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Fórmula E reforça presença no Brasil e celebra expansão rumo ao Gen4 em coletiva com Alberto Longo

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Longo
Foto: André Ferraro

Diretor‐cofundador da categoria destaca impacto da Porsche, elogia São Paulo e projeta futuro com novos fabricantes, pilotos e melhorias para os fãs

A Fórmula E vive um momento de expansão e, às vésperas da transição para a era Gen4, reforça sua conexão com o Brasil. Em coletiva virtual concedida a jornalistas, o cofundador e diretor do campeonato, Alberto Longo, abordou desde a entrada de um segundo time de fábrica da Porsche até o futuro do E-Prix de São Paulo. Segundo ele, a confirmação da marca alemã ampliando sua presença é “uma notícia enorme” para a categoria, refletindo o nível de comprometimento de um dos fabricantes mais prestigiosos do automobilismo mundial. Longo explicou que o grid possui vagas limitadas, mas que a Fórmula E segue aberta à chegada de novas montadoras — especialmente diante do crescimento de audiência, do interesse comercial e do fortalecimento global da categoria.

A etapa brasileira também foi tema central. São Paulo, que já se firmou como um dos destinos mais populares do campeonato, deve continuar no calendário por muitos anos, e as conversas para renovação avançam com otimismo. Longo afirmou que o público paulistano tem crescido ano após ano, e que a edição de dezembro caminha para ser a mais cheia da história do E-Prix. Ele destacou ainda os esforços conjuntos entre Fórmula E, prefeitura e promotor local para melhorar a experiência dos torcedores, prometendo mais entretenimento, ativações e atrações fora da pista — especialmente com a presença de Felipe Drugovich no grid, algo que considera “fantástico” para o país e para o campeonato.

O dirigente ressaltou também a importância do envolvimento brasileiro com a categoria, lembrando que a própria história da Fórmula E tem raízes locais: o contrato original com a FIA, em 2012, foi assinado no Rio de Janeiro. Para ele, o forte vínculo com o público contribui para manter o Brasil entre os mercados mais relevantes da competição.

Questionado sobre a possibilidade de um segundo E-Prix no país, Longo reconheceu o interesse de outras cidades, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mas afirmou que a prioridade é manter apenas uma etapa por temporada para preservar o caráter global da Fórmula E. Em paralelo, confirmou que há negociações com diversos fabricantes para o Gen4, incluindo marcas que já anunciaram sua permanência e outras que demonstram novo interesse.

Sobre o futuro técnico, Longo reforçou que todas as pistas estão sendo analisadas para acomodar o novo carro, maior e mais rápido, previsto para 2026/27. Alguns traçados urbanos poderão receber ajustes, mas São Paulo, segundo ele, não apresenta qualquer dificuldade.

A coletiva se encerrou com o diretor reforçando a expectativa para a etapa brasileira e colocando-se à disposição da imprensa durante sua estadia no país, em mais um capítulo da relação cada vez mais sólida entre a Fórmula E e o Brasil.

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