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GT Summer Series: A Grande Entrevista – Parte 1

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Foto: Divulgação

O diretor-geral da Gedlich Racing, Robin Selbach (RS), e o gerente de vendas Jann Jöge (JJ) falam sobre o tema da igualdade de oportunidades. A GT Summer Series não pretende reinventar o automobilismo de GT, mas sim redefinir alguns de seus pilares fundamentais. Para isso, a promotora Gedlich Racing está introduzindo uma série de conceitos ousados e inovadores. Nesta entrevista aprofundada, os idealizadores da categoria abordam as principais questões. O foco de hoje: igualdade de oportunidades.

Robin Selbach, como você avalia o cenário competitivo atual para pilotos amadores nas corridas de GT?

RS: É uma verdadeira bênção para os entusiastas do automobilismo que os carros de GT tenham se tornado acessíveis a uma ampla gama de pilotos. Os veículos GT, em todas as classes, são extremamente seguros e surpreendentemente fáceis de conduzir, mesmo para amadores e gentleman drivers — muitos dos quais começaram a competir mais tarde na vida e não tiveram a oportunidade de ingressar no kart ainda na infância. Dito isso, quem começa mais tarde naturalmente não possui a mesma base de desenvolvimento dos jovens pilotos profissionais. Na maioria dos casos, trata-se de pessoas muito bem-sucedidas em suas carreiras, mas que só conseguem dedicar uma parte limitada do seu tempo à paixão pelo automobilismo. É evidente que elas jamais alcançarão o mesmo nível de pilotagem de um atleta jovem cuja vida gira exclusivamente em torno das corridas.

Jann Jöge, a GT Summer Series foi criada para compensar essa desvantagem natural?

JJ: A GT Summer Series é voltada principalmente para pilotos amadores e gentleman drivers. Com base em seis anos de experiência adquirida com a Winter Series, temos uma compreensão muito clara do que esse público busca. Com a Summer Series, levamos esse conceito um passo adiante ao introduzir um Balance of Performance que leva em consideração o status do piloto. Nosso objetivo é bem definido: ao conceder maior liberdade técnica, os pilotos amadores passam a ter melhores chances de lutar pelas primeiras posições.

Isso significa que jovens pilotos profissionais não podem competir na GT Summer Series?

RS: De forma alguma. Com um calendário anual atrativo, a GT Summer Series oferece uma plataforma extremamente interessante. É perfeitamente possível que equipes profissionais utilizem algumas etapas do GTSS como preparação para outros campeonatos, ou que jovens pilotos adquiram experiência valiosa em um ambiente competitivo. Eles são, obviamente, bem-vindos — mas devem estar cientes de que estarão sujeitos a restrições técnicas pensadas justamente para garantir a igualdade de oportunidades. Para nós, o mais importante é o comportamento respeitoso e justo na pista, além de assegurar que os pilotos amadores tenham uma chance real de competir em condições equilibradas.

Como isso será aplicado do ponto de vista técnico?

RS: Cada formação de pilotos receberá uma configuração individual de BoP para cada circuito. Por exemplo, se um gentleman driver competir sozinho em todas as corridas de um fim de semana, ele terá direito às maiores concessões técnicas. Isso pode incluir aumento da pressão do turbo, um restritor de admissão maior ou até a redução de lastro. Já os carros inscritos por profissionais ou jovens pilotos de alto nível correrão com potência reduzida e/ou peso adicional. Em formações mistas, os ajustes variarão durante as corridas sprint, de acordo com qual piloto estiver ao volante. Nas provas de endurance disputadas por dois pilotos de classificações diferentes, o ajuste técnico será definido em um nível intermediário equilibrado.

Como vocês garantem que essas medidas sejam aplicadas de forma consistente?

RS: Através da GT Winter Series, acumulamos uma vasta experiência no monitoramento dos veículos. Nosso parceiro equipa os carros com sistemas de aquisição de dados e tem um controle preciso do que acontece na pista em todos os momentos. Além disso, seguimos um processo de verificação técnica alinhado aos padrões internacionais. Comissários técnicos estão de plantão o tempo todo para garantir que cada carro esteja operando com as configurações corretas de acordo com sua classificação técnica. Qualquer infração será penalizada conforme os regulamentos internacionais do automobilismo. É do nosso interesse — assim como do interesse de todos os participantes — que a paridade técnica seja mantida. No fim das contas, todos estão remando na mesma direção. A aplicação consistente e correta do nosso conceito de igualdade de oportunidades é um dos pilares do sucesso da categoria.

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