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Fórmula 1

Carômetro da F1: Yuki Tsunoda

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Foto: Red Bull Content Pool

O baixinho da Fórmula 1

Que muitos pilotos da F1 não tem lá mais de 1,70 metros a gente já sabia, mas Yuki Tsunoda é de longe o menorzinho do grid. Com apenas 1,59 metros, o que falta de estatura, sobra em talento e um ou outro grito exagerado nos rádios com a equipe.

O japonês começou no kart em 2009, aos oito anos de idade. E aos 13 venceu o JAF Regional Karting Championship FS125 Class East Region. Do kart, Tsunoda seguiu para a Fórmula 4 japonesa. Ele disputou o campeonato em 2016, 17 e 18, quando foi campeão.

Primeiros passos na Red Bull

O desempenho de Yuki chamou a atenção do programa junior da Red Bull. E depois da vitória na F4, ele entrou para o programa da Red Bull e para o Honda Formula Dream Project, da fabricante japonesa Honda.

Depois de três anos na F4, o piloto fez a transição para a Fórmula 3, com a Jenzer Motosport. Tsunoda terminou em nono lugar no campeonato da FIA, e acabou sendo contrato pela Carlin para disputar a Fórmula 2 em 2020.

No campeonato da FIA de F2, o japonês conquistou 200 pontos, e ficou na terceira colocação, 15 pontos atrás do vencedor daquele ano, Mick Schumacher.

Como resultado, em dezembro de 2020 Tsunoda foi confirmado pela AlphaTauri para a vaga de titular na Fórmula 1, ao lado de Pierre Gasly.

A estreia na Fórmula 1

Logo na estreia na categoria, ele garantiu os primeiros pontos da carreira. Ele terminou em nono no GP do Bahrein.

A dupla Gasly e Tsunoda pode não ter sido um hit nas pistas, mas os dois pilotos se tornaram muito amigos e podiam ser vistos juntos em momentos de lazer ou mesmo na academia.

Durante a temporada de 2021, Yuki somou 32 pontos e seu melhor momento do ano foi a quarta colocação no GP de Abu Dhabi. O bom desempenho para um rookie levou a extensão do contrato com a escuderia.

Em 2022, o desempenho do carro deixou bastante a desejar e Tsunoda pontuou em apenas seis corridas, terminando o ano em 17º.

O fim do ano trouxe também o fim da dupla com Pierre, já que o francês mudou para a Alpine, e a Alpha decidiu manter Tsunoda.

Um Yuki mais maduro

Com um novo companheiro e um novo carro, o objetivo para 2023 era tentar ser mais consistente e marcar mais pontos. Contudo, a temporada foi difícil e Yuki pontuou em apenas seis ocasiões. Além da inconstância do carro, Yuki ainda teve três companheiros diferentes.

Enquanto De Vries começou o ano, na metade ele foi substituído por Daniel Ricciardo. Entretanto, o australiano quebrou a mão e ficou fora de três GPs, que foram disputados pelo novato Liam Lawson.

Por outro lado, em 2024, Yuki liderou a equipe, teve dois companheiros diferentes, e ainda assim, se manteve constante. Ele somou 30 pontos, pontuando em oito etapas distintas.

Além disso, antes mesmo do fim fa temporada, renovou seu contrato para ficar na equipe em 2025. Ele será o piloto mais experiente, tendo como companheiro o rookie Isack Hadjar. Contudo, fica a dúvida sobre seu futuro sem a Honda na Red Bull. A fabricante de motores japonesa é uma das apoiadoras do Tsunoda, e uma das razões pelas quais ele entrou para o programa da equipe austríaca. Com ela migrando para a Aston Martin, será que o talento será o suficiente para garantir que Tsunoda fique no grid?

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