WEC
Lone Star Le Mans promete duelo de gigantes no Texas
Sexta etapa do FIA WEC reúne candidatos ao título em corrida decisiva no Circuito das Américas
O Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) atravessa o Atlântico neste fim de semana para a disputa da Lone Star Le Mans, no Circuito das Américas (COTA), em Austin, entre os dias 5 e 7 de setembro. Será a sexta etapa da temporada 2025 e um momento-chave para a definição da luta pelo título, com clima de pôquer de alta velocidade no coração do Texas.
Projetado com a participação do ex-campeão de motociclismo Kevin Schwantz, o COTA é considerado um dos circuitos mais modernos do calendário. Seu traçado de 5,5 km é famoso pelas variações de elevação, curvas rápidas combinadas a trechos técnicos e desafiadores, como a subida íngreme da curva 1, apelidada de “Big Red”, além do famoso trecho em “S” e a sequência fluida de curvas de triplo ápice entre as 16 e 18. Correndo no sentido anti-horário, os pilotos enfrentam forte desgaste em freios e pneus, com 44% da volta em aceleração total e velocidades acima de 300 km/h. Em média, os hipercarros realizam 54 trocas de marcha por volta.
O histórico da pista no FIA WEC é de disputas intensas. Em 2024, por exemplo, o evento registrou o segundo final mais apertado da história da categoria, com a vitória do Ferrari 499P da AF Corse (nº83) sobre o Toyota nº7 por apenas 1s780.
Ferrari, Cadillac e Toyota no centro da disputa
Na categoria Hypercar, a Ferrari chega como favorita. O protótipo privado nº83 da AF Corse, guiado por Robert Kubica, Yifei Ye e Phil Hanson, venceu em Le Mans e está apenas 12 pontos atrás do Ferrari de fábrica nº51, líder do campeonato. O trio oficial da marca italiana, formado por Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi, busca ampliar a vantagem. Giovinazzi, aliás, guarda uma motivação extra: no COTA, conquistou sua primeira pole em 2024, mas abandonou no dia seguinte após contato com um LMGT3.
A Cadillac também chega forte, embalada pela vitória em São Paulo. O nº12 V-Series.R, tripulado por Alex Lynn, é o único carro a se classificar entre os dez primeiros em quase todas as etapas e soma poles em Le Mans e Interlagos. Lynn, que completará 50 largadas no WEC, espera coroar a marca com um grande resultado.
Já a Toyota, que nunca venceu no COTA, aposta na experiência de Kamui Kobayashi – em sua 75ª participação – e Sébastien Buemi, o único piloto a disputar todas as edições da Lone Star Le Mans. O neozelandês Brendon Hartley, tricampeão no circuito durante sua passagem pela Porsche, reforça as esperanças da equipe japonesa.
Entre outros nomes consagrados que estarão em ação, figuram Loïc Duval (Peugeot) e Frédéric Makowiecki (Alpine), ambos vencedores da prova inaugural em 2016.
LMGT3: casa cheia para Ford, Corvette e Aston Martin
Na classe LMGT3, o público norte-americano terá motivos extras para vibrar. A Heart of Racing Team, da Aston Martin, venceu no COTA em 2024 e retorna como uma das favoritas, assim como os Ford Mustangs da Proton Competition e os Corvettes da TF Sport.
O texano Ben Keating, piloto do nº33 Corvette, será o centro das atenções. Campeão de múltiplas provas em Austin na IMSA, ele soma uma vitória no Qatar em 2025 e fará sua 40ª largada no FIA WEC, tentando reduzir a diferença de 23 pontos para os líderes.
Outro destaque é o americano Ryan Hardwick, do time Manthey, atual líder da categoria. Além disso, a Aston Martin reforça seu favoritismo com o histórico de maior número de poles em Austin entre os GTs, incluindo as conquistas recentes em Le Mans e São Paulo.
Com clima de festa no paddock e rivalidades em ebulição, a Lone Star Le Mans promete ser um divisor de águas na temporada 2025 do FIA WEC, reunindo 18 Hypercars e uma disputa acirrada entre fabricantes. O cenário texano, quente e desafiador, pode redefinir o caminho dos campeonatos rumo à reta final do ano.
