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DTM

Lenda do DTM, Gerd Ruch fala sobre a paixão pelo Mustang e o retorno da Ford à categoria

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Foto: Gruppe C Photography

Piloto cult empolga no teste do DTM ao volante de um Ford Mustang 5.0 GT de 540 cv
Ruch: “Alguns fãs conheciam minha vida melhor do que eu mesmo”

Munique. Gerd Ruch foi um verdadeiro favorito do público ao pilotar o Ford Mustang 5.0 GT. De 1988 a 1995, o berlinense disputou mais de 100 corridas do DTM com sua própria equipe, a Ruch Motorsport. Como piloto privado, enfrentou diretamente as equipes de fábrica. Com muita paixão e dedicação incansável, conquistou status de ídolo cult. Mais de 30 anos após sua última corrida no DTM com o lendário Mustang, a Ford celebra seu retorno à categoria. O tão aguardado debut do Mustang GT3 preparado pela HRT Ford Performance será acompanhado de perto por Ruch, que estará presente na etapa de abertura em Oschersleben (25 a 27 de abril) e participará da sessão de autógrafos com os pilotos do DTM. Em entrevista, Ruch comenta o retorno da Ford, momentos especiais com fãs e a vida como azarão no automobilismo profissional.

Como foi para você dar algumas voltas com seu antigo Ford Mustang durante o teste oficial do DTM em Oschersleben?

Foi extremamente divertido. Mesmo tendo sido apenas voltas de demonstração, é sempre uma alegria estar nesse carro. Poucos dias depois de saber que a Ford voltaria ao DTM com o Mustang, recebi uma ligação de Stefan Mücke. Ele reconstruiu meu antigo Mustang e me disse que a HRT Ford Performance gostaria de fazer algo comigo. Fiquei surpreso com o convite vindo de tão alto nível — e também pelo fato de ainda se lembrarem de nós, tantos anos depois.

O retorno do Ford Mustang ao DTM gerou muita empolgação. Como você explica esse entusiasmo?

Acredito que isso se deve ao período especial que vivemos naquela época no DTM. O ambiente era fantástico, algo que as pessoas ainda lembram com carinho. Mesmo décadas depois, aquela fase do DTM ainda tem um charme próprio. Até hoje há pessoas que vêm pedir autógrafos. O Mustang foi um dos primeiros carros com os quais o público se identificava — era um carro que também se via nas ruas. Tenho certeza de que a versão GT3 vai empolgar os fãs do DTM da mesma forma.

De onde veio a sua fascinação pelo Ford Mustang?

Para ser honesto, foi por acaso. O Mustang simplesmente oferecia o melhor custo-benefício. Minha paixão pelos Estados Unidos só veio depois. Comprei o carro nos EUA por 16 mil dólares — por 540 cv! Isso era imbatível. Uma retífica de motor custava cerca de 4 a 5 mil dólares, enquanto um motor da BMW ou da Mercedes podia chegar facilmente a 80 mil marcos.

No DTM, você era um piloto privado, um verdadeiro azarão. O que o motivava a enfrentar os grandes fabricantes?

Sempre quis competir com os grandes e correr no DTM. Com um orçamento tão pequeno, era como Davi contra Golias — mas com muito coração. Eu trabalhava no carro até a noite de quinta-feira, depois o carregávamos e íamos para a pista. Dormia pouco, porque ainda tocava uma empresa. Nosso objetivo era nos manter próximos da ponta e cruzar a linha de chegada o máximo possível.

Em Hockenheim, você chegou a marcar pontos com um décimo lugar. Que lembranças guarda desse momento?

Foi uma experiência incrível. O público ficou muito feliz por nós. No entanto, nosso foco principal era sempre disputar com outros pilotos privados, como Georg Severich e Günther Murmann. Se conseguíamos vencê-los, já era uma grande conquista. Na verdade, toda a minha trajetória no DTM foi um grande ponto alto da minha vida.

DTM, Testfahrten Oschersleben 2025 – Foto: Gruppe C Photography

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