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F2

Pepe Martí brilha no Bahrain e vence a sprint race

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Foto: Jorge Fernandez

Por muitos, a melhor corrida da Fórmula 2 em anos. Para o Pepe Martí, além disso, também foi sua segunda vitória na categoria. O espanhol largou em 11º para assumir a liderança na última volta da corrida.

A LARGADA COM CAOS TOTAL

A pole reversa ficou com Joshua Durksen, seguido de Dino Beganovic e Rafael Villagomez. Durksen largou bem, porém quem se deu mal de início foi Victor Martins.

O francês foi espremido por Alex Dunne, que ao tentar evitar um toque com Sami Meguetounif, jogou Martins direto para fora, batendo nas placas de publicidade. Martins precisou ir para os boxes fazer troca do bico dianteiro e dos pneus durante o safety car, que foi acionado por outro incidente.

Na mesma volta, Sebastian Montoya abandonou a corrida. Amaury Cordeel tocou no carro do piloto da Prema, fazendo ele girar e deixar o carro apagar no meio da pista.

Além de Martins, Max Esterson foi para os boxes também trocar a asa dianteira e os pneus.

RODA A RODA DE TIRAR O FÔLEGO

O safety car saiu na volta 5. Durksen relargou bem, mas quem vinha atrás estava frenético por posições. A disputa de Dunne para cima de Richard Verschoor, juntamente com Pepe Martí por posições, persistiu por muitas voltas.

Enquanto Durksen se preocupava em segurar Beganovic e Villagomez, os 3 trocaram posições, Dunne deixava Martí sem espaço e o espanhol ia para fora da pista. Quem chegou na disputa também foi Luke Brownkng.

Dunne mantinha seu P5, enquanto Martí atacava e defendia seu P6 de Browning. Verschoor tentava chegar em Villagomez, o que acabou dando certo e o holandês segurou o seu P3.

Na volta 11, Beganovic encostou em Durksen pela disputa da liderança, os dois pilotos trocaram diversas vezes de posições, uma batalha eletrizante de tirar o fôlego em Sakhir. Logo em seguida, Dunne conseguiu também ultrapassar Villagomez pelo P4.

Max Esterson, que já havia feito sua parada não obrigatória, acabou parando na brita na volta 16, e o safety car foi novamente acionado. Muitos pilotos aproveitam para fazer uma troca de pneus também, testar uma outra estratégia, como foi o caso de Gabriele Minì, Ritomo Miyata, Leonardo Fornaroli, Jak Crawford, Oliver Goethe e entre outros.

NINGUÉM PISCA NA RETA FINAL

A parte final da corrida “costuma” ser a parte mais tranquila, quando os pilotos só querem economizar os pneus ou o carro. Não foi o que aconteceu nessa sprint.

Na relargada, Beganovic não foi muito bem e Durksen retornou a liderança da corrida, enquanto Martí vinha de fininho, subindo posição por posição, até chegar em P4 que era de Dunne.

Dunne acabou caindo para perto de Browning novamente, onde tiveram um toque entre disputa de posição. Villagomez aproveitou essa embate e foi para P5.

A briga começou ficar mais interessante quando Arvid Lindblad chegou, e ultrapassou Dunne pelo P7.

A LIDERANÇA MUDA DE MÃOS

Nas 4 voltas finais, a situação da corrida se intensificou (sim, foi possível). Na volta 20, mais pro meio do grid, Minì estava disputando com Crawford, quando simplesmente chega Goethe na briga, formando uma linha tripla de carro, e um toque triplo entre eles.

Enquanto lá na frente, Beganovic seguia a caça da liderança novamente de Durksen, e Martí para cima de Verschoor para beliscar um lugar no pódio.

Beganovic errou o traçado, fazendo com que Verschoor aproveitasse e fosse para P2, porém não contavam com Martí vindo logo atrás, ultrapassando os dois de uma vez. Beganovic caiu para P4 e Verschoor voltou para P3.

Acabou? Que nada! Última volta, volta 23. Martí chega em Durksen na reta principal, onde o paraguaio dá o lado de fora para o espanhol tentar ultrapassar, e ele ultrapassou lindamente, assumindo a liderança. Durksen ainda também perdeu seu P2 para Verschoor.

Metros antes da curva final, ainda teve tempo para o último incidente: toque de Dunne em Miyata, fazendo com que a asa de Dunne quebrasse, mas por voltar poucas curvas para o fim, não foi acionado nenhum SC.

A corrida finalizou com vitória maiúscula de Pepe Martí, com pódio completado por Richard Verschoor e Joshua Durksen.

PUNIÇÕES

Amaury Cordeel recebeu a punição de 10 segundos por causar a colisão com Sebastian Montoya, além de receber 2 pontos na carteira.

Alex Dunne recebeu 2 punições, uma de 5 segundos por por causar colisão com Ritomo Miyata, e mais 5 segundos por não conseguir ficar acima do delta mínimo sob o safety car na corrida, além de somar 2 pontos na carteira ao total, 1 em cada punição.

Para finalizar, Joshua Durksen foi desclassificado da corrida. A faixa 1 do difusor do carro do paraguaio estava 2mm abaixo da altura mínima especificada. O pódio foi completado por Dino Beganovic.

pepe martí no bahrain

Foto: FIA – Documento

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