WEC
Antonio Felix da Costa busca permanência no WEC após anúncio de saída da Alpine
O piloto português enfrenta um mercado de transferências agitado e reafirma o desejo de manter sua jornada dupla entre o mundial de endurance e a Fórmula E em 2027.
A notícia da retirada da Alpine da classe Hypercar pegou o paddock do FIA World Endurance Championship (WEC) de surpresa. Antonio Felix da Costa, que havia acabado de retornar à categoria principal, agora busca alternativas para o futuro. Portanto, o piloto demonstra total determinação em garantir uma vaga no grid para a próxima temporada.
Da Costa integra a operação da Alpine, gerenciada pela Signatech, apenas desde o início deste ano. O português passou dois anos afastado do endurance para priorizar a Fórmula E com a Porsche. Contudo, o anúncio do encerramento das atividades da marca da Renault forçou uma mudança repentina em seus planos de carreira.
Atualmente, o piloto divide suas atenções entre o protótipo francês e seu compromisso com a Jaguar na categoria elétrica. Ele iniciou sua jornada na equipe britânica nesta temporada de 2025-26 após deixar a Porsche. Assim, o objetivo central do competidor permanece inalterado: sustentar o programa duplo nas pistas mundiais.
Um mercado de pilotos altamente competitivo
A saída da Alpine não é o único fator que pressiona as negociações para 2027. Da Costa admite que o mercado de transferências será um dos mais intensos dos últimos anos. Além disso, a disponibilidade de nomes qualificados vindos da Porsche e da Acura aumenta a disputa por assentos limitados.
Especulações recentes ligam o nome de Kevin Estre à equipe Toyota, o que poderia desencadear uma dança das cadeiras. Por outro lado, a chegada da McLaren ao WEC em 2027 atrai pilotos como Alex Lynn e Laurens Vanthoor. Portanto, a concorrência por uma vaga de fábrica exige resultados imediatos e uma gestão de carreira eficiente.
O piloto português confia plenamente em sua equipe de gerenciamento para lidar com as propostas nos bastidores. Ele ressaltou que seu papel fundamental é realizar um trabalho de excelência dentro da pista. Por outro lado, a possibilidade de novos investidores, como a gigante chinesa BYD, surge como uma esperança para os ativos da Signatech.
Motivação redobrada para o restante da temporada
O encerramento do programa da Alpine não desmotivou o trio do carro número 35. Da Costa iniciou sua trajetória na equipe com um sólido quarto lugar nas 6 Horas de Imola. Ele compartilha o protótipo com Charles Milesi e Ferdinand Habsburg, formando uma das tripulações mais consistentes do grid.
A equipe francesa agora desembarca em Spa-Francorchamps com recordações positivas de pódios anteriores contra a Ferrari. Segundo Antonio Felix da Costa, o anúncio da saída da marca só aumentou a vontade de buscar troféus. Portanto, o foco total está em extrair o máximo desempenho do carro nas rodadas restantes.
O português afirmou estar “100% motivado” para encerrar este ciclo com resultados expressivos. Além disso, o sucesso em sua campanha paralela na Fórmula E injeta ânimo para os desafios de resistência. Contudo, ele sabe que cada quilômetro percorrido serve como uma vitrine para potenciais novos empregadores no WEC.
O valor da experiência em meio às incertezas
Com uma carreira longa e vitoriosa, o piloto encara as mudanças com uma perspectiva madura. Ele afirma estar feliz com as conquistas alcançadas até agora em sua trajetória profissional. Assim, encara qualquer oportunidade futura como um bônus em sua vida dedicada ao esporte a motor.
A incerteza sobre qual marca assumirá o lugar da Alpine mantém o paddock em estado de alerta. Se a BYD concretizar o interesse na estrutura da Signatech, Da Costa poderá permanecer em casa. Por outro lado, sua versatilidade o torna um candidato atraente para qualquer fabricante estreante ou consolidada.
O fim de semana na Bélgica será crucial para consolidar a posição da equipe no campeonato mundial. A Alpine busca provar que, apesar da despedida iminente, possui um conjunto técnico capaz de vencer. Por fim, Antonio Felix da Costa segue como uma das peças fundamentais neste xadrez político e técnico do automobilismo global.
