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24h de Le Mans

United Autosports brilha com LMP2 mas enfrenta frustração na LMGT3 em Le Mans

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United
Foto: United Autosports

Equipe coloca dois protótipos no top 10, mas sofre com abandonos cruéis na categoria GT3

A 93ª edição das 24 Horas de Le Mans cumpriu sua fama de imprevisível e implacável, sendo palco de triunfos emocionantes e reveses dramáticos. Para a United Autosports, o clássico de endurance misturou conquistas sólidas com decepções amargas, especialmente na disputa da LMGT3.

Na classe LMP2, a equipe britânica conseguiu um desempenho respeitável com seus dois protótipos ORECA 07. O carro #22, pilotado por David Heinemeier Hansson, Renger van der Zande e Pietro Fittipaldi, largou da quinta posição e demonstrou ritmo forte ao longo da prova. Apesar de contratempos como uma penalidade de cinco segundos, falha na direção hidráulica e problemas de comunicação por rádio nas últimas horas, a tripulação finalizou em sétimo após 727 voltas e 67 pit stops. Fittipaldi destacou o esforço dos mecânicos em corrigir falhas rapidamente e valorizou a capacidade de recuperação do grupo.

Já o ORECA #23 da categoria Pro/Am, guiado por Daniel Schneider, Ben Hanley e Oliver Jarvis, terminou em sexto na subclasse e em 11º na geral da LMP2. Em sua estreia em Le Mans, Schneider se manteve firme, enquanto Hanley e Jarvis imprimiram forte ritmo à noite e no domingo. Apesar da expectativa por um pódio, a corrida fluiu sem os Safety Cars necessários para uma recuperação completa.

No entanto, o otimismo da LMP2 contrastou com o desgosto vivido na LMGT3. O McLaren GT3 EVO #95, conduzido por Darren Leung, Sean Gelael e Marino Sato, abandonou na sexta hora por falha no sistema de transmissão. O piloto Leung até tentou solucionar o problema à beira da pista com o apoio da equipe por rádio, mas não conseguiu recolocar o carro em movimento.

A situação foi ainda mais dolorosa para o carro #59, de James Cottingham, Sébastien Baud e Gregoire Saucy. Após uma longa recuperação de uma falha no alternador e oito voltas de desvantagem, o McLaren resistiu até a marca de 23 horas. Mas, com apenas sete minutos para o fim, um problema elétrico impediu o carro de cruzar a linha de chegada, encerrando de forma cruel o sonho da equipe.

Charlie Kemp, gerente da equipe LMGT3 no WEC, classificou o fim de semana como “devastador”, destacando o esforço incansável de toda a equipe. Richard Dean, CEO da United Autosports, preferiu valorizar o anúncio do projeto Hypercar com a McLaren como um sinal de futuro promissor, mesmo com os resultados frustrantes da corrida. Já Ian James, da McLaren Automotive, garantiu que o trabalho para um retorno mais forte em 2026 já começou.

Assim, a United Autosports sai de Le Mans com a cabeça erguida, orgulhosa de seus resultados na LMP2 e determinada a buscar redenção na LMGT3 na próxima temporada. Porque, como se provou mais uma vez, Le Mans não perdoa — mas também nunca deixa de inspirar.

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