WEC
Ford avança no projeto Hypercar e prepara estreia na pista para agosto
Programa da marca para o FIA WEC alcança um novo marco com o primeiro acionamento do motor V8 instalado no chassi e inicia contagem regressiva para os testes em circuito na Europa.
O programa Hypercar da Ford Racing para o Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) entrou em uma nova etapa de desenvolvimento. A fabricante confirmou que o motor V8 de 5,4 litros baseado na arquitetura Coyote foi acionado pela primeira vez já instalado no chassi do protótipo, um marco considerado decisivo para a evolução do projeto.
O procedimento foi realizado nas instalações da ORECA, parceira responsável pelo desenvolvimento do chassi. Dessa forma, o programa deixa para trás a fase concentrada nos testes de bancada e passa a se preparar para o primeiro contato do carro com as pistas, previsto para acontecer no próximo mês.
A expectativa da Ford é utilizar a próxima etapa do cronograma para acelerar o desenvolvimento do Hypercar, que está sendo preparado para competir no FIA WEC e recolocar a marca na disputa pelas primeiras posições nas 24 Horas de Le Mans.
Integração entre motor e chassi marca nova fase
O primeiro funcionamento do conjunto completo representa um dos principais marcos desde o anúncio do projeto.
Até então, motor e chassi evoluíam em processos paralelos. Enquanto a Ford concentrava o desenvolvimento do conjunto motriz em Dearborn, nos Estados Unidos, a ORECA avançava na construção e na evolução estrutural do protótipo.
Agora, com ambos os elementos integrados, a equipe inicia uma nova etapa de validação antes dos primeiros quilômetros em pista.
Segundo a Ford Racing, o Hypercar utiliza um motor V8 Coyote de 5,4 litros naturalmente aspirado, desenvolvido integralmente pela fabricante em sua sede em Michigan. O conjunto é instalado em um chassi criado em parceria com a ORECA e incorpora um sistema híbrido que fará parte da configuração do carro para o Mundial de Endurance.
Além do objetivo esportivo, a fabricante destaca que o projeto também servirá para fortalecer a troca de tecnologia entre os carros de competição e os modelos de alta performance produzidos para as ruas.
Desenvolvimento passou por extensa fase de testes
Antes da integração final, o motor foi submetido a um longo processo de desenvolvimento nos dinamômetros da Ford em Dearborn.
Durante essa fase, os engenheiros concentraram esforços na análise de desempenho, durabilidade e confiabilidade do V8, buscando validar soluções técnicas antes da instalação definitiva no protótipo.
Enquanto isso, a evolução do chassi também acontecia paralelamente nas instalações da ORECA. Portanto, o primeiro acionamento do motor dentro do carro simboliza a convergência entre dois programas que avançavam simultaneamente.
Para a Ford Racing, ouvir o V8 funcionar pela primeira vez em sua configuração definitiva confirmou que os meses de trabalho realizados pelas equipes responsáveis pelo motor e pelo chassi produziram um conjunto pronto para iniciar uma nova etapa de desenvolvimento.
Produção interna é parte da estratégia
A fabricante também reforçou que todo o trabalho relacionado ao desenvolvimento do motor está sendo realizado internamente.
Segundo a Ford, essa estratégia permite respostas mais rápidas durante a evolução do projeto, facilita a implementação de mudanças e amplia o aprendizado técnico obtido ao longo do desenvolvimento.
Além disso, o conhecimento adquirido no programa Hypercar poderá ser utilizado futuramente em veículos de produção da marca, reforçando a ligação entre as atividades do automobilismo e o desenvolvimento de tecnologias para modelos comerciais.
Essa integração entre competição e produção é apontada pela empresa como um dos pilares do projeto desde sua concepção.
Testes de pista começam no próximo mês
Com o conjunto já funcionando, o próximo passo será levar o Hypercar para a pista.
A Ford Racing confirmou que o cronograma de testes terá início em agosto e será realizado em diferentes circuitos da Europa. As atividades terão como foco principal avaliar o desempenho do carro em condições reais de competição.
Entre os objetivos previstos para essa fase estão a verificação da confiabilidade do conjunto mecânico, o funcionamento do sistema híbrido, a integração entre todos os componentes e a validação aerodinâmica do protótipo.
Os testes também buscarão reproduzir situações semelhantes às enfrentadas durante as etapas do FIA WEC e das 24 Horas de Le Mans, permitindo que a equipe colete dados importantes para a continuidade do desenvolvimento.
Posteriormente, o programa também deverá realizar sessões de testes nos Estados Unidos.
Pilotos terão papel decisivo na evolução do carro
Outro elemento considerado fundamental pela Ford Racing será o trabalho realizado pelos pilotos.
Os seis integrantes da formação participarão da próxima fase do projeto, contribuindo tanto nas atividades de simulador quanto nos testes em pista programados para a Europa e, posteriormente, para os Estados Unidos.
Segundo a fabricante, as informações obtidas por meio das impressões dos pilotos serão determinantes para refinar o comportamento do Hypercar durante os próximos meses.
Embora os resultados obtidos até agora nos simuladores e nos dinamômetros sejam considerados positivos, a Ford ressalta que nenhuma ferramenta substitui o comportamento real do carro em condições de pista.
Por isso, o ciclo de desenvolvimento passará a combinar os dados técnicos coletados pelos engenheiros com o retorno fornecido pelos pilotos após cada sessão de testes.
Projeto segue rumo ao retorno a Le Mans
Apesar do avanço alcançado com a integração entre motor, sistema híbrido e chassi, a Ford reconhece que ainda há um extenso trabalho pela frente antes da estreia oficial do Hypercar nas competições.
Entretanto, com o primeiro acionamento do V8 já concluído e a estreia na pista marcada para as próximas semanas, o programa entra em sua fase mais importante desde o início do desenvolvimento.
A expectativa da fabricante é utilizar os próximos meses para aprimorar todos os sistemas do carro e preparar o protótipo para os desafios do Campeonato Mundial de Endurance.
Dessa forma, a Ford Racing dá mais um passo em seu objetivo de retornar à disputa pelas primeiras posições nas 24 Horas de Le Mans, uma das provas mais tradicionais e importantes do automobilismo mundial.
