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Cadillac larga da pole mas não mantem o bom rendimento

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Foto: Cadillac

Equipe JOTA garante pontos importantes após corrida marcada por bandeiras amarelas; marca segue firme na disputa entre fabricantes

O Cadillac Hertz Team JOTA viveu um fim de semana de altos e baixos nas 6 Horas de Fuji, mas conseguiu mais uma vez converter dificuldades em pontos importantes para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC). Largando da pole position com o V-Series.R nº 12, a equipe formada por Alex Lynn, Norman Nato e Will Stevens terminou em sétimo lugar após uma corrida turbulenta, repleta de bandeiras amarelas e incidentes que embaralharam a disputa.

A jornada começou de forma promissora quando Lynn brilhou na classificação para garantir a pole, consolidando o bom momento do Cadillac nº 12. Durante a prova, marcada por nada menos que sete períodos de bandeira amarela, o trio precisou lidar com relargadas caóticas e momentos críticos em meio ao tráfego intenso do Fuji Speedway. Faltando pouco mais de duas horas para o fim, Lynn assumiu o cockpit no lugar de Nato e, mesmo partindo da 13ª posição entre os Hypercars, conseguiu escalar até o top 10 e fechar em sétimo, assegurando mais pontos na tabela.

O Cadillac nº 12 se destacou também pelo ritmo. Will Stevens cravou a volta mais rápida da corrida, com 1min30s507, e o carro liderou 67 voltas, o maior número do grid, mesmo sem converter o desempenho em pódio. Além disso, a regularidade tem sido a marca registrada da equipe: é o único Hypercar a pontuar em todas as sete etapas do WEC 2025, feito que reforça sua solidez na temporada.

Já o Cadillac nº 38, que largou em segundo lugar na terceira dobradinha consecutiva da JOTA, não teve a mesma sorte. Após bons stints de Sébastien Bourdais e Jenson Button, o carro sofreu dois contatos — um com um GT e outro com um Hypercar — que causaram danos significativos à carroceria. Apesar dos esforços de Earl Bamber, que levou o protótipo híbrido até a bandeira quadriculada, o resultado final foi apenas a 13ª colocação.

Enquanto isso, a vitória no Japão ficou com o Alpine Endurance nº 35, que largou em nono e conquistou o triunfo histórico justamente na 100ª corrida do WEC.

Com o resultado, a Cadillac segue firme na disputa do campeonato de fabricantes, mantendo-se em terceiro lugar. A expectativa agora se volta para o encerramento da temporada, marcado para 8 de novembro, nas 8 Horas do Bahrein. No ano passado, a equipe terminou em sexto no circuito barenita, após largar em 13º, e espera melhorar esse desempenho para fechar a temporada em alta.

A consistência, mesmo em corridas desafiadoras como a de Fuji, mostra que a Cadillac consolidou sua posição entre as grandes do WEC. Agora, a missão será transformar velocidade e regularidade em pódios e, quem sabe, em vitórias.

Will Stevens: “É frustrante porque, como equipe, merecíamos muito mais. Acho que tínhamos um dos carros mais rápidos hoje, mas, honestamente, tivemos azar em alguns lugares. Acho que no início da corrida provamos que éramos, mas a partir daí tivemos muito azar, perdemos posições e é difícil se recuperar quando a competição é tão acirrada. Acho que a equipe fez um ótimo trabalho esta semana, o carro estava forte, mas às vezes simplesmente não é o seu dia.” (sobre sua primeira volta): “Algumas coisas acontecendo com Safety Cars e bandeiras amarelas em todo o percurso, mas senti que conseguimos controlar a corrida muito bem. Então, fizemos uma ótima largada e trabalhamos bem entre mim e Seb para garantir que mantivéssemos a liderança entre nós, porque sabíamos que seria importante.”

Norman Nato (sobre sua passagem): “Minha passagem foi cheia de altos e baixos, especialmente com as bandeiras amarelas em todo o percurso e o Safety Car Virtual. O Will fez um bom trabalho mantendo a liderança, entrei no carro e recebemos uma bandeira amarela em todo o percurso que nos colocou em uma posição que não deveríamos estar. E tivemos outro VSC e perdemos posição. Você precisa não só de ritmo, mas de tudo para vencer esta corrida.”

Earl Bamber: “O carro estava ótimo, ótimos pit stops, velocidade incrível. Mas foi só um daqueles dias.”

Sebastien Bourdais (sobre seu turno): “No começo, tive um pouco de dificuldade com o equilíbrio. Levei um tempo para me acostumar e encontrar os ajustes dentro do carro para conseguir acertar. Depois, veio o Safety Car e colocamos os pneus quali do lado esquerdo no carro, e na relargada eu realmente tive dificuldades e perdemos algumas posições. Depois disso, parecemos nos estabilizar e, no trânsito, o BMW GT nos atingiu na traseira quando estávamos passando pelas curvas lado a lado e então ele me atingiu direto na traseira na curva seguinte e causou alguns danos significativos na traseira do carro. Depois disso, foi uma grande luta. Perdi muito downforce traseiro, e dois terços do turno não foram divertidos. Fiz o que pude.”

Jenson Button (sobre sua passagem): “O carro está funcionando muito bem em condições de ar limpo, o que não era o meu caso. Foi muito difícil até que se acalmou, e depois, quando estava em condições de ar limpo, tudo ficou bem, e pudemos começar a ultrapassar os adversários. Decepcionante, mas ainda estamos na briga. Tive algumas boas batalhas lá. Cheguei a ser atingido e tive que sair da pista para não rodar o carro, e ele nem recebeu uma punição.”

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