar resultados consistentes nas pistas.

Dries Vanthoor fez um alerta importante sobre o novo estágio da BMW no Campeonato Mundial de Endurance da FIA. Portanto, ele afirmou que extrair o máximo potencial do novo pacote aerodinâmico levará algum tempo. O piloto deu as declarações antes da etapa de abertura em Imola.

A marca alemã é uma das fabricantes que decidiu utilizar o recurso do “Evo Joker” para esta temporada. Por isso, o protótipo M Hybrid V8 recebeu uma revisão profunda em sua parte frontal. O carro agora apresenta uma grade frontal menor e diversas melhorias aerodinâmicas.

O modelo revisado já participou de duas competições no campeonato da IMSA nos Estados Unidos. Além disso, o carro conquistou um pódio importante em sua estreia nas 24 Horas de Daytona. Naquela ocasião, Vanthoor dividiu o volante com Robin Frijns e Sheldon van der Linde.

Mudança de filosofia técnica na equipe WRT

Contudo, Vanthoor minimizou as chances de um impacto vitorioso imediato da equipe dirigida pela WRT. Ele acredita que a nova abordagem de configuração exige uma adaptação complexa dos engenheiros. Portanto, entender os novos pontos fortes do carro revisado é a prioridade atual.

O foco principal do trabalho técnico foi a busca por maior consistência durante as corridas. No ano passado, a equipe enfrentou dificuldades para manter o carro em uma janela ideal de operação. “Acho que ganhamos muito nesse aspecto”, explicou o piloto belga ao Sportscar365.

O time buscou aumentar a pressão aerodinâmica na parte traseira do protótipo. Além disso, o objetivo era melhorar o comportamento do carro nas fases de entrada de curva. Por outro lado, essa mudança obriga a equipe a desenvolver uma nova filosofia de acerto.

Estabilidade versus desempenho em volta única

O piloto explicou que o processo de fazer o novo conceito funcionar é a parte mais difícil. Entretanto, ele destacou que o protótipo tornou-se consideravelmente mais fácil de conduzir agora. O modelo de 2025 era veloz em voltas isoladas, mas apresentava comportamento arisco.

Atualmente, o M Hybrid V8 oferece mais estabilidade e previsibilidade para os competidores. Portanto, os pilotos podem ser mais agressivos durante as disputas no tráfego intenso. Vanthoor espera que essa estabilidade não prejudique o ritmo de classificação do veículo.

O piloto afirmou que prefere abrir mão de algumas poles para ter um carro de corrida sólido. Contudo, ele entende que nas provas de resistência o importante é a execução estratégica. “Prefiro largar em quinto e vencer a corrida no final”, ressaltou o belga.

Análise da temporada decepcionante de 2025

A BMW enfrentou uma campanha abaixo do esperado durante o ano anterior no WEC. Além disso, o bom início de temporada em Imola não se traduziu em resultados constantes. Naquela prova, René Rast, van der Linde e Frijns garantiram um segundo lugar.

Infelizmente, aquele pódio foi o último momento de glória da marca na temporada passada. As etapas seguintes renderam apenas um resultado entre os cinco melhores, obtido em São Paulo. Portanto, a BMW terminou o mundial de construtores apenas na quinta colocação.

Vanthoor admitiu que é difícil identificar por que o ritmo desapareceu na metade do ano. Além disso, ele acredita que a execução da equipe foi boa em termos operacionais. Contudo, o equilíbrio e a evolução do acerto mecânico falharam em momentos decisivos do campeonato.

Foco na primeira vitória na categoria Hypercar

O piloto relembrou que as pistas de Catar e Imola favoreciam as características do carro antigo. Por outro lado, circuitos como Fuji e Austin deveriam ter sido produtivos, mas foram decepcionantes. Agora, a meta da fabricante bávara é finalmente conquistar o topo do pódio.

A BMW faz parte de um pequeno grupo de marcas na Hypercar que ainda não venceu. Recentemente, concorrentes como Cadillac e Alpine já garantiram suas respectivas vitórias no mundial. Portanto, marcar essa conquista na lista de objetivos é a prioridade máxima para 2026.

Vanthoor concluiu afirmando que ninguém na equipe está satisfeito apenas com segundos ou terceiros lugares. Além disso, a motivação para vencer permanece como o motor principal de todo o projeto técnico. Portanto, a jornada em Imola será o primeiro teste real desta nova fase.

 

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