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Cadillac mira fechar ano no alto e vê Bahrein como estágio perfeito para encerrar ciclo de crescimento

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Cadillac
Foto: Fabrizio Boldoni / DPPI

Equipe Hertz Team JOTA larga em P5 com o Cadillac #12 e chega à final do WEC vivendo o melhor momento desde a estreia da marca no Mundial; vaga no pódio do campeonato de pilotos ainda é possível

A Cadillac chega ao Bahrein não apenas para completar uma temporada. Chega para consolidar um ano de afirmação no WEC e para tentar carimbar um fechamento de capítulo com uma segunda vitória dentro do campeonato. Na tomada de tempos realizada em Sakhir, o Cadillac Hertz Team JOTA se colocou no grupo da frente mais uma vez: o carro #12 guiado por Alex Lynn cravou 1min47s543 no circuito barenita de 5,412 km e colocou o protótipo da marca norte-americana em quinto entre os 18 Hypercars do grid.

A corrida deste sábado será simbólica por outro motivo: marca a 50ª prova do Cadillac V-Series.R somando WEC e IMSA — 23 corridas pelo Mundial, 27 pelo campeonato norte-americano. A JOTA encerra também a sua primeira temporada como equipe oficial da Cadillac ao mesmo tempo em que celebra 25 anos de história no endurance.

E o #12 segue sendo o carro que melhor simboliza esse amadurecimento. Lynn divide o cockpit com Norman Nato e Will Stevens, e mesmo diante de um grid que teve Ferrari #51, Ferrari #83 e Porsche #6 sem acesso à Hyperpole, manteve-se competitivo e entregou o Cadillac mais bem colocado entre os que lutam diretamente pelo top-3 do campeonato de pilotos. O #12 inclusive é o único Hypercar do ano que pontuou em todas as sete corridas até aqui, e foi o carro que trouxe o marco histórico da primeira vitória da Cadillac no WEC, em julho, em Interlagos. A matemática ainda é realista: o trio está 13 pontos do terceiro lugar e 21 do vice-campeonato.

Lynn se mostra franco: não há nada a preservar nessa oitava etapa. “Vamos dar tudo. Está tudo em jogo e não temos nada a perder”, disse, após melhorar seu tempo de Q1 em 0s338 na Hyperpole.

No topo da tabela, mais uma vez a Toyota controla o Bahrein. Pelo segundo ano seguido, a fabricante japonesa trancou a primeira fila com Kobayashi em 1min46s826 no GR010 #7. Toyota, Cadillac e Ferrari são as únicas fábricas que largaram da pole em 2025. E o desempenho recente mostra que a Cadillac conseguiu se colocar nesse mesmo grupo na parte quente da temporada: nas últimas cinco provas, o time Hertz Team JOTA colocou carros na primeira fila em três oportunidades, e o #12 chegou à Hyperpole em sete de oito etapas.

O outro Cadillac da JOTA — o #38 de Earl Bamber, Sébastien Bourdais e Jenson Button — vai sair de 14º (1min48s392). Mas vale recordar: em 2024, com pista e script semelhantes, Bamber, Lynn e Bourdais escalaram sete posições na corrida e terminaram no top-7, salvando o melhor resultado Cadillac daquele fim de semana.

No campeonato de construtores, a Cadillac chega com chance aritmética, mas já com o consolo de que atingirá o melhor resultado nesse recorte de três temporadas no Mundial. A Ferrari lidera com 39 pontos sobre a Porsche e 61 sobre a Cadillac, e há 66 pontos possíveis no sábado. O Bahrein fecha a temporada com narrativa aberta — e a Cadillac tem, de fato, a melhor oportunidade que já teve para cruzar a linha final do WEC no grupo majoritário.

Abre aspas

Alex Lynn P5 (Cadillac Hertz Team JOTA V-Series.R nº 12): “Largamos em P5 para a corrida de amanhã e estou satisfeito com isso. Tivemos uma sequência de pole positions este ano, então, naturalmente, você espera e sonha com mais uma, mas, honestamente, estou orgulhoso dessa volta e da sessão. A equipe fez um ótimo trabalho hoje e acho que chegamos muito perto do nosso máximo potencial.”

Earl Bamber P14 (Cadillac Hertz Team JOTA V-Series.R nº 38): “Tivemos um dia difícil com o nosso carro hoje. Sinceramente, achei que fizemos uma boa volta, mas obviamente não foi o suficiente. Nosso outro carro, por outro lado, fez uma ótima volta. Largamos muito mais atrás do que esperávamos, mas ainda temos muita esperança. No ano passado, largamos do fundo do grid e terminamos na zona de pontuação, então ainda há muito em jogo.”

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