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Fórmula E

O quase triplo histórico: Edoardo Mortara recoloca a Mahindra no pódio na corrida número 150 da Fórmula E

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Mortara
Foto: Malcolm Griffiths/LAT Images

Edoardo Mortara tem uma relação íntima com os grandes marcos do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. O piloto suíço foi o grande vencedor da quinquagésima e da centésima provas da categoria. Neste último fim de semana, na Cidade do México, ele esteve muito perto de repetir a dose na corrida número 150. Apesar de pressionar Nick Cassidy até a linha de chegada, o representante da Mahindra Racing garantiu um valioso segundo lugar e mostrou que a 12ª temporada pode ser o ponto de virada para a equipe indiana.

Evolução cirúrgica na classificação

Nas sessões de treinos livres, Mortara passou longe dos holofotes. Seus tempos foram consistentes, mas não pareciam ameaçar o ritmo avassalador dos carros equipados com trens de força da Porsche e da Stellantis. O cenário mudou completamente na classificação de sábado. Aproveitando os tropeços de vários favoritos na fase de grupos, o equipamento da Mahindra ganhou vida nos duelos. Mortara garantiu a terceira posição no grid, parando apenas na semifinal contra Taylor Barnard da DS Penske.

Gestão de energia e o peso do modo de ataque

A corrida apresentou um desafio de sobrevivência. O acionamento do carro de segurança mudou a sorte de vários pilotos no grid, mas Mortara se manteve na briga pela vitória o tempo todo, chegando a liderar o pelotão em diversos estágios. A tranquilidade do piloto escondeu uma reta final de extrema tensão.

Segundo o suíço, o desgaste mental e estratégico foi imenso nas quinze voltas finais. Ele revelou que começou a enfrentar dificuldades de acerto no trecho central da prova. Como Cassidy conseguiu construir uma vantagem confortável durante sua ativação de potência, Mortara precisou gastar uma quantidade considerável de bateria para encostar novamente no líder. Essa caçada cobrou seu preço, deixando o carro da Mahindra com menos energia do que seus rivais diretos no momento decisivo da corrida.

Nervos de aço na última volta

A tática de guardar uma ativação do modo de ataque para o fim foi a grande salvação de Mortara. A potência extra garantiu a tração necessária para lutar contra o pelotão que vinha logo atrás. O piloto confessou que a última volta passou longe de ser divertida, já que o sempre agressivo Oliver Rowland encheu seus espelhos buscando a ultrapassagem a qualquer custo. Com muita frieza, Mortara fechou as portas e cruzou a linha para garantir a segunda colocação.

O resultado entregou o primeiro pódio da 12ª temporada para o piloto e para a Mahindra Racing. Os dezoito pontos conquistados o colocam na quinta posição do campeonato. Para confirmar o nível absurdo de competitividade da Fórmula E atual, os seis primeiros colocados na tabela geral representam seis equipes completamente diferentes.

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