F2
Sprint F2: Sorte de principiante?
As ruas do principado de Mônaco são mágicas. Por isso, o traçado é tão místico e importante para o automobilismo. Seja na Fórmula 1, na 2 ou na 3, nas corridas principais ou sprint, vencer naquelas ruas, é sempre um marco importante.
Hoje (25), um novo nome se colocou no seleto hall de vencedores nessa pista. Taylor Barnard, novato da Fórmula 2, conquistou sua primeira vitória na corrida sprint, dominando de ponta a ponta, cada uma das 30 voltas da prova.

Taylor Barnard comemorando sua primeira vitória na F2. Foto/Reprodução: Getty Images/ Fórmula 2
Largada da Sprint
Assim que as luzes vermelhas se apagaram, Taylor Barnard mostrou que tinha um bom ritmo, convertendo sua pole, em vitória.
Para essa corrida, o grid é definido através da inversão da ordem da classificação, Barnard, que originalmente se classificou na 10ª posição, abriu a fila de largada nesse sábado.
Gabriel Bortoleto, que largou em segundo, conseguiu largar bem e manteve sua posição. Nas voltas iniciais, o piloto foi avisado para “lembrar-se de manter a porta fechada”, isso porque Dennis Hauger vinha logo atrás com um ótimo ritmo.
Na primeira curva do circuito, uma dividida entre Martí e Correa acabou saindo caro para Victor Martins, que foi atingido pelo espanhol e teve a parte dianteira do carro danificada, inclusive com a suspensão sendo extremamente atingida.
A primeira intervenção do safety car ocorreu logo na primeira volta da prova, para a retirada do carro da ART GP do caminho.
Quando o SC entrou e a prova recomeçou, novamente Barnard faz uma largada segura, mantendo um ritmo seguro para o restante do pelotão.
Decorrer da prova
Por ser um traçado de rua, o espaço para disputas é reduzido. Logo, com o novo carro da F2, que é maior e mais largo, a briga por posições até aconteceu, principalmente no pelotão do fundo, mas com uma frequência preocupante.
Quase todas as tentativas de ultrapassagem, resultaram em algum contato entre os competidores. Todavia, no pelotão da frente, uma briga pelo terceiro lugar parecia se desenhar, com Hauger, Antonelli e Colapinto com ótimo ritmo de corridas, mas não conseguiram avançar na disputa, mantendo essa ordem até a bandeira quadriculada.
No sexto giro, o carro de segurança voltou para a pista, dessa vez para a retirada do carro de Pepe Martí. O espanhol atacou demais a zebra, com isso, seu carro acabou quicando e atingindo em cheio o guard rail.
Apesar da forte batida e dos danos no carro, o piloto saiu rapidamente do carro e o safety car permaneceu apenas por duas voltas. Nova relargada, nova saída extremamente segura de Barnard, que mostrou bastante segurança em todos os momentos em que precisou dar o pé e acelerar na prova.
Na 11ª volta, o pole position da corrida de domingo, Richard Verschoor, em disputa com Joshua Durksen, os pilotos acabaram se tocando e Verschoor acabou com problemas no carro. Três voltas mais tarde, foi a vez de Oliver Bearman reportar problemas e começar a perde ritmo na prova, claramente com problemas na aerodinâmica do carro.

Pódio da corrida sprint em Mônaco. Foto/Reprodução: Getty Images/ Fórmula 2
Com o alto índice de incidentes e com compostos macios, os pilotos começaram a poupar borracha para o fim da prova, assim o ritmo da corrida caiu. Na volta 24, restando apenas seis para o fim, a primeira e única bandeira vermelha da prova foi acionada.
Zane Maloney e Zak O’Sullivan vinham disputando entre si nas voltas anteriores. Quando o líder do campeonato ensaiou o ataque, o rookie freiou em um movimento inesperado e na tentativa de evitar a batida, Maloney acabou tocado por Juan Manuel Correa.
O carro da Rodin rodou e ficou parado na pista, o da DAMS foi parar na área de escape e Maini, que vinha logo atrás, não conseguiu evitar a batida e também ficou preso, ele até tentou tirar o carro da pista, mas não conseguiu.
Com a bandeira vermelha, os demais pilotos seguiram para o pit. Nesse momento, as equipes aproveitaram para fazer os reparos necessários. Bearman e Verschoor conseguiram reparar seus carros.
Enquanto isso, Antonelli, Stanek, O’Sullivan, Correa, Crawford, Cordeel, Verschoor, Miyata e Fittipaldi aproveitaram o momento para trocar os pneus para o composto super macio.
A relargada foi em movimento, mas não gerou muita emoção, uma vez que os pilotos se mantiveram distantes e conservadores, na tentativa de não causarem nenhum novo incidente.
Com uma vantagem acima de cinco segundos, Barnard venceu com muita tranquilidade. Apesar da vantagem da pole, a corrida do britânico foi extremamente consistente e segura, o que foi fundamental para que em uma corrida com tantos recomeços, ele soube administrar com maestria sua vantagem.
Recentemente, Taylor Barnard substituiu Sam Bird na Fórmula E, estreando justamente no E-Prix de Mônaco e correndo também a etapa dupla em Berlim. Ele se tornou o piloto mais jovem a pontuar na categoria elétrica.
Sem academia, com o orçamento baixo e em uma equipe que constantemente busca por evolução, mas segue no fundo do pelotão, esse foi o cenário que o vencedor da corrida sprint precisou enfrentar até chegar em sua primeira vitória.
Nos pontos, em ordem, ficaram: Barnard, Bortoleto, Hauger, Antonelli, Colapinto, Stanek, Aron e Hadjar.
Não completaram a corrida: Martins, Martí, Maini e Maloney.
Punições
Durante a corrida, Kush Maini foi punido em 10 segundos por cortar a chicane, ganhar vantagem e não devolver posição. Também ao longo da prova, Joshua Durksen foi punido também em 10 segundos, por toque em Richard Verschoor, além disso, ele recebeu 3 pontos na carteira.
A PREMA foi punida em 500 euros por liberar o carro de Kimi Antonelli de maneira insegura. O incidente que gerou bandeira vermelha foi investigado, mas não resultou em punição para nenhum dos envolvidos.
