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UM PASSO DO QUINTO: Alex Palou vence corrida em Portland e aumenta mais sua vantagem na liderança do campeonato

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Com estratégia e ritmo impecáveis, Palou vence novamente e chega mais perto de mais um título; Rosenqvist e Power completam o pódio

O tradicional GP de Portland, no estado de Oregon, aconteceu no último domingo (9). Assim como no último final de semana, Alex Palou subiu no andar mais alto do pódio, estendendo sua vantagem na liderança e chegando ainda mais perto do seu quinto título de campeão da IndyCar no fim da temporada. Ao seu lado no pódio, estavam Felix Rosenqvist, o pole position da corrida, e Will Power.

A prova em Portland foi diferente do usual, com menos ultrapassagens e apenas uma bandeira amarela. Por isso, as estratégias de paradas para troca de pneus e reabastecimento foram cruciais, ditando o ritmo da corrida de diversos pilotos e influenciando diretamente em seus resultados.

Mais uma dominância limpa de Palou

Desde o início do final de semana, as expectativas no líder do campeonato eram altas após sua classificação na primeira fila, atrás apenas de Rosenqvist. Além disso, a equipe Ganassi tinha realizado testes nessa pista nos últimos meses, o que colocava seus três carros em uma pequena vantagem durante esse final de semana.

Mesmo sem assumir a liderança logo na largada, o titular do carro #10 da Chip Ganassi Racing manteve um ritmo rápido durante toda a duração da prova. Porém, a prova foi ganha por Palou durante a primeira rodada de pit stops: graças ao trabalho impecável da equipe, foi possível realizar um undercut em Rosenqvist.

A equipe de pit stop fez um trabalho impecável durante as paradas. Em uma disputa pela vitória que acontecia majoritariamente nos tempos da parada, a equipe se mostrou veloz e eficiente. Na última rodada de paradas, a equipe fez uma parada perfeita no carro de Palou, que durou apenas sete segundos. Com isso, não apenas o trabalho do piloto em pista foi importante para a vitória, mas o trabalho da equipe no box foi crucial para esse resultado.

“Todo mundo na Chip Ganassi e Honda fizeram um ótimo trabalho”, destaca Palou. “Eu tinha um foguete absoluto hoje. Foi muito, muito bom de dirigir cada volta. Chip coloca as melhores pessoas ao meu redor, mas também todos estão executando. Esse carro é um foguete, e eu sou sortudo demais por dirigr ele. Eu estava um pouco preocupado quando colocamos aqueles pneus alternativos, mas eles eram tão bons. Não esperávamos que eles fossem tão bons. Eu pensava ‘Cara, se alguém for ficar com eles até o final, talvez tenhamos uma batalha.'”

Terceiro pódio da temporada de Rosenqvist

Colocando o carro #60 da Meyer Shank Racing na pole position, Felix Rosenqvist também era uma grande expectativa para essa corrida. Já na largada, o sueco manteve a primeira posição e construiu uma vantagem competitiva, fazendo seu melhor ritmo da prova já no início da sessão.

Sua liderança começou a ser ameaçada pouco antes da primeira rodada de pit stops, onde Palou veio diminuindo a diferença entre primeiro e segundo lugar. Por isso, quando Rosenqvist veio para sua primeira troca de pneus, fez uma parada mais lenta e voltou atrás de Palou, que assumiria a liderança e venceria a prova.

“O overcut foi muito poderoso”, comenta Rosenqvist. “Eu também me atrapalhei na saída do pit box. Foi isso que basicamente aconteceu e ele ficou na nossa frente”.

Portland sempre é gentil com Will Power

O vencedor das últimas duas edições da corrida em Portland colocou o carro #26 na frente depois de alguns meses. Depois de um decepcionante P20 em Nashville, Will Power deu a volta por cima e se mostrou dominante durante o fim de semana em Portland. O ritmo do carro #26 da Andretti Global já se mostrava forte desde a classficação, onde ele garantiu uma posição na primeira fila. Durante toda a prova, seu ritmo foi competitivo, porém o que garantiu seu lugar no pódio foi um pequeno erro em pista de Ericsson, que “entregou” a última vaga no pódio para Power.

Esse resultado, porém, foi ameaçado por conta de uma atitude ambiciosa do australiano. Na última rodada de paradas, a equipe chama o piloto para o pit, mas ele, por sua vez, desobedece as ordens da equipe e continua na pista, perdendo cerca de três segundos com essa volta extra. Com isso, ele perde um tempo valioso, que seria crucial na disputa pelo segundo lugar, mas garantiu um lugar no pódio e terminou na terceira colocação.

“Acho que poderíamos ter uma chance melhor com Rosenqvist, porque os pneus vermelhos estavam muito bons na primeira parte do stint”, disse Power. “Eu nunca ouvi a chamada para os pits. Acho que eu perdi uma chamada ali. Certamente perdemos muito na próxima volta”.

Lundgaard e sua escalada (mais uma vez)

Mesmo sem terminar no pódio, Christian Lundgaard foi o grande destaque em Portland nesse domingo. O titular do carro #7 da Arrow McLaren já era conhecido por ter um talento especial para escalar o pelotão, visto que ele venceu a corrida em Road America esse ano largando da última posição. Por mais que ele não tenha vencido dessa vez, Lundgaard escalou o pelotão da última para a nona posição.

Ainda na primeira volta, o dinamarquês escalou 10 posições apenas com ultrapassagens em pista. Na única relargada, ele consegue ainda mais ultrapassagens em pista e garante o 13°. Unindo a velocidade em pista com a estratégia da Arrow McLaren, Lundgaard colocou o carro #7 dentro do top 10, finalizando a corrida em nono.

Grandes destaques em Portland

Josef Newgarden, titular do carro #2 da Team Penske, também teve uma corrida ótima e escalou algumas posições, graças a estratégia alternativa executada. Fazendo quatro paradas enquanto a maioria do pelotão optou por apenas três, Newgarden conseguiu liderar 11 voltas e escalou seis posições de onde largou. Ou seja, o piloto que largou na 14° posição terminou a sessão em oitavo, surpreendendo com a eficácia da estratégia alternativa.

Além disso, por mais que tenha escalado apenas uma posição, Rinus Veekay foi um destaque na corrida pelo que conquistou. Terminando a sessão em quarto, conquistou a melhor posição em uma corrida na temporada 2026 tanto para si quanto para a Juncos Hollinger Racing.

Uma bandeira amarela, um abandono

Diferente da maioria de todas as corridas da temporada atual, o GP de Portland contou com apenas uma bandeira amarela e um abandono, não relacionados entre si.

Ainda no início da prova, na volta sete, a única bandeira amarela foi acionada. Graham Rahal saiu da pista sozinho, não teve danos no carro e conseguiu voltar para a corrida depois que o pelotão passou por ele. Foi discutido que, se os oficiais da IndyCar tivessem esperado, essa bandeira não seria necessária, porém, é visível como o Comitê Independente de Oficiais da IndyCar responde rapidamente a acontecimentos em pista desde a polêmica com Alexander Rossi no GP de Indianápolis.

O único piloto a não finalizar a corrida foi Marcus Armstrong, titular do carro #66 da Meyer Shank Racing. Após ser informado de um problema mecânico em seu carro, foi chamado para o box, onde retirou o carro e finalizou a sua sessão. Isso não causou interrupções na sessão, que continuou normalmente.

Rookies

Dentre os estreantes, quem mais escalou posições foi Mick Schumacher. Largando na 22° posição, o titular do #47 da Rahal Letterman Lanigan Racing caiu para a última posição já na largada, mas, na relargada da única bandeira amarela, consegue escalar até a 17° posição. Depois de uma corrida constante, o estreante alemão consegue finalizar a prova em 16°.

O representante brasileiro na IndyCar, Caio Collet, tinha uma corrida em recuperação pela frente: mesmo depois de uma classificação boa, recebeu uma punição de seis posições no grid por conta da troca de motor e largou em 24°. A corrida do titular do #4 da A. J. Foyt foi constante, onde conseguiu escalar algumas posições e terminou em 20°.

Por mais que Dennis Hauger fosse o melhor rookie em Portland, ele foi o único que perdeu posições. Depois de uma classificação impressionante, onde garantiu a nona posição, Hauger caiu para 13° já na primeira volta, onde se manteve até o fim da corrida. O piloto garantiu o 13° lugar com o carro #19 da Dale Coyne Racing.

TOP 10

1- Alex Palou #10 (Chip Ganassi Racing)
2- Felix Rosenqvist #60 (Meyer Shank Racing)
3- Will Power #26 (Andretti Global)
4- Rinus Veekay #76 (Juncos Hollinger Racing)
5- Kyle Kirkwood #27 (Andretti Global)
6- Marcus Ericsson #28 (Andretti Global)
7- Scott McLaughlin #3 (Team Penske)
8- Josef Newgarden #2 (Team Penske)
9- Christian Lundgaard #7 (Arrow McLaren)
10- Kyffin Simpson #8 (Chip Ganassi Racing)

Campeonato de pilotos após Portland

Após sua vitória no domingo, Palou estende a liderança no campeonato e, pela primeira vez, abre uma vantagem de mais de 100 pontos. Mais uma vez, portanto, o P2 sofreu uma mudança: Kyle Kirkwood passa David Malukas, que agora assume a terceira colocação com uma desvantagem de oito pontos de Kirkwood. Além disso, Felix Rosenqvist assume a sexta posição no campeonato, ultrapassando Josef Newgarden.

Com a temporada chegando ao fim, o campeonato de Palou se torna quase palpável: se deixar Washington com ao menos 148 pontos de vantagem, ele já será campeão antes do fim da temporada. Mesmo que o espanhol não vença as demais corridas, as chances do troféu ser seu novamente são muito grandes.

1- Alex Palou #10 – 510 (=)
2- Kyle Kirkwood #27 – 400 (-110) ↑1
3- David Malukas #12 – 392 (-118) ↓1
4- Christian Lundgaard #7 – 375 (-135)
5- Pato O’Ward #5 – 355 (-155)
6- Felix Rosenqvist #60 – 338 (-172) ↑1
7- Josef Newgarden #2 – 335 (-175) ↓1

A próxima corrida da IndyCar acontece nas ruas de Markham, a nova corrida que acontecerá no Canadá nessa temporada. A transmissão inicia a 13:00 (horário de Brasília), e a transmissão ano Brasil fica por conta da ESPN 4, Disney+ com assinatura Premium, e na Band na TV aberta.

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