Fórmula 1
O que acontece na Red Bull? Pérez fica, ou sai? Ricciardo pode substituir o mexicano?
Não é de hoje que a performance de Sergio Pérez é contestada, dentro e fora da Red Bull. Todo fã da Fórmula 1, seja ou não torcedor da RBR, percebeu que o mexicano caiu de rendimento. Contudo, no momento, Pérez é apenas o sétimo no campeonato, com 124 pontos. Enquanto Max Verstappen, seu companheiro de equipe, é o líder com 265 pontos.
Além disso, Pérez ainda não venceu em 2024, enquanto os outros sete pilotos das quatro equipes de pontas, tem pelo menos uma vitória na temporada. Apesar de tudo, no começo de junho, a equipe renovou o contrato do mexicano. Na ocasião, Christian Horner, chefe de equipe e CEO da RBR, disse que eles estavam dando um voto de confiança para Pérez, para ver se assim, o mexicano voltava à boa forma.
Desastre após desastre
Porém, desde então, Checo falhou em passar do Q1 em três das últimas cinco classificações. E não pontuou em duas das cinco corridas. Ainda, nas três em que pontuou, sua melhor posição foi sétimo.
Depois da mais recente batida no Q1 da Hungria, Horner comentou que a equipe estava perdendo a paciência com o mexicano. Até porque, enquanto Pérez não entrega resultados melhores, a McLaren se tornou uma forte rival, nos dois campeonatos. Lando Norris é p atual segundo colocado no mundial de pilotos, com 189 pontos, e Oscar Piastri é o quinto, com 149 pontos. E no mundial de construtores, a McLaren é segunda com apenas 51 pontos a menos que a RBR.
Assim, Horner chegou a comentar que “não é possível competir com uma perna só”. Ou seja, a performance de Checo está muito abaixo do aceitável, para um piloto que tem, no momento, o segundo melhor carro do grid. E isso, deu lugar a muitas especulações e rumores de quem o mexicano poderia perder a vaga para 2025, ou ainda logo após as férias de verão da F1.
Fator Ricciardo
Desde quando Horner trouxe Daniel Ricciardo de volta para a família Red Bull, o CEO deixou claro que o australiano sempre teria uma chance de competir pela vaga de titular. Em 2023, ele ganhou a melhor chance, a vaga na AlphaTauri (hoje VCARB).
Infelizmente, Ricciardo quebrou a mão em um acidente nos treinos livres para o GP da Holanda, e ficou fora por cinco etapas. Contudo, ele foi mantido na equipe, por conta da experiência e conhecimento, além do valor comercial é revertido em dinheiro para a Red Bull e para a VCARB.
Contudo, o começo da temporada 2024 foi difícil para Ricciardo. Mas em Miami, o australiano entregou desempenho e pontos para equipe, com um quarto lugar na Sprint. Depois, ele pontuou apenas no Canadá e na Áustria. E na Hungria, fez uma das melhores classificações do ano, largou em nono. Não fosse uma estratégia duvidosa, e uma primeira parada muito prematura, o australiano teria pontuado. Assim como seu companheiro, Yuki Tsunoda fez.
Até o momento, Tsunoda ganhou uma extensão contratual até o fim de 2025, e Daniel ainda não.

Ricciardo tem experiência e já foi companheiro de Verstappen – Imagem: Getty Images via Red Bull Content Pool
Uma solução imediata
Apesar de até aqui, o ano de Ricciardo não ser dos melhores, ele já pilotou ao lado de Verstappen, e quando o fez, a dupla pontuava constante e consistentemente. Então, para a RBR e Horner, ele seria escolha óbvia caso o contrato de Pérez for mesmo encerrado mais cedo, principalmente se acontecer isso acontecer em agosto.
Mas e Tsunoda? E o Liam Lawson? Bom, Tsunoda é um piloto talentoso, porém entrou na AlphaTauri por conta do apoio da Honda, e o japonês não é um dos favoritos do chefão Horner. E enquanto Lawson provou seu talento quando substituiu Ricciardo em 2023, ele ainda é um piloto inexperiente e coloca-lo ao lado de Verstappen na metade da temporada não seria nem justo com ele. Além disso, ele também não é uma escolha óbvia para Horner, o apoio vem mais do consultor Helmut Marko. Que, infelizmente para Lawson, não manda nas decisões da Red Bull.
Nesse meio tempo, Pérez diz saber que tem um contrato e está seguro na confiança depositada nele pela equipe. E que sua única preocupação “é colocar sua temporada de volta nos trilhos”. Ao mesmo tempo, Ricciardo também revelou que não deixa a conversa externa ditar o que ele faz, ele se preocupa apenas com o trabalho em mãos. Ainda, o australiano comentou que “a cada corrida ou poucas corridas, a narrativa muda e esse é o esporte em que estamos. As coisas estão acontecendo rapidamente e você só precisa tentar e, eu acho que nessas situações, focar em si mesmo e tirar o máximo proveito disso e então ver para onde o vento me leva”.
Por outro lado, Tsunoda parece cada vez mais infeliz com a narrativa que privilegia Ricciardo, enquanto ele pontuou mais. E Lawson, bom Lawson pode acabar ganhando a oportunidade de ser titular e fazer 10 corridas ainda este ano, então para ele a situação não é de todo ruim.
O fato é que, de um jeito ou de outro, a Red Bull tem decisões a tomar durante a pausa da Fórmula 1.
