WEC
Desgosto sob a tempestade no Texas
Trio de pilotos da LMGT3 sofre com clima extremo e problemas mecânicos durante o Lone Star Le Mans de 2025
A segunda metade da temporada do Campeonato Mundial de Endurance da FIA começou com desafios extremos para Rahel Frey, Michelle Gatting e Célia Martin no Lone Star Le Mans 2025, disputado no Circuito das Américas, em Austin, Texas. O evento de seis horas, marcado por chuva intensa e bandeiras vermelhas, testou a habilidade e a resistência da equipe em condições imprevisíveis.
Célia Martin iniciou a sessão de qualificação molhada no sábado e mostrou ritmo competitivo, mas foi prejudicada por uma bandeira amarela e uma violação dos limites da pista durante sua volta final, largando apenas em 17º na classe LMGT3. A corrida de domingo começou sob chuva forte, com o Safety Car liderando o pelotão durante a primeira hora, antes de uma bandeira vermelha interromper a prova pouco antes da segunda hora.
Quando a corrida foi retomada atrás do Safety Car, Célia avançou rapidamente do sétimo para o sexto lugar, demonstrando habilidade em ultrapassagens e consistência em condições adversas. O percurso apresentou desafios constantes, com detritos na pista obrigando breves intervenções do Safety Car. Após entregar o carro a Rahel Frey, a suíça conseguiu escalar posições, mas a chuva persistente durante a quarta hora fez com que a equipe caísse novamente para o quinto lugar.
Na fase final, Michelle Gatting assumiu o carro para a última hora. Com a pista secando rapidamente, a equipe optou por pneus slicks faltando 34 minutos para o fim, buscando melhorar o desempenho. No entanto, danos causados pelos detritos iniciais bloquearam o radiador do carro #85, provocando aumento da temperatura do motor. Apesar de todos os esforços, Michelle foi obrigada a parar apenas duas voltas antes da bandeirada final por questões de segurança, encerrando a corrida com um resultado frustrante para o trio.
O Lone Star Le Mans de 2025 destacou a dificuldade de se adaptar a condições climáticas extremas e a importância da gestão mecânica em corridas de resistência, deixando claro que, mesmo com desempenho sólido e estratégia precisa, o fator sorte ainda pode influenciar decisivamente o resultado.
