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GP da Austrália: George Russell voa na classificação e garante pole
George Russell conquistou a primeira pole do ano com um tempo de 1:18.518; Antonelli e Hadjar fecham o top 3 da largada na Austrália
Na madrugada de sábado (7), a Mercedes dominou completamente o treino classificatório e garantiu uma dobradinha já na primeira etapa do ano. George Russell fez a pole do GP da Austrália com o melhor tempo do dia, com 1:18.518, três décimos mais rápido que seu companheiro de equipe. Hadjar e Leclerc fecham a segunda fila, com tempos na casa de 1:19.300.
Se nos últimos dias a Ferrari era o destaque, essa noite a Mercedes se mostrou a equipe mais forte para esse fim de semana. Leclerc e Hamilton tiveram bons desempenhos no Q1 e Q2, mas não foram páreo para a potência das Mercedes no Q3. Com isso, Leclerc larga amanhã em P4, enquanto Hamilton sai de P7.
Uma das surpresas dessa classificação foi a ausência de tempos de três pilotos. Lance Stroll não chegou a ir para a pista, ainda por causa de problemas no motor, mas também por um dano na mangueira de óleo. Por isso, o canadense não marcou voltas e, pelo regulamento, o piloto que não conseguir marcar uma volta competitiva até 107% da volta do pole, não pode participar da corrida. No entanto, a equipe foi até os comissários e apresentou motivos para que o carro 18 largue essa madrugada, e os comissários concederam a liberação.
Carlos Sainz e Max Verstappen também não conseguiram marcar voltas no Q1, mas foram autorizados a participar do GP da Austrália devido ao histórico desse fim de semana. Sainz não saiu do box depois de problemas que o fizeram parar na entrada do pit lane no TL3. Por outro lado, Verstappen teve uma batida ainda no Q1, enquanto abria sua primeira volta rápida.
A partir desse ano, por causa da chegada da 11ª equipe no grid, a FIA precisou fazer alterações no sistema de classificação. Além do aumento no tempo das sessões – Q1 agora dura 18 minutos, o Q2 tem 15 minutos e o Q3 será de 13 minutos –, seis pilotos são eliminados no Q1 e Q2, de forma que o Q3 continua com dez pilotos na disputa.
Confira detalhes da classificação:
Verstappen bate e “ajuda” Antonelli
Norris parece ainda não ter se conectado completamente com o carro e não fez tempos tão competitivos no início da sessão. Enquanto todas as equipes já saíram apostando nos pneus macios, as duas Ferraris foram as únicas a saírem com pneus médios para o início de classificação. As voltas dos dois eram bastante competitivas em relação aos outros, e deram bastante esperança para os fãs.
Após 5 min no Q1, Gabriel Bortoleto tinha a pole provisória com 1:20.495, após fazer os melhores primeiro e segundo setor da pista. Logo depois, Russell baixou o tempo para 1:19.840, sendo o primeiro a entrar na casa de 1min e 19 segundos. Após metade da sessão, Verstappen, Antonelli, Sainz e Stroll eram os únicos que não tinham saído ainda.
Faltando 7 minutos para o fim, Max Verstappen travou a roda traseira na curva 1, quando estava abrindo sua volta rápida, e parou no muro — os comissários paralisaram a sessão para a retirada do carro. Após a batida, surgiu a preocupação com a integridade física do holandês, mas ele informou que não está sentindo dores nas mãos e que está tudo bem.
Com a paralisação, Antonelli foi o maior beneficiado: o italiano bateu no fim do TL3 e a equipe trabalhou incansavelmente para conseguir colocá-lo na pista, no entanto, até o momento da batida de Verstappen, o piloto da Mercedes ainda não tinha saído do box. Mesmo no sufoco, o italiano conseguiu sair da garagem e fazer o sexto melhor tempo do Q1.
Os eliminados dessa primeira etapa foram Fernando Alonso, Sergio Perez, Valtteri Bottas, Max Verstappen, Carlos Sainz e Lance Stroll. Esses últimos terminaram a sessão sem marcar nenhum tempo.
Bortoleto foi do céu ao inferno em poucos minutos
Na segunda etapa, Hamilton e Leclerc colocaram pneus macios pela primeira vez na classificação. Apesar do bom resultado com os médios na etapa anterior, parece que o SF-26 não conseguiu evoluir muito com o novo conjunto.
Decorridos 6 minutos, Russell foi, mais uma vez, o primeiro a baixar, marcando 1:18.934 — foi a primeira vez que uma volta na casa do 1:18 foi marcada em todo o fim de semana.
Conforme o Q2 avançava, parecia que os pilotos não conseguiam evoluir muito mais – na verdade, parecia que os tempos eram inferiores aos já marcados. Bortoleto, em sua primeira corrida como piloto Audi, garantiu uma ida ao Q3, com um tempo de 1:20.495. Seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg terminou em 11°, com um tempo de 1:21.024, e, por muito pouco, não foi ao Q3 como o brasileiro.
No retorno aos boxes, Bortoleto teve problemas e parou na entrada do pit lane. Em entrevista pós classificação, o brasileiro disse que o carro entrou em um “falso neutro” e tentou reiniciar o sistema, mas não conseguiu. Como ele precisou da ajuda dos fiscais para tirar o carro do lugar, infelizmente Gabriel é proibido de continuar na classificação. O brasileiro larga no domingo em 10°.
Os eliminados do Q2 foram Nico Hulkenberg (11º), Ollie Bearman (12º), Esteban Ocon (13º), Pierre Gasly (14º), Alex Albon (15º) e Franco Colapinto (16º).
Mercedes crava dobradinha
No Q3, os pilotos tentaram ir o mais rápido possível para a pista e ter tempo para pelo menos duas tentativas. Nove dos dez pilotos estavam abrindo voltas – com exceção de Gabriel – quando, após 3 minutos de sessão, os comissários acionaram uma bandeira vermelha para retirar um resfriador do meio da pista. Antonelli saiu do box com um resfriados acoplado ao carro, provavelmente por desatenção dos mecânicos, e a peça se desprendeu do carro ainda na volta de abertura.
Em seguida, Norris passou por cima do resfriador, espalhando estilhaços para todos os lados e necessitando de uma limpeza mais detalhada, além de ter causado um pequeno dano à asa dianteira do campeão. Por isso, os comissários multaram a Mercedes em £7.500 por colocar a segurança dos demais pilotos em risco.
Arvid Lindblad, que já vinha surpreendendo positivamente desde quinta-feira, também conseguiu sua primeira aparição em um Q3 na carreira, e terminou a classificação em P9.
Em sua última volta, Russell marcou 1:18.518, quase 3 décimos mais rápido que Antonelli, que ocupava o P2. Por fim, como nenhum piloto conseguiu superar os tempos da dupla mercedista, a equipe alemã conquistou a primeira dobradinha da temporada.
Piastri e Norris, que eram altamente cotados para a pole do GP da Austrália, ficaram em P5 e P6, respectivamente. E, como surpresa negativa da sessão, as Ferraris terminaram em P4 e P7, que não conseguiram marcar tempos mais competitivos, como nos dias anteriores.
A corrida começa 1h da madrugada de domingo, com transmissão no canal aberto da Globo a partir da 00h.

Foto: Reprodução / Formula 1
