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Cadillac mira encerramento em alta no Bahrein e vê chance real de consolidar salto no WEC

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Foto: Cadillac

Maratona final da temporada pode entregar à marca norte-americana seu melhor resultado absoluto na era Hypercar

A Cadillac chega às 8 Horas do Bahrein, última etapa do FIA WEC 2025, em modo final de prova — mas não em modo fim de festa. Dentro da estrutura Cadillac Hertz Team JOTA, o sentimento é de oportunidade: este encerramento de campeonato é, ao mesmo tempo, o fechamento do primeiro ano com dois carros e a chance de transformar 2025 na temporada de afirmação definitiva do V-Series.R. Internamente, ninguém esconde a ambição. Além de buscar uma segunda vitória em oito corridas, a equipe ainda mira a quarta pole do ano, e usa o contexto classificatório como métrica concreta para medir o grau de evolução técnica do protótipo LMDh. Para um programa que começou 2025 sendo visto como “outsider histórico”, estes números já contam história própria.

Sébastien Bourdais — que divide o carro #2 com Earl Bamber e Jenson Button — diz isso de forma direta. Segundo o francês, a base para 2026 já está construída e o grupo vem ao Bahrein não para cumprir tabela, mas para selar em alto nível um ano inteiro de trabalho. O circuito de Sakhir, com 5,412 km e 15 curvas, recebe 18 Hypercars representando oito fabricantes. Antes da tomada de tempo, três sessões de treinos livres, somando 240 minutos, serão decisivas para a afinação final de downforce e gerenciamento de pneus numa pista onde a frenagem pesada define o ritmo.

Na tabela de Construtores, o cenário é claro: a Ferrari chega com 39 pontos sobre a Porsche e 61 pontos sobre a Cadillac. E há 66 pontos ainda abertos — o que arroga a Cadillac uma margem real de progressão para saltar posições neste sprint final. No Mundial de Pilotos, a matemática é semelhante: o Cadillac #12, de Alex Lynn, Norman Nato e Will Stevens, aparece a 13 pontos do terceiro posto e a 21 pontos do vice. E este carro mantém um trunfo raro: é o único Hypercar do grid que pontuou nas sete etapas disputadas até aqui. Foi ele também que entregou a primeira vitória oficial do programa no WEC — em julho, em Interlagos — e ajudou a estabelecer um padrão frequente de pódios duplos nas últimas corridas, em combinação com o carro #38.

No Bahrein, em 2024, a Cadillac chegou apenas com um protótipo e terminou em sexto (com Bamber, Bourdais e Lynn). Agora, chega não apenas mais robusta, mas competitivamente mais madura. A corrida larga às 14h AST neste sábado, 8 de novembro, com transmissão completa no MAX e no app FIA WEC para o público global, além das câmeras onboard ao vivo dos Cadillac #12 e #38. Internamente, ninguém precisa dizer: o Bahrein é a corrida em que a Cadillac quer fechar um ciclo — e começar outro.

Abre aspas

Alex Lynn: “Estou ansioso para ir ao Bahrein. É um circuito fantástico e espero lutar por um ótimo resultado. Temos estado em excelente forma, especialmente na qualificação, com três pole positions nas últimas quatro corridas e quatro poles nas últimas nove corridas. Acho que temos um bom ritmo no nosso carro e quero terminar o ano em alta. Se conseguirmos conquistar um troféu, será uma ótima maneira de encerrar o ano, que, no geral, foi um 2025 fantástico, com tantas conquistas importantes. Foi um ano marcante, com muitas memórias incríveis. E estou ansioso por 2026; chega tão rápido.”

Norman Nato: “Principalmente na posição em que estamos, vamos lutar por uma boa posição no campeonato de construtores e no de pilotos, onde podemos ficar entre os três primeiros em ambos, ou até melhor. Então, é emocionante. É inacreditável dizer que já é a última corrida da temporada. Passou muito rápido. Todo o trabalho que foi feito desde o ano passado, porque foi quando, basicamente, começamos a pilotar o carro pela primeira vez e a tentar desenvolver tudo. Ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar os objetivos que queremos, mas podemos nos orgulhar bastante do que todos fizeram nesta temporada. Queremos terminar em alta e vamos lutar para vencer a corrida, se possível, e se não, para terminar o mais alto possível em ambos os campeonatos.”

Will Stevens: “Há muito em jogo para nós, tanto no campeonato de pilotos quanto no de construtores. Estamos lutando pelo segundo lugar no campeonato de construtores e podemos chegar ao pódio no campeonato de pilotos. Então, há muita coisa em jogo para nós e é uma corrida para a qual estamos confiantes como equipe, porque geralmente somos muito fortes lá. É uma pista bem diferente de muitas outras, com uma degradação de pneus muito alta. Requer uma filosofia bem diferente para sermos fortes lá, mas sabemos o que precisamos fazer para alcançar um bom resultado. Fomos fortes em todas as corridas deste ano. Acho que agora temos um bom entendimento de onde precisamos estar e o que precisamos fazer com o carro para sermos competitivos. Então, estou animado para esta corrida, que é mais longa, com mais possibilidades em jogo, e vamos torcer para que possamos terminar esta temporada em alta.”

Earl Bamber: “A JOTA e a Cadillac fizeram um trabalho fantástico. Tínhamos como objetivo conquistar um pódio este ano e conseguimos a vitória e o segundo lugar. E arrasamos, com todas as primeiras filas ocupadas. O lado 38 da garagem é realmente forte. Eu sentia que tínhamos um dos carros mais fortes em Fuji também. Só um pouco de azar. Indo para o Bahrein, eu disse para o pessoal da JOTA: ‘Precisamos daquele toque mágico de vocês para o Bahrein’. Então, espero que eles possam nos dar um pouco e seremos um foguete.”

Sébastien Bourdais: “Foi uma temporada interessante. Muita velocidade em alguns momentos, especialmente na classificação, nem sempre se traduzindo em resultados, mas uma primeira temporada muito valiosa na colaboração entre a JOTA e a Cadillac. Acho que estabelecemos bases sólidas para o próximo ano e estou ansioso para terminar em alta em uma pista difícil como a do Bahrein. É crucial gerenciar a degradação dos pneus e a pista tem sido um desafio para a Cadillac no passado. Também estávamos preocupados com a degradação dos pneus em Interlagos e acabou sendo nosso melhor fim de semana, então vamos abordar o fim de semana com a mente aberta e espero que possamos começar bem e ter um ótimo fim de semana.”

Jenson Button: “Acho que, quando olhamos para este ano e para o que a Cadillac Hertz Team JOTA conquistou em tão pouco tempo, é impressionante. Quando tivemos o primeiro Cadillac, obviamente houve um grande período de transição, passando de um carro para outro. Leva tempo. A forma como melhoramos o carro ao longo da temporada, com a dobradinha no Brasil, nos deixa otimistas para virmos aqui e buscarmos um ótimo resultado. Trabalhar com a JOTA tem sido uma experiência muito agradável dentro da equipe, um verdadeiro clima familiar, mesmo sendo uma equipe de fábrica. E este é um campeonato muito competitivo. Os carros são estilosos, têm um som incrível e há pilotos sensacionais competindo neste campeonato, o que sempre resulta em boas corridas.”

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