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Nascar Brasil

Bandeiras amarelas ditam o ritmo do domingo da NASCAR Brasil em Chapecó

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Foto: Gabriel Casagrande (Rodrigo Guimarães/ RF1)

Sob muito calor, os pilotos da NASCAR Brasil se reuniram para estrear o mais novo autódromo do Brasil, em Chapecó. Com os termômetros registrando 34 graus e o asfalto na casa dos, pasmem, 70 graus Celsius, os pilotos tiveram que administrar seus equipamentos e lidar com as disputas em um traçado oval que manteve os carros colados e brigando entre si. Algo que o público, que compareceu em peso neste final de semana, não pôde deixar de notar foi a grande quantidade de bandeiras amarelas ao longo das três corridas, tornando a etapa uma verdadeira prova de sobrevivência.

Corrida 1

Com a prova inicial separada das demais, os pilotos largaram para os primeiros 23 minutos às 9 horas da manhã. Logo no começo, já pudemos ver qual seria o panorama da NASCAR neste domingo, com o piloto da casa, Juninho Berlanda, abandonando na primeira volta. O que se seguiu foram stints curtos de duas a três voltas em bandeira verde, rapidamente interrompidos por bandeiras amarelas. Quem não reclamou dessa dinâmica foi o pole Gabriel Casagrande, que dominou de ponta a ponta, liderando todas as 28 voltas da corrida:

“Muito, muito legal. Sabia que seria uma corrida muito disputada. O Gui tinha um carro muito rápido, mas a gente pôde converter essa pole em vitória. Só tenho que falar mais uma vez que isso só é possível graças ao trabalho da equipe e dos patrocinadores. Eles são muito bons no que fazem e tornam o meu trabalho um pouco mais tranquilo. Nós tínhamos os dois melhores carros da corrida, ficamos em primeiro e segundo, eu e o Gui. Então estou muito feliz por isso. Agradecer a eles, agradecer a Deus. E bora que ainda tem mais duas hoje. Vamos para cima”, comemorou Casagrande.

O único que se prontificou a entrar na disputa, como Gabriel mencionou, foi Gui Backes, que ficou na cola do paranaense a corrida toda, terminou na segunda posição geral e foi o vencedor da classe Challenge:

“Estou muito feliz. São ótimos pontos para o campeonato. A gente vinha numa maré de azar, com muitas quebras, mas agora em Chapecó conseguimos acertar. O carro estava fenomenal. Agradeço muito à equipe AMattheis e ao Gabriel pela ajuda que me deu com o vácuo. Foi um trabalho de equipe. Ainda temos mais duas corridas hoje. Não vou tirar o pé. Vamos ver o que Deus tem preparado para nós. Toda a honra e toda a glória a Ele. Estou muito grato”, afirmou Gui Backes.

Corrida 2

Com a inversão das posições entre os seis primeiros colocados da Corrida 1, Jorge Martelli largou na pole position. A movimentação começou logo na primeira volta: Arthur Gama, com o Chevrolet Camaro #9 da Cavaleiro Sports, avançou para segundo, enquanto Casagrande ganhou uma posição, assumindo o quinto lugar.

Mas, novamente, o que ditou o ritmo da corrida foram as bandeiras amarelas. Ricardo Maurício, o líder do campeonato Thiago Camilo, Victor Genz, Jorge Martelli e Murilo Rocha foram prejudicados pelo empurra-empurra que rolava na parte intermediária do pelotão. Com isso, quem se esquivou bem de tudo foi Casagrande. Aproveitando a disputa pela ponta à sua frente entre Arthur Gama e Jorge Martelli, o piloto paranaense colocou por dentro e assumiu o primeiro lugar para garantir a sua segunda vitória do dia.

“Tive um carro fenomenal hoje. Só posso agradecer à equipe pelo excelente trabalho e aos patrocinadores que fazem isso possível. Meu trabalho só é possível pelo trabalho da minha equipe. Foram duas vitórias e um segundo lugar, e ainda restam 75 pontos para disputar em Brasília, então estou animado e confiante. Se mantivermos essa performance, vamos brigar para levar o título para casa”, disse Casagrande.

Corrida 3

A nova inversão dos seis primeiros colocados da Corrida 2 colocou Tatiana Calderón na pole position, com Cacá Bueno ao seu lado na primeira fila. Por um bom tempo, Tatiana segurou a ponta, mas em uma das muitas relargadas, a colombiana teve um pneu furado e acabou deixando o sonho da segunda vitória no ano escapar. Quem não achou nada ruim essa situação foi o postulante ao título Arthur Gama, que aproveitou os reveses dos adversários e assumiu a liderança. A parte final da prova não foi fácil: Gabriel Casagrande apareceu novamente para brigar pela vitória e, por muito pouco, não conseguiu após uma tentativa de ultrapassagem na última volta. O triunfo ficou mesmo com Arthur Gama.

Gama destacou o respeito entre os dois pilotos ao comentar a disputa e a ultrapassagem sofrida para Casagrande durante a prova. “Foi uma bela disputa com ele no final; ele é um cara sensacional, que admiro muito, um piloto limpo. A corrida é muito mais divertida quando nos respeitamos e tem um piloto de tão alto nível disputando comigo. Estou muito feliz. E agora, vou para etapa de Brasília empatado com ele. Será difícil”, afirmou. O piloto também explicou a estratégia utilizada na última volta para tentar manter Casagrande atrás: “O último push foi na última volta, para dar aquela abertura e segurar ele um pouco”, completou.

Com as duas vitórias divididas entre Casagrande e Gama, a NASCAR Brasil deixa Chapecó com a disputa pelo título em aberto. A temporada será encerrada em Brasília, no dia 29 de novembro, com a etapa decisiva dos playoffs.

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