WEC
Estratégia e caos em Spa: BMW encerra jejum histórico com dobradinha no WEC
A BMW M Team WRT escreveu um novo capítulo na história do automobilismo ao conquistar uma vitória improvável nas 6 Horas de Spa-Francorchamps. Através de uma tática de combustível audaciosa, a marca alemã garantiu sua primeira vitória na era dos Hipercarros.
O despertar da estratégia alternativa
A equipe optou por um primeiro pit stop mais curto para o BMW M V8 Hybrid nº 20. Rene Rast, Sheldon van der Linde e Robin Frijns assumiram um risco calculado que os isolou do pelotão principal.
Portanto, essa decisão permitiu que o trio controlasse o ritmo da prova enquanto os adversários lutavam por aderência. Além disso, a BMW quebrou um tabu que persistia desde a conquista de Le Mans em 1999.
Durante a terceira hora, o clima de disputa subiu de tom com manobras agressivas de Barrichello e Edgar. Contudo, o momento crítico surgiu quando o Ferrari nº 51 de Calado tocou no BMW nº 15 de Vanthoor, forçando-o a uma recuperação hercúlea.
O drama das intervenções e o caos técnico
A prova entrou em colapso estratégico na quarta hora devido a uma série de incidentes e bandeiras amarelas. O Peugeot de Jakobsen colidiu com o Mercedes de Cressoni, forçando a entrada do Safety Car Virtual (VSC) e reagrupando o grid.
Nesse meio tempo, nomes como Fuoco e Kubica mostravam que a Ferrari não entregaria os pontos facilmente. Por outro lado, o Cadillac nº 38 de Bourdais quase comprometeu sua corrida ao errar a entrada dos boxes em um momento de alta tensão.
Vanthoor e Fuoco protagonizaram um dos momentos mais tensos da tarde ao se “estranharem” na pista em alta velocidade. Esse duelo direto serviu como prelúdio para o caos que viria a definir o pódio na hora final.
Acidentes na Kemmel e o xeque-mate da BMW
A hora final em Spa-Francorchamps testou os nervos dos chefes de equipe. Augusto Farfus, ao volante do BMW GT3 nº 32, perdeu o controle após um toque de Guven e atingiu em cheio o Ferrari de Pier Guidi.
Pouco depois, a reta Kemmel foi palco de um acidente violento quando Alex Riberas tentou passar Antonio Félix da Costa. O Aston Martin do espanhol tocou a grama e atingiu as barreiras, espalhando destroços e acionando o Safety Car.
Na relargada, a tensão fez novas vítimas quando Da Costa escapou sozinho e bateu em Raidillon. Enquanto isso, Kevin Magnussen, no BMW nº 15, exercia o papel de “escudeiro” perfeito para o líder Robin Frijns.
Resistência e glória na Bélgica
Magnussen suportou a pressão colossal de Antonio Fuoco, que atacava com pneus novos em sua Ferrari nº 50. O dinamarquês segurou a posição bravamente, garantindo que a dobradinha da BMW não fosse ameaçada nas voltas finais.
Simultaneamente, Tom Gamble brilhou ao superar o experiente Kobayashi na reta Kemmel para colocar o Aston Martin Valkyrie em quarto lugar. Foi o melhor resultado do modelo britânico desde sua estreia na categoria de elite.
Na LMGT3, a McLaren da Garage 59 herdou a vitória após uma punição pós-corrida aplicada à Ferrari nº 21. O triunfo compensou a decepção de Imola e coroou uma atuação impecável de Tom Fleming no meio da prova.
