F3
F3 em Spielberg: Como foram os dois dias de testes de meio de temporada
Depois do longo hiato desde Melbourne, a Fórmula 3 voltou à pista em Spielberg para dois dias intensos de testes no Red Bull Ring. Mais do que tempos rápidos, as equipes focaram em adaptação às interrupções, gerenciamento de pneus e coleta de dados para a sequência da temporada.
Ugochukwu dita o ritmo no início
A quarta-feira começou com a pista “verde”, mas não demorou para que os tempos baixassem da casa de 1:21. Ugo Ugochukwu foi o nome do primeiro dia, estabelecendo 1:20.368 ainda na sessão matinal, uma marca que ninguém conseguiu superar nas horas seguintes. O início teve bandeiras vermelhas causadas por Kanato Le e Jose Garfias, o que obrigou as equipes a otimizarem cada saída de box.
Na parte da tarde, o foco mudou drasticamente. Em vez de buscar o topo da tabela, a maioria do grid focou nos long runs, priorizando o acerto para corrida e o entendimento do desgaste dos compostos macios da Pirelli. Mesmo nesse cenário de simulação, a Trident mostrou força com Noah Stromsted liderando a sessão vespertina (1:20.451), seguido de perto por seus companheiros de equipe, indicando que o carro italiano está muito equilibrado para o restante da temporada.

Kato quebra o recorde e a resistência de Yamakoshi
O segundo dia foi o mais produtivo em termos de velocidade pura. Taito Kato cravou a volta mais rápida de todo o teste na manhã de quinta-feira com 1:20.297. O feito é notável considerando que a sessão foi extremamente picotada por quatro bandeiras vermelhas que foram causadas pelo próprio Kato, Woohyun Shin, Brando Badoer e James Wharton. Mesmo com o ritmo quebrado, pilotos como Louis Sharp e Stromsted conseguiram se manter na mesma casa de décimos do japonês.
Para fechar os trabalhos, a tarde de quinta-feira foi dedicada quase exclusivamente à resistência. Brad Benavides liderou a tabela com 1:21.092, um tempo que reflete carros muito mais pesados e focados em ritmo de corrida.
O destaque absoluto de produtividade foi de Hiyu Yamakoshi, que completou impressionantes 66 voltas em uma única tarde, acumulando quilometragem.
Agora, o grid vira a chave para as ruas de Monte Carlo, entre os dias 4 e 7 de junho.

Saldo positivo para os brasileiros
Entre os brasileiros, a consistência foi destaque. Pedro Clerot figurou no top 10 em três das quatro sessões, com destaque para a manhã de quinta-feira, onde fechou em 6º lugar com 1:20.495.
Já Fernando Barrichello aproveitou a última sessão do teste para mostrar serviço, garantindo o 5º melhor tempo da tarde de encerramento.
