SportsCar Championship
John Doonan foca em 2030 para garantir estabilidade dos fabricantes na IMSA
O presidente da categoria defende que a divulgação antecipada do novo regulamento técnico é vital para manter o interesse das montadoras e a saúde financeira das equipes.
O futuro das competições de protótipos de elite está no centro das atenções de John Doonan. O presidente da IMSA afirmou que anunciar os regulamentos para 2030 “o mais cedo possível” é a prioridade absoluta da organização. Portanto, a intenção é solidificar o planejamento de longo prazo tanto para o WeatherTech Championship quanto para o Campeonato Mundial de Endurance (WEC).
Este movimento ocorre em um cenário de incertezas no mercado automobilístico global. Recentemente, a Alpine confirmou sua saída do WEC ao final deste ano. Além disso, a Acura anunciou uma pausa em seu programa na categoria GTP para a próxima temporada. Contudo, Doonan acredita que a clareza nas regras pode reverter essa tendência de retiradas.
A Porsche Penske Motorsport também alterou sua estratégia, focando exclusivamente no campeonato norte-americano este ano. Por outro lado, a Lamborghini colocou o programa do protótipo SC63 em espera após participações pontuais. Assim, a necessidade de um horizonte regulatório estável tornou-se uma urgência para os órgãos governamentais e parceiros.
Evolução em vez de revolução nas regras de 2030
Durante o último final de semana em Laguna Seca, Doonan conversou com o portal Sportscar365 sobre as próximas etapas. Ele indicou que as novas diretrizes devem ser vistas como uma evolução natural do formato atual. Portanto, o objetivo é oferecer aos fabricantes uma “pista mais longa” para o desenvolvimento e amortização de custos.
A IMSA mantém diálogos constantes com a ACO e a FIA para alinhar os pilares fundamentais. Além disso, existe uma tradição de realizar anúncios importantes em eventos de grande escala, como Le Mans. Contudo, Doonan preferiu não confirmar se os detalhes técnicos serão revelados na edição deste ano da prova francesa.
Um dos pontos de discórdia entre as montadoras reside no sistema de propulsão híbrida. Atualmente, há uma divisão clara entre as marcas que operam com sistemas sob medida e as que usam peças padronizadas. Toyota e Peugeot já sinalizaram que não aceitam o uso de componentes obrigatórios de fornecedores externos para o futuro.
O valor fundamental das equipes privadas na IMSA
No curto prazo, a IMSA busca soluções para manter o grid da categoria GTP robusto e competitivo. Doonan destacou que o valor fundamental da associação reside historicamente nos competidores “corsários” ou privados. Portanto, a iniciativa de expandir o fornecimento de carros para clientes é vista com bons olhos pela presidência.
A vitória da JDC-Miller Motorsports em Monterey, utilizando um Porsche 963 privado, serviu como um exemplo de sucesso. Além disso, várias equipes que hoje operam na classe LMP2 demonstraram interesse em subir para a elite. Grupos como a Algarve Pro Racing e a Inter Europol Competition já exploram opções com a Porsche para o futuro.
A Meyer Shank Racing também analisa alternativas para permanecer na categoria principal no próximo ano. Contudo, a Honda Racing Corporation (HRC) descartou vender o modelo Acura ARX-06 para clientes devido aos custos operacionais. Por outro lado, equipes privadas sugerem que correr em múltiplos campeonatos pode tornar o investimento financeiramente viável.
Possibilidade de novas subclasses e incentivos
Uma proposta em discussão envolve a criação de uma subclasse GTP voltada para pilotos com classificação Bronze. Esse modelo é semelhante ao que a ACO planeja para a Asian Le Mans Series em breve. Portanto, Doonan admite que a ideia vale a pena ser considerada para atrair mais investidores e competidores independentes.
O presidente reforçou que todas as decisões visam equilibrar o interesse das fábricas com o espaço dos privados. Além disso, garantir que equipes independentes possam competir em pé de igualdade é essencial para o DNA da IMSA. Assim, a organização espera divulgar informações públicas o mais rápido possível para manter o ímpeto da categoria.
O sucesso da plataforma comum entre IMSA e WEC depende agora da convergência para 2030. Contudo, o desafio de agradar a todos os fabricantes presentes na mesa de negociações permanece alto. Por fim, o foco de John Doonan segue fixo na manutenção de um ecossistema que seja tecnicamente relevante e economicamente sustentável.
