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Fórmula 1

Presidente da FIA rebate críticas ao regulamento de 2026

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Max Verstappen e Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, no GP da Arábia Saudita de F1 2025.
Foto: James Sutton - Getty Images

Presidente da FIA afirmou que apenas equipes em desvantagem reclamam das regras da Fórmula 1 para 2026, defendeu as mudanças técnicas e voltou a demonstrar interesse no retorno dos motores V8 no futuro.

O regulamento da Fórmula 1 para a temporada de 2026 segue dividindo opiniões dentro do paddock. Desde os primeiros testes do novo conjunto técnico, pilotos, equipes e parte do público passaram a questionar principalmente o aumento da participação elétrica nas unidades de potência. Apesar disso, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, minimizou as críticas e afirmou que as reclamações vêm, em sua maioria, das equipes que não conseguiram acompanhar o ritmo das rivais.

Em entrevista à Forbes, Sulayem destacou que o desenvolvimento das regras não aconteceu de forma apressada e contou com participação direta das montadoras e das equipes da categoria. Segundo ele, todos tiveram tempo suficiente para se preparar para a nova era da Fórmula 1. “O regulamento foi discutido durante muito tempo com fabricantes e equipes. Todos tiveram as mesmas oportunidades para trabalhar no projeto”, afirmou o dirigente.

Sulayem também sugeriu que as críticas surgem principalmente de quem encontrou dificuldades no desenvolvimento do carro ou da unidade de potência. “É curioso perceber que normalmente quem reclama são aqueles que estão atrás. Isso faz parte do esporte e da competitividade da Fórmula 1”, comentou o presidente da FIA, e citou o fato de equipes como Mercedes-Benz e Ferrari não demonstrarem publicamente grande insatisfação com o regulamento.

Entre os pilotos, Max Verstappen tem sido um dos mais críticos em relação às mudanças previstas para 2026. O tetracampeão chegou a comparar o comportamento dos novos carros ao da Formula E, principalmente por conta da maior dependência da parte elétrica das unidades de potência.

Mesmo defendendo o novo regulamento, a FIA realizou ajustes após as primeiras etapas da temporada. Depois do GP da Austrália, a federação abriu discussões com o departamento técnico, a comissão de monopostos e também com os pilotos para revisar alguns pontos ligados à eletrificação e à segurança.

As mudanças começaram a valer a partir do GP de Miami e tiveram como principal objetivo melhorar o equilíbrio dos carros e a experiência nas corridas. Segundo Sulayem, a FIA busca tomar decisões em conjunto com as equipes e pilotos, sempre priorizando o que considera melhor para o campeonato como um todo.

Além das alterações previstas para os próximos anos, o presidente da FIA voltou a comentar sobre um desejo antigo: o retorno dos motores V8 à Fórmula 1. Embora o regulamento atual aposte fortemente na eletrificação, Sulayem acredita que a categoria pode reconsiderar esse caminho no futuro.

O dirigente explicou que, a partir do fim da década, a FIA terá mais autonomia para decidir os rumos dos motores sem depender diretamente de votação das equipes e fabricantes. “Estamos falando sobre o V8 e pensando nessa possibilidade para o futuro. É algo que continua sendo discutido”, concluiu.

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