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Ferrari lamenta derrota em casa mas destaca estratégia decisiva da Toyota em Ímola

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Ferrari
Foto: Fabrizio Boldoni / DPPI

Alessandro Pier Guidi afirmou que a Ferrari não deve se arrepender do resultado nas 6 Horas de Ímola, enquanto Antonio Fuoco demonstrou frustração com as dificuldades de ultrapassagem após punição durante a corrida.

A Ferrari deixou Ímola com sentimentos mistos após a abertura da temporada 2026 do FIA World Endurance Championship. Apesar do segundo lugar conquistado pelo carro #51, a equipe italiana viu a Toyota escapar com a vitória diante da torcida ferrarista no circuito italiano.

Mesmo assim, Alessandro Pier Guidi evitou transformar o resultado em frustração exagerada. O piloto acredita que fatores externos acabaram sendo determinantes para a derrota da Ferrari na prova.

O trio formado por Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi terminou logo atrás do Toyota #8 de Brendon Hartley, Ryo Hirakawa e Sébastien Buemi. Portanto, a diferença estratégica acabou definindo o vencedor em uma corrida extremamente equilibrada.

Estratégia da Toyota mudou a corrida

Segundo Pier Guidi, a Toyota aproveitou perfeitamente o momento do segundo Virtual Safety Car da disputa. A equipe japonesa optou por prolongar o uso dos pneus antes da neutralização, o que acabou se tornando decisivo.

A Ferrari #51 havia realizado troca parcial de pneus em bandeira verde. Contudo, pouco depois, o acionamento do Virtual Safety Car permitiu que a Toyota realizasse sua parada em condições muito mais favoráveis.

Com isso, Hirakawa assumiu a liderança e conseguiu controlar a corrida até entregar o carro para Buemi finalizar a prova. Além disso, o traçado de Ímola dificultou qualquer reação da Ferrari.

Pier Guidi explicou que a perda de desempenho na aceleração tornou praticamente impossível realizar ultrapassagens ao longo dos stints finais da corrida.

Pier Guidi evita lamentações após segundo lugar

Apesar da derrota em casa, o italiano manteve discurso sereno após a bandeirada. Para ele, o segundo lugar ainda representa um resultado importante dentro de um campeonato tão competitivo.

Pier Guidi destacou que o equilíbrio atual do WEC faz com que pequenos detalhes mudem completamente o resultado das corridas. Segundo o piloto, a Ferrari fez praticamente tudo certo ao longo do fim de semana.

O competidor também ressaltou que situações como entradas de safety car ou Virtual Safety Car fazem parte do automobilismo e não podem ser previstas com precisão. Além disso, o ferrarista afirmou que a equipe não cometeu erros estratégicos claros durante a disputa. Na visão dele, a Toyota apenas acabou favorecida pelas circunstâncias da prova.

Dificuldade para ultrapassar marcou a prova

Outro ponto bastante citado por Pier Guidi foi a dificuldade extrema de ultrapassagem no circuito de Ímola. O piloto explicou que, mesmo tendo ritmo competitivo, o carro perdia desempenho nas saídas de curva.

Segundo ele, isso impediu ataques mais agressivos sobre o Toyota #8 durante as horas finais da corrida. Portanto, qualquer tentativa de aproximação acabava comprometida nas retas.

Pier Guidi revelou ainda que tanto ele quanto Giovinazzi passaram vários stints presos atrás do rival japonês sem conseguir construir oportunidades reais de ataque. O italiano afirmou que a aceleração da Ferrari não permitia aproximação suficiente antes das zonas de frenagem. Dessa forma, ultrapassar virou uma missão praticamente impossível.

Penalidade comprometeu corrida da Ferrari #50

Se o carro #51 terminou em segundo, a situação da Ferrari #50 foi ainda mais complicada. O trio formado por Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen recebeu uma punição durante a corrida e perdeu contato com a disputa pelo pódio.

A penalidade por infração em bandeira amarela aconteceu justamente após um período de safety car. Com o pelotão agrupado, a punição derrubou Nielsen para o fundo do grid da Hypercar. Mesmo assim, a equipe conseguiu reagir e cruzou a linha de chegada na sexta colocação. Portanto, Fuoco valorizou os pontos conquistados após uma corrida tão complicada.

Por outro lado, o italiano admitiu forte frustração por não conseguir avançar nas voltas finais da disputa. Segundo ele, a Ferrari tinha desempenho suficiente para lutar pelo top-4.

Fuoco critica dificuldades nas ultrapassagens

Antonio Fuoco destacou que o carro apresentava bom equilíbrio e competitividade ao longo da corrida. Contudo, o piloto reclamou bastante da dificuldade para ultrapassar adversários em Ímola.

Ele citou especialmente as perdas de aceleração na saída da Rivazza 2, trecho fundamental para construção de ataques na reta principal. Segundo Fuoco, adversários como Alpine e BMW conseguiam abrir vantagem imediatamente após as curvas, o que inviabilizava qualquer tentativa de mergulho na frenagem seguinte.

Além disso, o ferrarista afirmou que nem mesmo o vácuo era suficiente para criar oportunidades reais de ultrapassagem. Dessa forma, a recuperação da Ferrari #50 ficou limitada nas voltas finais.

Apesar disso, Fuoco reconheceu o esforço da equipe após a punição e valorizou os pontos somados na abertura da temporada do WEC.

Ferrari já mira recuperação nas próximas etapas

Mesmo sem a vitória diante da torcida italiana, a Ferrari saiu de Ímola demonstrando ritmo competitivo contra a Toyota. O desempenho dos 499P ao longo do fim de semana reforçou a expectativa de uma disputa equilibrada em 2026.

Além disso, o resultado confirmou que Ferrari e Toyota devem protagonizar novamente a luta pelo título da categoria Hypercar nesta temporada.

Por outro lado, equipes como Alpine, BMW e Cadillac também mostraram evolução importante. Portanto, o campeonato promete disputas ainda mais apertadas nas próximas etapas. A Ferrari agora volta suas atenções para a sequência do calendário do FIA WEC, buscando transformar o forte desempenho apresentado em Ímola em vitórias nas próximas corridas.

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