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Fórmula E

Fórmula E completa 150 corridas com Jake Dennis no topo do TL1 no México

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Dennis
Foto: Zak Mauger

Britânico lidera primeiro treino livre no Hermanos Rodríguez, enquanto brasileiros enfrentam sessão difícil na abertura do E-Prix da Cidade do México

A Fórmula E deu início oficialmente ao fim de semana do E-Prix da Cidade do México com a realização do Treino Livre 1 nesta sexta-feira, uma sessão especial por marcar a preparação para a 150ª corrida da história do campeonato mundial de carros 100% elétricos. Em grande fase desde a abertura da Temporada 12, Jake Dennis confirmou o bom momento e terminou o TL1 na liderança, reforçando o favoritismo da Andretti Formula E em um circuito que guarda excelentes lembranças para o britânico.

Vencedor da etapa inaugural do campeonato, disputada em São Paulo, Dennis rapidamente encontrou ritmo no traçado do Autódromo Hermanos Rodríguez e comandou a tabela de tempos durante boa parte da sessão. O piloto já havia triunfado no E-Prix mexicano em 2023, resultado que lhe garantiu, à época, a liderança do Mundial de Pilotos pela primeira vez na carreira. Na mesma ocasião, ele também se tornou o único vencedor no México a registrar a volta mais rápida da corrida, consolidando sua afinidade com o circuito.

Mesmo relatando dificuldades com a traseira do carro nos primeiros minutos, Dennis manteve o controle da sessão e aproveitou a melhora das condições da pista com o cair da tarde para estabelecer a melhor marca: 1:06.053. A performance destacou o bom rendimento do conjunto com motorização Porsche, que se mostrou dominante ao longo do treino. Pascal Wehrlein, campeão da Temporada 10, terminou em segundo lugar com apenas 0.037 de diferença, enquanto o atual campeão Oliver Rowland, vencedor da Temporada 11, fechou o top 3 com o tempo de 1:06.106.

A sessão foi marcada por tráfego intenso, dificultando voltas limpas para vários pilotos. Wehrlein, por exemplo, enfrentou congestionamento enquanto conduzia o Porsche com pintura especial prateada, uma homenagem ao lendário 550 Spyder usado por Hans Herrmann na Carrera Panamericana de 1954. A homenagem acabou tendo um tom agridoce, já que Herrmann faleceu aos 97 anos poucas horas antes do evento.

Outras montadoras também mostraram competitividade. A DS Penske, com motorização Stellantis, colocou Maximilian Günther e Taylor Barnard entre os destaques, embora Barnard tenha recebido advertência por obstrução. Já os brasileiros tiveram uma sexta-feira discreta. Felipe Drugovich, companheiro de equipe de Dennis na Andretti, encerrou o TL1 apenas na 17ª posição, enquanto Lucas di Grassi, defendendo a Lola Yamaha ABT, foi o último colocado, enfrentando dificuldades para acompanhar o ritmo do pelotão.

O treino desta sexta também mostrou que os pilotos estão testando todos os limites de pista que podem, com diversos tempos deletados por abuso de track limits e muitas escorregadas. Alguns como Bannard e Evans ainda receberam a bandeira preta e branca de advertência por impedimento.

Além do aspecto esportivo, o fim de semana é simbólico para a Fórmula E. A corrida deste sábado, 10 de janeiro de 2026, marca o 150º E-Prix desde a estreia da categoria, em Pequim, há mais de uma década. Ao longo desse período, o campeonato passou por profundas evoluções tecnológicas, crescimento global e a consolidação de grandes nomes do automobilismo mundial.

A programação segue neste sábado com o Treino Livre 2 pela manhã, seguido pela classificação e, no fim da tarde, a corrida que celebra um marco histórico da Fórmula E no tradicional circuito mexicano.

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