Macau
Race Recap: GT World Cup 2023
O Circuito da Guia se preparava para receber sua 70ª edição do GP de Macau e a 6ª edição da GT World Cup, com suas 24 curvas distribuídas pelos 6.120 km da pista de rua no país chinês que, curiosamente, fala português. Este circuito é conhecido por suas longas retas e curvas fechadas, típicas de um circuito de rua – estreito, acidentado e com oportunidades de ultrapassagem limitadas. No entanto, há duas características especiais que raramente se encontram em outros circuitos de rua: a variação de altitude (mais de 30 metros entre o ponto mais alto e o mais baixo do circuito) e uma reta principal ultra longa que permite altas velocidades.
Para esta edição, 20 carros inscritos sob o regulamento FIA GT3 sendo: 4 Audi, 2 BMW, 2 Ferrari, 5 Mercedes e 7 Porsche.
Treinos
Esta edição foi marcada pela despedida de Rafael Marciello da equipe Mercedes. No TL1, ele mostrou seu domínio ao quebrar o recorde da pista com uma volta de 2:16.150. Seus principais adversários foram os Porsche pilotados por Laurens Vanthoor, Matteo Cairoli e Kévin Estre. Marciello terminou à frente dos pilotos da Porsche, além de Maro Engel, Dani Juncadella e Sheldon van der Linde.
No TL2, a surpresa foi Matteo Cairoli, o italiano estreante, que liderou a sessão com uma volta recorde de 2:15.532. Edoardo Mortara começou forte, mas foi superado por Maro Engel e outros competidores. Augusto Farfus, Raffaele Marciello e Daniel Juncadella também se destacaram, com Daniel Serra garantindo o quarto tempo com sua Ferrari. Isso deixou a torcida animada para a classificação, evidenciando uma disputa acirrada.
Qualificação
A Mercedes de Raffaele Marciello dominou a corrida de ponta a ponta, garantindo a pole position para a corrida principal. Ele liderou desde o início, seguido por Maro Engel e Edoardo Mortara. A corrida foi interrompida duas vezes por acidentes, mas Marciello manteve a liderança.
Daniel Juncadella tentou ultrapassar Mortara, mas tocou na barreira e cedeu a posição. Após um forte acidente com Adderly Fong, a corrida foi interrompida novamente, transformando-se em um sprint de duas voltas até a bandeirada. Sheldon van der Linde ultrapassou Daniel Serra e ficou em quinto lugar, com Laurens Vanthoor, Christophe Haase, Juncadella e Earl Bamber completando o top 10. Alessio Picariello foi o melhor da classe Gold, terminando em décimo primeiro, e Leo Honli Ye foi o melhor da classe Silver, terminando em décimo terceiro.
Corrida
Raffaele Marciello se despediu da Mercedes-AMG com uma vitória importante no GP de Macau, tornando-se bicampeão da FIA GT World Cup, liderando do início ao fim. Na corrida principal, Marciello manteve a liderança e venceu com 2,510 segundos de vantagem. Augusto Farfus e Daniel Serra também se destacaram, terminando em terceiro e quarto lugares, respectivamente. A vitória marca o fim de uma parceria de sete anos entre Marciello e a Mercedes, durante a qual conquistaram diversos títulos juntos.
Abre aspas:
“É incrível”, disse Marciello. “Sabíamos que o segredo era fazer uma boa largada e depois pensamos no reinício do safety car porque é complicado ultrapassar. Tive um bom começo. Maro foi bem rápido lá no começo. Mas depois do safety car ele teve um problema. Graças a isso ganhei alguns segundos.”
“Então era só uma questão de controlar (a corrida). Foi uma grande corrida e consegui terminar a minha vida na AMG da melhor forma. Ganhamos tantas coisas. Não tivemos muitos pontos baixos, na verdade. Quando olho para trás, ganhamos tudo, exceto Bathurst e Nürburgring, mais ou menos”
“É bastante quando você olha para trás. Com certeza ganhar Macau, Spa, até o ADAC GT Masters. São muitos, muitos momentos legais. Vou sentir falta disso. Com certeza não será fácil repetir, mas tentarei o meu melhor. Este foi meu último presente para a AMG e agora espero não ser derrotado por eles.” finalizou Raffaele Marciello em entrevista ao Sportscar365.
