Dakar
Equilíbrio de Poder marca a 48ª edição do Dakar com percurso desafiador e foco no futuro
Rali de 2026 promete variedade técnica, etapas maratona renovadas e aposta em novas gerações e tecnologias sustentáveis
A organização do Dakar revelou em Jeddah os detalhes da 48ª edição do rali, que será disputada entre 3 e 17 de janeiro de 2026 e abrirá a quinta temporada do W2RC. A presença de Yazeed Al Rajhi, grande nome saudita e atual campeão, destacou a expectativa para um percurso que promete testar ao máximo pilotos e máquinas. O trajeto totaliza cerca de 8.000 km, com largada e chegada em Yanbu, dos quais 4.900 km serão de trechos cronometrados. A rota, variada e equilibrada, combina velocidade, técnica e resistência, alternando áreas de areia, setores rochosos e campos de dunas que exigirão navegação precisa.
A lista oficial de inscritos reúne 325 veículos, divididos entre 118 motos e 207 competidores FIA, incluindo 72 inscritos na Ultimate, 37 na Challenger, 43 SSVs, 8 na Stock e 47 caminhões. O evento também contará com 97 veículos históricos — 74 carros e 23 caminhões — que participarão da sexta edição do Dakar Classic, em um trajeto recorde de 7.348 km dedicado à regularidade.
Mantendo sua característica de constante reinvenção, o Dakar 2026 introduzirá uma nova configuração para as etapas maratona. No início da primeira semana, os competidores enfrentarão dois dias consecutivos em regime de autossuficiência, com pernoite em um acampamento improvisado onde apenas o apoio entre pilotos será permitido. Logo depois, encaram a etapa mais longa da edição: 925 km totais, sendo 336 cronometrados, praticamente inteiros sobre areia, antes do merecido descanso em Riad.
A segunda parte da prova não promete aliviar ninguém. O retorno à competição incluirá o reencontro com Wadi Ad-Dawasir, fora do roteiro desde 2022, seguido de mais uma etapa maratona, desta vez com trajetos separados para categorias FIM e FIA. A reta final reserva ainda uma navegação traiçoeira entre Bisha e Al Henakiyah, trecho com potencial para embaralhar a classificação a poucos dias da chegada.
Além da competição, o Dakar reforça sua missão de fomentar talento e tecnologia. O programa Saudi Next Gen coloca suas primeiras duplas formadas em disputa nos SSVs, enquanto novos candidatos treinam em Yanbu buscando seguir os passos de Al Rajhi. No campo da inovação, a Mission 1000 retorna com sete motos elétricas e um caminhão híbrido movido a hidrogênio e biodiesel, reforçando o compromisso do Dakar Future com energias alternativas e biocombustíveis.
Com equilíbrio técnico, desafios renovados e forte presença de projetos voltados ao futuro, a edição de 2026 se desenha como uma das mais completas e exigentes da história recente do rali.

