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GT World Challenge inicia temporada 2026 com disputa global entre dez fabricantes
O campeonato de GT mais prestigiado do mundo abre suas cortinas neste fim de semana com rodadas na América e na Austrália, prometendo a maior batalha tecnológica da história.
O universo do automobilismo volta seus olhos para as pistas neste final de semana com o início do GT World Challenge 2026. A competição, chancelada pela AWS, começa sua jornada com eventos simultâneos nos Estados Unidos e na Oceania. Portanto, o certame global terá seu destino selado após um cronograma intenso de 46 corridas distribuídas por 14 países.
Dez marcas de elite retornam ao grid para disputar o título de construtores em quatro continentes diferentes. A Mercedes-AMG chega como a força a ser batida, ostentando uma sequência invicta de títulos desde 2019. Contudo, a fabricante alemã enfrentou em 2025 sua temporada mais desafiadora, vencendo a BMW por apenas 23 pontos.
Além da BMW, outras potências como Porsche e Ferrari buscam desbancar a hegemonia da estrela de três pontas. O grid se completa com Audi, Lamborghini, McLaren, Aston Martin, Corvette e Ford. Todas essas marcas esperam melhorar suas posições finais em relação ao último ano de competições.
Estreias tecnológicas e novos modelos na pista
Embora a lista de fabricantes permaneça inalterada, o grid europeu receberá máquinas completamente novas nesta temporada. A Lamborghini prepara a estreia do seu inédito Temerario GT3, modelo que deve assumir o protagonismo da marca italiana. Por outro lado, o vitorioso Huracán GT3 EVO2 continuará competindo até a transição completa em 2027.
Além do novo projeto da Lamborghini, outras marcas introduziram atualizações significativas em seus bólidos atuais. Veremos versões “Evo” refinadas da Ferrari 296 GT3, do Ford Mustang GT3 e do Porsche 911 GT3 R. Essas evoluções visam otimizar a aerodinâmica e a durabilidade dos componentes em provas de longa duração.
O calendário totaliza 29 eventos, compostos por 34 corridas de sprint e 12 de endurance. A temporada europeia mantém sua estrutura tradicional de dez rodadas, divididas igualmente entre provas curtas e longas. Assim, o ponto alto do ano continua sendo as lendárias 24 Horas de Spa, na Bélgica.
Mudanças estratégicas nos calendários continentais
Uma alteração importante no cronograma europeu marca a inclusão de Portimão, que assume a vaga deixada por Valência. Já o braço asiático da série retorna ao Circuito Internacional de Xangai, substituindo a etapa tailandesa de Buriram. Portanto, a estabilidade das sedes permite que as equipes planejem melhor sua logística internacional.
O calendário australiano traz as novidades mais empolgantes com a adição da Hidden Valley Raceway, em Darwin. Além disso, a grande final da temporada na Oceania ocorrerá nas icônicas ruas de Adelaide. Por outro lado, a divisão americana substitui o Virginia International Raceway pela pista de Road Atlanta.
Nos Estados Unidos, os fãs notarão uma mudança radical no formato de competição de seis dos sete eventos. O antigo sistema de duas corridas de 90 minutos foi substituído por uma única disputa de três horas. Contudo, a tradicional final de oito horas no Indianapolis Motor Speedway permanece como o evento principal.
Sistema de pontuação e maratona de abertura
O sistema de pontos introduzido no ano passado segue vigente para equilibrar a disputa entre as fabricantes. As corridas Sprint premiam o vencedor com 25 pontos, enquanto as provas de resistência concedem pontuação dobrada. As 24 Horas de Spa, por sua vez, oferecem pontuação quádrupla devido ao seu nível de exigência.
A temporada começa com uma maratona de três semanas que engloba os quatro lançamentos das séries continentais. O pontapé inicial ocorre com uma rodada dupla em Phillip Island, na Austrália, e no Sonoma Raceway, na América. Além disso, a Ásia estreia em Sepang no início de abril, seguida pela Europa em Paul Ricard.
Haverá momentos de saturação máxima para os fãs, como o evento triplo programado para o final de agosto. Nessa data, as divisões da Ásia, América e Europa estarão em ação simultaneamente em diferentes fusos horários. Assim, a temporada conclui sua jornada europeia em outubro, mas só termina definitivamente em Adelaide, no mês de novembro.
