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Fuoco e Marciello buscam redenção nas ruas de Macau após polêmico confronto em 2024

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Marciello
Foto: Macau GT Cup - Copa do Mundo FIA GT

Italianos voltam ao Circuito da Guia mirando a vitória e um novo capítulo após colisão que decidiu a corrida no ano passado

O aguardado reencontro entre Antonio Fuoco e Raffaele Marciello promete ser um dos grandes atrativos da Taça do Mundo FIA GT de 2025, que acontece neste fim de semana no lendário Circuito da Guia, em Macau. Um ano depois do polêmico incidente que marcou a disputa pela vitória em 2024, os dois italianos voltam a se enfrentar em busca de redenção — e de uma vitória que escapou das mãos de ambos após o controverso toque na curva Lisboa.

Na edição anterior, Fuoco, representando a Ferrari, e Marciello, então com a Mercedes-AMG, travaram um duelo eletrizante até as voltas finais, quando o carro do italiano da BMW tocou a traseira do Ferrari nº 50 na freada para Lisboa. O contato tirou os dois da disputa direta e abriu caminho para Maro Engel herdar a vitória, em um desfecho que gerou discussões intensas entre fãs e equipes. Cada piloto atribuiu ao outro a responsabilidade pelo choque — Marciello alegou que Fuoco havia se movido sob frenagem, enquanto o ferrarista defendeu sua manobra como legítima.

Agora, a história ganha novo capítulo. Fuoco retorna a Macau pela AF Corse, novamente com o Ferrari 296 GT3, enquanto Marciello disputa pela ROWE Racing, guiando o BMW M4 GT3 EVO. Ambos chegam com sede de revanche e com a meta clara: conquistar a glória máxima da FIA GT World Cup, um dos títulos mais cobiçados do automobilismo de Gran Turismo.

“Macau é sempre imprevisível. No ano passado tivemos muita chuva e uma corrida bem caótica, mas aprendi muito e me diverti,” afirmou Fuoco, durante o último fim de semana do WEC no Bahrein. “Este ano, espero um fim de semana mais tranquilo e, quem sabe, a chance de dar à Ferrari sua primeira vitória na Taça do Mundo de GT. Quando surge uma oportunidade em Macau, você precisa aproveitá-la. Perdemos essa chance no ano passado, então agora queremos corrigir isso.”

Uma das principais novidades da edição 2025 é a introdução dos sensores de torque, tecnologia já utilizada no WEC e no IMSA, aplicada para aprimorar o equilíbrio de desempenho (BoP) entre as marcas. Fuoco reconheceu que o sistema ainda pode gerar ajustes e debates, mas acredita que, a longo prazo, trará mais justiça à competição.

Marciello, bicampeão nas ruas de Macau (2019 e 2023), também demonstra confiança, apesar de admitir estranhar a ausência da Mercedes-AMG, equipe com a qual conquistou suas vitórias anteriores. “Será diferente não ver o AMG GT3 no grid, mas a competição continua fortíssima. Ferrari, Porsche e Lamborghini chegam muito fortes. Com os novos sensores e o formato Super Pole, tudo pode acontecer,” destacou o piloto da BMW.

Com 16 carros inscritos e um plantel de pilotos de elite, a edição 2025 da Taça GT Macau promete ser intensa e imprevisível. Fuoco e Marciello chegam como protagonistas naturais — e ambos têm um motivo extra para lutar: apagar as marcas de 2024 e transformar a rivalidade em redenção nas desafiadoras ruas de Macau.

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