WEC
Toyota nº7 segue firme na dianteira enquanto o nº8 é punido e Ferrari respira título após 6 horas de prova
Drive-through a Brendon Hartley muda completamente o panorama da final 2025 do WEC e Ferrari nº51 chega à sexta hora com taça praticamente encaminhada
A decisão do Mundial de Endurance 2025 no Bahrein chegou às seis horas de prova com desenho completamente diferente do que parecia no início da quinta hora. O período mais recente foi marcado por um ponto de virada: o Toyota GR010 Hybrid nº8 – o carro do trio Sébastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa – recebeu um drive-through por ultrapassagem sob Full Course Yellow. O erro, em pleno momento de luta direta pela vitória, derrubou o Hypercar japonês para a oitava posição geral e praticamente tirou o carro da briga direta pelo triunfo na pista. O nº8 passou então a tentar, a duras penas, escalar novamente a tabela numa corrida que já vinha psicologicamente pesada para um programa que não conseguiu dominar o campeonato como esperava.
Com isso, quem sustentou o topo com autoridade foi o Toyota nº7, de Kamui Kobayashi, Mike Conway e Nyck de Vries. O trio manteve a primeira posição mesmo com a pressão estratégica da Ferrari e com o embaralhamento de ritmos que vinha se repetindo a cada bloco de stint. Atrás do Toyota líder, uma ordem de forças se redesenhou: o Ferrari nº50 aparecia em segundo em determinado momento, o Aston Martin Valkyrie nº007 também se mantinha no top 4, e o Ferrari 499P nº51 reaparecia cada vez mais sólido na zona nobre da classificação.
E é justamente o nº51 que, a esta altura, praticamente desenha o destino do campeonato: ao final da sexta hora, James Calado retomou a segunda posição sobre o Toyota nº8 – após erro de Hirakawa na curva final – e consolidou o que pode se tornar o tempo em que o título mundial mudou de mãos: Ferrari em P2 com margem clara, Toyota nº8 afundado por punição, e o outro Toyota incapaz de abrir diferença suficiente para arruinar a matemática de Maranello.
Mais atrás, a Ferrari nº50 seguia deslocada por estratégia e acabou entrando novamente nos boxes, cedendo posições temporariamente. Tincknell mantinha o Aston Valkyrie nº007 em quarto e Paul-Loup Chatin colocava o Alpine nº35 em quinto. Cadillac nº12 seguia no top 10 com Norman Nato, e o BMW nº15 completava a dezena em velocidade sólida. Peugeot duplas e Porsche oficiais conviviam numa zona de 12º a 15º, espelhando uma prova de sobrevivência estratégica e não de ataque puro.
Na LMGT3, nenhum abalo estrutural: o Lexus RC F GT3 nº87 seguia liderando com Clemens Schmid, seguido pelo Mercedes-AMG nº61 da Iron Lynx. Crucialmente, o Porsche nº92 – líder do campeonato – aparecia em terceiro na classe nas mãos de Riccardo Pera, posição perfeita para sustentar a liderança de pontos. Enquanto isso, o Ferrari nº21 da Vista AF Corse, rival direto na disputa pelo título LMGT3, recebia penalidade por colisão e aparecia apenas em oitavo – cenário que favorecia o Porsche para fechar o ano com o título de 2025.
