WEC
Heinrich ganha chamada para o Hypercar: Porsche confirma estreia do alemão nas 8 Horas do Bahrein
Última etapa do WEC 2025 será também a despedida oficial da estrutura de fábrica da Porsche Penske Motorsport
A Porsche confirmou oficialmente, o que já vinha circulando como rumor quente no paddock de Endurance nas últimas semanas: Laurin Heinrich vai estrear no programa oficial de Hypercar da marca já na final do FIA WEC 2025, as 8 Horas do Bahrein. O alemão de 24 anos, que até aqui transitava entre GT3 e papéis satélite, agora entra, logo de cabeça, no cockpit do 963 de fábrica em uma etapa de Mundial — e no último ato de uma era.
Heinrich vai integrar o line-up do Porsche Penske Motorsport #5, na corrida que encerra o campeonato. Será companheiro de Julien Andlauer e Mathieu Jaminet, formando um trio totalmente reconfigurado para Sakhir. A convocação dele formaliza também o que se desenhava nos bastidores: Michael Christensen está fora dos planos imediatos da marca. O dinamarquês já havia perdido a vaga no carro #5 no Japão, nas 6 Horas de Fuji, quando Jaminet substituiu, e, agora, sequer retorna para a última rodada, cenário que reduz drasticamente a probabilidade de continuidade de Christensen no programa 2026.
Andlauer, por outro lado, reaparece após ter sido descartado da Petit Le Mans, em Road Atlanta, horas antes da largada, por dores nas costas. Na ocasião, foi Laurens Vanthoor quem assumiu.
Falando em Vanthoor: ele volta ao #6 no Bahrein, assim como Kevin Estre, e Matt Campbell completa o trio. É justamente esta composição que vem da vitória em Lone Star Le Mans, no COTA, no mês passado.
O que dá um tom amargo a tudo isso é o contexto: as 8 Horas do Bahrein serão o capítulo final da Porsche Penske Motorsport no WEC como equipe de fábrica. A marca alemã anunciou no início do mês que vai encerrar o programa de Hypercar após 2025, argumentando “reestruturação abrangente” de suas frentes no automobilismo.
Ainda assim, a final não será corrida protocolar. A Porsche chega a Sakhir com chances matemáticas de título. Estre e Vanthoor estão 21 pontos atrás da Ferrari #51 na tabela de pilotos, enquanto no Mundial de Construtores o déficit para Maranello é de 39 pontos. Há, portanto, bala na agulha — o problema é a precisão e o tamanho do alvo.
Em meio a tudo isso, o Bahrein se transforma, simultaneamente, em despedida de era, decisão de campeonato e estreia de futuro possível. Para Laurin Heinrich, é o palco ideal para mostrar que não foi chamado para preencher lacuna — foi chamado porque é parte, agora, do núcleo do próximo ciclo do 963.
