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6 Horas de São Paulo amplia plano ESG e aposta em inovação, inclusão e sustentabilidade em 2026

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ESG
Foto: Arquivo/Rolex 6 Horas de São Paulo

Evento do FIA WEC levará a Interlagos iniciativas voltadas à descarbonização, economia circular, inclusão social e desenvolvimento da comunidade durante a etapa de 2026.

Enquanto os protótipos e carros de GT aceleram em Interlagos, o Rolex 6 Horas de São Paulo pretende deixar marcas que vão além do resultado esportivo. A edição de 2026 da etapa brasileira do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC), marcada para os dias 10, 11 e 12 de julho, chega acompanhada de um plano ESG que reúne iniciativas ambientais, sociais e de governança com foco na construção de um legado permanente para a cidade.

As ações foram desenvolvidas para integrar sustentabilidade, inclusão e inovação ao fim de semana de competição. Dessa forma, a organização busca ampliar o impacto do evento para além das arquibancadas, envolvendo o público, moradores da região e parceiros em diferentes projetos que permanecerão ativos mesmo após a bandeirada final.

Espaço reúne experiências voltadas ao futuro do automobilismo

Um dos principais pontos da programação será novamente o Futuroscópio. Pelo terceiro ano seguido, o espaço será dedicado à apresentação de soluções ligadas à inovação tecnológica, à transição energética e à sustentabilidade, além de oferecer atividades voltadas às famílias e ao público infantil.

Entre as atrações confirmadas está a “Missão H24”, iniciativa que levará ao Brasil o protótipo H24EVO. Desenvolvido pelo Automobile Club de l’Ouest (ACO), o modelo utiliza hidrogênio como fonte de energia e representa uma das alternativas estudadas para o futuro das corridas de endurance com emissão zero.

Além da exposição tecnológica, o espaço também manterá estruturas voltadas ao acolhimento dos visitantes. O Baby Care estará disponível para famílias com crianças pequenas, enquanto as Salas de Descompressão oferecerão ambientes adaptados para pessoas neurodiversas, com foco na regulação sensorial.

Economia circular orienta ações ambientais do evento

A estratégia ambiental da etapa brasileira contempla diferentes iniciativas voltadas à redução de impactos. Uma delas será o início dos testes com biodiesel nos geradores utilizados durante a realização da prova, como parte do processo de descarbonização da operação.

Outra medida prevista envolve a coleta do óleo lubrificante utilizado pelas equipes durante o evento. Em parceria com a Lwart, esse material será encaminhado para rerrefino, permitindo seu reaproveitamento dentro da cadeia produtiva.

O plano também inclui a reciclagem de bitucas de cigarro e um projeto-piloto de desmontagem circular. A proposta consiste em recuperar o maior número possível de componentes empregados na infraestrutura do evento para que possam ser reutilizados ou destinados a processos de upcycling em futuras edições.

Essa lógica de reaproveitamento também estará presente na premiação. Os troféus entregues aos vencedores da etapa paulista serão produzidos a partir de resíduos plásticos reciclados. As peças terão assinatura do artista Mundano, conhecido por desenvolver trabalhos ligados à sustentabilidade e ao reaproveitamento de materiais.

Além disso, a “Floresta 6 Horas de São Paulo” ganhará uma nova etapa de expansão. O projeto prevê o plantio de 140 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica como forma de compensação climática. O acompanhamento do desenvolvimento das árvores poderá ser feito pelo público por meio de um QR Code.

Projeto amplia ações voltadas à inclusão social

O plano ESG também concentra investimentos em iniciativas sociais. Nesta edição, o Rolex 6 Horas de São Paulo firmou parceria com o Instituto Gerando Falcões para ampliar o alcance de suas ações durante o evento.

Como parte desse acordo, cinco por cento da receita obtida com a área VIP “The Place to Be” será destinada à instituição. Além disso, a organização disponibilizará 150 ingressos por dia para jovens atendidos pelos projetos desenvolvidos pelo instituto.

Outra frente será voltada à qualificação profissional de moradores da região de Interlagos. Sessenta pessoas participarão de um curso de Produção de Eventos promovido pela organização da prova. Após a formação, trinta delas serão contratadas para atuar diretamente durante o fim de semana da competição.

Enquanto isso, o programa FIA Girls On Track levará 30 meninas ao paddock para atividades educativas. A iniciativa busca aproximar novas gerações do esporte a motor e incentivar uma participação feminina cada vez maior no automobilismo.

Revitalização do entorno integra estratégia de legado

As ações previstas para 2026 também ultrapassam os limites do autódromo. Inspirado no modelo de integração urbana utilizado em Le Mans, na França, o Rolex 6 Horas de São Paulo iniciou um projeto de revitalização de praças localizadas nas imediações de Interlagos.

A proposta contempla melhorias em áreas públicas com implantação de equipamentos de lazer, intervenções paisagísticas e a criação de uma biblioteca comunitária. O objetivo é transformar esses espaços em áreas permanentes de convivência para os moradores da região.

Segundo a diretora-geral do Rolex 6 Horas de São Paulo, Aline Vilatte, a intenção é fazer com que o evento seja reconhecido não apenas pelas disputas na pista, mas também pelos benefícios gerados para a comunidade.

Ela afirma que o legado deixado por um grande evento deve ser medido pela capacidade de criar oportunidades, promover inclusão e incentivar práticas sustentáveis. De acordo com a dirigente, integrar esporte, entretenimento e responsabilidade é uma forma de mostrar que o automobilismo também pode contribuir para transformações positivas.

Indicadores acompanharão resultados após a corrida

Para avaliar a efetividade das iniciativas, a organização acompanhará uma série de indicadores durante a realização da etapa. Entre eles estarão os índices de desvio de resíduos de aterros sanitários, a compensação da pegada de carbono e a diversidade das equipes envolvidas na operação do evento.

Os dados coletados serão apresentados em um relatório pós-evento, documento que reunirá os resultados obtidos pelo plano ESG durante a edição de 2026 e servirá como instrumento de transparência sobre as ações implementadas ao longo do fim de semana em Interlagos.

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