Fórmula Indy
Scott Mclaughlin triunfa em GP caótico e fatura sua segunda vitória na temporada.
Segurando o atual campeão da IndyCar NTT SERIES, Alex Palou, o piloto Penske conquista mais uma vitória para a equipe.
“Isso é incrível”, disse McLaughlin. “Estou muito orgulhoso da equipe (equipe Penske). O carro que me deram era um pouco difícil de dirigir até o final. Adoraria tornar as coisas um pouco mais fáceis para mim, mas estou super orgulhoso deles.”
Will Power foi de encontro a grama na primeira volta, determinando uma corrida de recuperação para o piloto, o que ele fez muito bem; Power alcançou o P3. Já Newgarden, que largou em décimo quarto, recebeu a bandeirada em sétimo.
Tendo seus três pilotos entre os 10 primeiros, a Penske encerra o dia com glória, ao contrário da McLaren e Andretti.
Losing Power
O primeiro alerta vermelho – ou melhor dizendo, amarelo – é acionado para McLaren quando Rosenqvist fica lento na pista sem muitas explicações. O sueco estacionou seu carro n°7 que não parava de soltar fumaça: a primeira de uma série de falhas do motor Chevrolet.
O incidente parecia exclusivo da McLaren nas últimas corridas, mas desta vez outros pilotos Chevrolet abandonaram pela mesmo problema.
Um grande infortúnio veio para o pole-position nas 20 primeiras voltas.
Pato O’ward foi o segundo a sofrer com a falta de potência. Ficando lento na pista, abandonou o P1 e lutou para se manter entre os 5 primeiros, entretanto, voltou a reclamar da falta de força no motor e a equipe respondeu que iria piorar. De fato piorou, Pato se viu obrigado a abandonar quando tentou levar o carro para o pit-stop e o mesmo morreu na saída do box.
“É frustrante, frustrante… teríamos um pódio fácil, tivemos ritmo ao longo do final de semana todo” – disse Patrício O’Ward.
Cizânia na Andretti
Tatiana Calderon se encontrava na décima nona posição com seu #11 A.J Foyt quando foi ficando lenta na pista. Mais um motor Chevrolet sem potência.
O Safety Car foi acionado e a maioria do grid se encaminhou para os pits, ao contrário de Colton Herta que foi mantido na pista como líder. O piloto se irritou com a equipe, faltavam menos de 30 voltas para a corrida acabar e ele só havia parado uma vez, além disso seu Honda estava ficando sem combustível.
O pit-stop tardio de Colton custou caro, e seus companheiros que mais cedo haviam se tocado (Grosjean e Rossi) estavam lidando com uma grande desarmonia.
Pelo rádio, era possível ver o descontentamento dos pilotos, além de farpas trocadas e vários PIII sobre suas vozes, se recusaram a defender a posição um do outro.
A Andretti precisou intervir com um puxão de orelha para esclarecer a situação.
Contudo, Herta ainda foi atingido por Grosjean, que mais cedo tocou rodas com Rossi (ambos escaparam e retornaram para a pista).
Defrancesco não ficou ileso, quando menos esperava, foi atordoado por um mergulho de Rossi que o jogou para a grama.
O resultado dessa desavença foi catastrófico para a equipe. Herta terminou em 15°, Delvin 17°, Rossi em 19° e Romain Grosjean foi vigésimo primeiro.
Ademais, surpresas.
Ilott também não escapou da falha de motor, se tornando o 4° Chevrolet quebrado.
O brasileiro Castroneves avançou com uma estratégia harmônica e nas últimas voltas conquistou diversas posições com maestria.
Simona de Silvestro mostrou maior controle do carro e encerrou a prova na décima oitava colocação.
TOP10
1 – Scott Mclaughlin #3 (Team Penske)
2 – Alex Palou #10 (Chip Ganassi Racing)
3 – Will Power #12 (Team Penske)
4 – Rinus Veekay #21 (Ed Carpenter Racing)
5 – Scott Dixon #9 (Chip Ganassi Racing)
6 – Marcus Ericsson #8 (Chip Ganassi Racing)
7 – Josef Newgarden #2 (Team Penske)
8 – Hélio Castroneves #06 (Meyer Shank Racing)
9 – David Malukas #18 (Dale Coyne Racing)
10 – Simon Pagenaud #60 (Meyer Shank Racing)
A IndyCar NTT SERIES retorna para Toronto pela primeira vez em 3 anos para a décima prova da temporada. A corrida está marcada para às 15h (horário de Brasília) no dia 17 de julho.
*Cizânia: briga; desarmonia; discórdia.


