SportsCar Championship
Jack Hawksworth cobra consistência da IMSA sobre nível de agressividade nas corridas
Piloto da Vasser Sullivan critica aplicação irregular de penalidades após polêmica em Road America
O clima pós-corrida em Road America trouxe à tona uma discussão que já vinha crescendo nos bastidores do IMSA WeatherTech SportsCar Championship: até que ponto a agressividade entre os pilotos é aceitável dentro do regulamento? Jack Hawksworth, piloto oficial da Lexus pela Vasser Sullivan, pediu maior clareza da direção de prova e criticou a falta de consistência na aplicação das punições após um fim de semana marcado por contatos frequentes.
Hawksworth foi punido com um drive-through após um toque com o Mercedes-AMG GT3 Evo nº57 da Winward Racing, pilotado por Philip Ellis. O incidente aconteceu durante a prova de duas horas e 40 minutos, em meio a várias disputas de alto contato que envolveram diferentes categorias. No entanto, segundo o britânico, a decisão da direção não foi proporcional em relação a outros episódios da corrida. Ele citou como exemplo o caso do Porsche nº7 da Penske, de Nick Tandy, líder do campeonato da classe GTP, que recebeu uma punição ainda mais severa — parada e retenção de 60 segundos — por um incidente semelhante com o Cadillac da Wayne Taylor Racing guiado por Ricky Taylor.
“Os pilotos só querem saber quais são as regras e que elas sejam aplicadas de forma consistente”, afirmou Hawksworth. “Em alguns momentos, parece que contatos claros são ignorados, enquanto em outros, situações menos graves geram penalidades duras. Isso cria insegurança e dificulta entender até que ponto podemos ser agressivos.”
O tema também foi abordado por Mike Rockenfeller, da Ford Multimatic Motorsports, que classificou o nível atual de contato nas corridas de GT como “limítrofe ou até excessivo”. O alemão, com experiência em campeonatos como o DTM, sugeriu que a IMSA poderia adotar regras semelhantes às usadas anteriormente na categoria alemã, onde os pilotos eram obrigados a deixar espaço equivalente à largura de um carro nas disputas lado a lado. Segundo ele, essa medida aumentava a qualidade das batalhas sem comprometer a segurança.
Rockenfeller reforçou que as regras precisam ser claras e bem definidas pelo diretor de prova, para que pilotos possam se adaptar ao padrão exigido. “Queremos corridas duras, contato faz parte, mas precisamos ter cuidado para não exagerar”, concluiu.
Com a sequência do campeonato se aproximando, a expectativa é de que a IMSA trate do assunto nas próximas reuniões de pilotos, buscando evitar novas polêmicas e equilibrar emoção com consistência regulatória.
