WEC
Jonny Edgar prevê corrida definida pelos pneus nas 6 Horas de São Paulo
Piloto britânico destaca desgaste elevado dos pneus nas 6 Horas de São Paulo, avalia início consistente da temporada no FIA WEC e explica como concilia a intensa rotina entre competições na Europa e nos Estados Unidos.
A etapa de Interlagos pode representar mais um capítulo importante na temporada de Jonny Edgar no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). Antes do início das atividades das 6 Horas de São Paulo, o piloto britânico avaliou o cenário para o fim de semana, comentou o bom momento vivido pela equipe e explicou quais fatores devem ser decisivos na corrida disputada no Autódromo José Carlos Pace.
Mesmo demonstrando confiança no desempenho apresentado até agora, Edgar acredita que a prova brasileira será uma das mais exigentes do calendário. Para ele, o desgaste dos pneus e as escolhas estratégicas terão papel fundamental na definição do resultado.
“Não acho que será o fim de semana mais fácil para nós. Se conseguirmos somar alguns pontos, já será um resultado positivo”, afirmou.
Segundo o piloto, as primeiras voltas em Interlagos deixaram uma impressão positiva. O carro apresentou bom ritmo durante o primeiro treino livre, e as características do circuito podem favorecer o trabalho da equipe ao longo das seis horas de disputa.
Desgaste dos pneus pode definir a corrida
Na visão de Edgar, o asfalto de Interlagos deve provocar um desgaste significativo dos compostos. Por isso, administrar os pneus pode fazer a diferença entre brigar pelas primeiras posições ou perder rendimento na parte final da prova.
O britânico acredita que esse cenário pode favorecer sua equipe, que costuma apresentar bom desempenho em circuitos onde a degradação é mais elevada.
“Nós normalmente conseguimos preservar melhor os pneus do que nossos adversários. Essa costuma ser uma das nossas principais forças”, explicou.
Além disso, Edgar prevê abordagens diferentes entre as equipes durante a corrida. Enquanto alguns concorrentes poderão optar por períodos mais longos na pista com o mesmo jogo de pneus, outros devem dividir a estratégia em stints menores, realizando paradas com maior frequência.
Para o piloto, essa variedade de estratégias promete tornar a corrida ainda mais imprevisível.
Temporada consistente anima o britânico
Ao fazer um balanço da primeira metade do campeonato, Edgar destacou que o desempenho da equipe tem sido sólido desde a abertura da temporada.
O melhor resultado veio em Ímola, onde o time terminou na segunda colocação após disputar a vitória durante boa parte da corrida. Segundo ele, pequenos problemas durante as paradas nos boxes impediram um resultado ainda melhor.
“Tivemos um pódio em Ímola e ficamos muito perto da vitória. Alguns detalhes nos boxes acabaram fazendo diferença, mas o segundo lugar ainda foi um ótimo resultado.”
Na etapa seguinte, em Spa-Francorchamps, Edgar considera que o sétimo lugar refletiu exatamente o potencial do equipamento naquele fim de semana.
Já nas 24 Horas de Le Mans, a equipe alcançou o principal objetivo da temporada ao conquistar a vitória na mais tradicional corrida de endurance do mundo.
“Vencer Le Mans foi algo incrível. É a maior prova do calendário e, até agora, nossa temporada tem sido muito positiva.”
Regularidade pode decidir o campeonato
Apesar dos bons resultados conquistados até aqui, Edgar acredita que os desafios mais difíceis ainda estão por vir.
Para o britânico, uma campanha consistente é construída justamente nas corridas em que o desempenho não permite lutar pelas primeiras posições.
Segundo ele, marcar pontos mesmo em fins de semana complicados pode fazer toda a diferença na disputa pelo campeonato.
“Você não vence um campeonato apenas ganhando corridas. Muitas vezes ele é decidido quando você consegue terminar em sexto ou sétimo em um dia difícil, em vez de abandonar ou sair sem pontuar.”
Rotina intensa entre WEC e IMSA
Além do Mundial de Endurance, Edgar também divide sua temporada com compromissos na IMSA. A combinação entre os dois campeonatos faz com que o piloto viaje constantemente entre Europa e Estados Unidos.
Na avaliação do britânico, o maior desafio não está dentro do carro, mas na recuperação física entre uma prova e outra.
“As viagens são a parte mais complicada. O jet lag exige bastante do corpo e, muitas vezes, você precisa se recuperar rapidamente antes de voltar para outro fim de semana de corrida.”
Edgar explicou que a maior parte da preparação física acontece durante o período de inverno europeu, quando há menos compromissos no calendário.
Com a temporada em andamento, o foco passa a ser manter o condicionamento e garantir a recuperação entre as etapas.
Simulador completa preparação
Mesmo com pouco tempo disponível, o piloto mantém uma rotina de treinos no simulador antes de cada corrida.
Segundo Edgar, o objetivo não é acumular muitas horas, mas revisar detalhes importantes do circuito, como pontos de frenagem, traçados e referências visuais.
“Costumo passar algumas horas no simulador antes de cada etapa. É suficiente para relembrar a pista e chegar mais preparado para o fim de semana.”
Com um início de temporada marcado por resultados consistentes e pela vitória em Le Mans, Jonny Edgar chega às 6 Horas de São Paulo confiante em manter a sequência positiva. Entretanto, o britânico acredita que Interlagos colocará equipes e pilotos à prova, principalmente pela alta degradação dos pneus e pelas diferentes possibilidades estratégicas ao longo da corrida.
