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HERO CONTA TUDO!

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Foto: ASO /DPPI

Com Ross Branch liderando o campeonato mundial de pilotos da FIM desde a segunda rodada do calendário, a Hero MotoSports Team Rally está desfrutando da melhor temporada de sua curta história. O construtor indiano, menos conhecido do que seus concorrentes, ostenta uma ascensão meteórica digna de um super-herói, cheia de surpresas!

**Hero e Honda têm mais em comum do que apenas a letra H**
Você sabia que a Hero MotoCorp é o maior fabricante mundial de veículos de duas rodas em termos de unidades produzidas? Nenhum outro fabricante no mundo tem um veículo de duas rodas em seu catálogo que venda tão bem quanto o mais vendido da Hero! Ela conquistou essa distinção em 2001 graças ao seu modelo Splendor, que é uma moto de baixo custo e eficiente em combustível, um princípio que impulsionou o sucesso da marca, que agora detém mais de 50% do mercado indiano, o maior do mundo. Em 2023, 4 milhões de motos foram produzidas em suas 6 fábricas na Índia e em seu site de produção na Colômbia. Com uma capitalização de mercado de 12 bilhões de dólares, a marca nasceu há 40 anos após uma união com a Honda, nada menos do que sua oponente designada no W2RC de 2024! Em 19 de janeiro de 1984, a Hero Honda Motors Limited Incorporated foi fundada após um acordo de parceria entre a empresa Hero Cycles, de propriedade da família Munjal, e o gigante japonês. Os dois parceiros na joint-venture se separaram em 2011 e a empresa adotou o nome pelo qual é conhecida hoje: Hero MotoCorp.

**Hip, hip, Hero!**
Após sua estreia no Dakar em 2017 com o português Joaquim Rodrigues (que terminou em 10º) e o indiano CS Santosh, a Hero MotoSports Team Rally alcançou seu primeiro duplo top 10 com “J-Rod” e Sebastian Buhler (respectivamente 8º e 10º) em 2021, em seu 5º Dakar. Em 2022, o piloto português venceu a primeira etapa da equipe no Dakar na 3ª etapa em uma máquina inteiramente desenvolvida internamente (veja a entrevista com Wolfgang Fischer), ao mesmo tempo em que iniciava a contagem de vitórias em etapas da Hero no W2RC, que agora soma 14. Ross Branch, que se juntou à equipe naquele mesmo ano, é responsável por 10 delas.
Ross Branch, que foi acompanhado em 2024 pelo lendário Joan Barreda, tornou-se nesta temporada o super-herói que a marca estava esperando. O homem de Botswana estava na disputa pela vitória geral no Dakar antes de terminar em 2º lugar, mas assumiu a liderança na classificação geral do campeonato mundial após a segunda rodada no Abu Dhabi Desert Challenge, que foi vencida por seu companheiro de equipe Aaron Mare, que deu à equipe sua primeira vitória geral em uma rodada do W2RC! 2024 é definitivamente um ano de sucesso para a Hero e a equipe ainda não acabou. Branch chegará ao Rallye du Maroc em outubro, a última rodada do W2RC, na liderança da categoria RallyGP de pilotos, com o objetivo de vencer o título mundial da FIM.

**Datas-chave para a Hero MotoCorp**

1984: criação da Hero Honda Motors Limited Incorporated.
2001: maior fabricante mundial de veículos de duas rodas em termos de unidades produzidas.
2011: criação da Hero MotoCorp.
2018: lançamento do modelo Hero 200 XPulse.
2020: inauguração do Tech Center Germany.
2021: Hero MotoCorp supera 100 milhões de unidades vendidas.

**Datas-chave para a Hero MotoSports Team Rally**

2016: primeira aparição no Rally Merzouga (“J-Rod” terminou em 9º).
2017: primeiro Dakar (“J-Rod” terminou em 10º).
2022: primeira vitória de etapa no Dakar (por “J-Rod”).
2024: primeiro pódio no Dakar (2º geral por Ross Branch), primeira vitória geral em uma rodada do W2RC (por Aaron Mare no ADDC), primeira vez liderando a categoria de pilotos do W2RC (Ross Branch desde o ADDC).

**ENTREVISTA: Wolfgang Fischer, gerente da equipe Hero MotoSports Team Rally**

**“Participar de todas as corridas do W2RC nos últimos anos foi a chave para alcançar o próximo nível”.**

**Como começou a história com a equipe Hero MotoSports?**
“Tudo começou em 2016 com o Rally Merzouga. Foi a primeira corrida do projeto Hero, que contou com suporte técnico da SpeedBrain, uma empresa com sede na Alemanha, perto de Munique, durante vários anos. O projeto de rali começou ao mesmo tempo que as discussões sobre o desenvolvimento de motos de produção. A parceria tornou-se cada vez mais próxima e, após o nosso primeiro top 10 no Dakar em 2017, começamos a desenvolver motos na Alemanha, que foram produzidas na Índia. Em 2019, a Hero fundou sua própria empresa, o Hero Tech Center Germany, que é inteiramente estabelecida na Alemanha, mas totalmente de propriedade indiana. É um centro de pesquisa e desenvolvimento e a divisão de esportes a motor da marca é uma grande parte dele. Em 2016, começamos com 5 pessoas e hoje somos 50. Na época, o off-road era um novo segmento para a Hero e desenvolvemos a XPulse 200, que atualmente é o modelo de entrada na Índia para pilotagem off-road. É uma moto muito popular que domina os campeonatos domésticos”.

**Qual é a história por trás do desenvolvimento da sua moto de rali?**
“Começamos com a moto que havia sido desenvolvida anteriormente com a SpeedBrain. Em 2019, Paulo Gonçalves se juntou à equipe e competiu no Silk Way Rally e no Rallye du Maroc antes de decidirmos começar a trabalhar em uma máquina completamente nova, projetada pela Hero. 2020 testemunhou o desenvolvimento desta moto, mas também o trágico acidente que custou a vida de Paulo Gonçalves, o que cristalizou tudo. Voltamos à estaca zero e, ao mesmo tempo em que precisávamos nos reagrupar e decidir o que fazer no futuro, o surto de Covid aconteceu e colocou tudo em espera. Após esses dois eventos, realmente não era o momento certo para lançar uma nova máquina em um rali, mas foi o que fizemos. A coisa louca é que a moto foi totalmente desenvolvida na Alemanha e nunca havia visto o deserto antes de ser inscrita no Dakar 2020. Durante esse período, era impossível cruzar fronteiras na Europa. Em outubro, participamos do Rally da Andaluzia e depois a moto foi levada diretamente para a Arábia Saudita”.

**Inscrever-se para o W2RC em 2022 foi uma escolha óbvia para a Hero?**
“Trazer o Dakar para o calendário do campeonato mundial foi um argumento significativo. Isso nos deu mais corridas para nos ajudar a crescer como equipe e desenvolver a moto. Também deu à Hero a oportunidade de exposição na mídia competindo em um campeonato mundial ao lado dos carros. O plano é continuar em 2025. Participar de todas as corridas do W2RC nos últimos anos foi a chave para alcançar o próximo nível, o que conseguimos nesta temporada”.

**2024 parece um passo adiante com a chegada de Joan Barreda e “Nacho” Cornejo…**
“Começamos o projeto Hero com Joaquim Rodrigues, que tinha o ímpeto de começar em uma nova disciplina, embora já tivesse experiência com equipes de fábrica em motocross, supercross e enduro. Sebastian Buhler chegou nessa época também, trazendo juventude para a equipe. Em 2022, Ross Branch trouxe sua velocidade e entusiasmo contagiante para a equipe. Com muitos anos de experiência e conhecendo-se desde o tempo em que ele pilotava ao lado de Paulo Gonçalves para a SpeedBrain, contratar Joan Barreda nesta temporada foi uma grande oportunidade para nós trabalharmos juntos novamente. Para a Hero, Barreda trouxe seu excelente conhecimento da disciplina e, para ele, deu-lhe a oportunidade de competir mais um ano sem muita pressão. “Nacho” é conhecido por suas excelentes habilidades de navegação, mas também por sua vasta experiência na disciplina, o que é um trunfo adicional para a equipe. Obviamente, quanto mais pilotos de ponta você tem em sua equipe, maior é a chance de sucesso. No último Dakar, apenas Ross Branch passou do dia de descanso. Estar sozinho durante a segunda semana obviamente tornou tudo mais difícil do que ter três pilotos ainda na corrida”.

**Qual será a estratégia de Ross Branch para a rodada final?**
“Não haverá uma estratégia especial. A cada vez, nosso principal objetivo é garantir que ele termine a corrida, o que ele fez em todas as rodadas desta temporada, coletando pontos a cada vez. A prioridade será novamente terminar a corrida e sabemos que o Rallye du Maroc é uma corrida difícil, onde você precisa equilibrar entre ser rápido e não correr muitos riscos, para evitar perder o Dakar que está logo ali”.

Via assessoria de comunicação World Rally

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