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24 hrs de Nurburgring

Três corridas de 24 horas em sequência

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Três corridas de 24 horas em sequência:
Foto: Gruppe C

Loek Hartog, Kelvin van der Linde e Luca Stolz comentam os desafios físicos e mentais de disputar a intensa sequência de provas de longa duração no mês de junho

Três das mais emblemáticas corridas de resistência do mundo acontecem em sequência ao longo de junho, e apenas sete pilotos encaram esse verdadeiro teste de resistência extrema. Loek Hartog, Kelvin van der Linde e Luca Stolz são alguns dos nomes que toparam o desafio de disputar consecutivamente as 24 Horas de Le Mans, as 24 Horas de Nürburgring e as 24 Horas de Spa. A maratona não só exige o máximo da preparação física, mas também coloca à prova a capacidade mental e logística dos competidores e suas equipes.

Loek Hartog é, entre os sete participantes, o menos experiente no trio de corridas. Em 2023, seu Porsche da Rutronik Racing não completou as 24 Horas de Spa, o que lhe tira parte da vivência completa. Ainda assim, ele destaca a intensidade da sequência. “Temos uma temporada tão movimentada que, de repente, você percebe que está entrando em nove semanas consecutivas de corridas. É um período insano. As semanas começam mais tranquilas, mas a partir de quarta-feira o ritmo já é de pista cheia”, relatou Hartog. O jovem piloto destacou que o segredo para manter a performance é focar no básico: boa alimentação, descanso e evitar excessos.

Kelvin van der Linde, por sua vez, vê a sequência como apenas um reflexo de um calendário que já vinha sobrecarregado há meses. O sul-africano ressaltou que o acúmulo de compromissos não é novidade para os pilotos de fábrica da GT3. “Desde abril estamos em ritmo acelerado. A diferença agora é que são três corridas de 24 horas seguidas, o que chama mais atenção, mas esse volume já é a realidade há anos”, explicou.

Van der Linde ainda alertou para o impacto desse calendário sobre os demais membros da equipe, como os mecânicos. “Eles chegam antes para montar tudo e vão embora depois. Estão mais expostos ao desgaste. Muitos profissionais da geração mais nova acabam parando cedo por conta desse ritmo. Não é que as corridas sejam mais físicas do que antes, mas o esgotamento vem mais cedo.”

Para o piloto, é essencial repensar os limites da atividade profissional no automobilismo. “As grandes categorias estão adicionando mais e mais eventos. Em algum momento, isso afeta nossa motivação e capacidade de entregar tudo o que o esporte exige”, acrescentou.

Luca Stolz, que disputa sua segunda Le Mans com a Iron Lynx, reforçou a importância da recuperação entre as corridas. “Estou acostumado com uma temporada de pelo menos 25 fins de semana de prova. Mas, nesse caso, o foco está em se recuperar bem, dormir bem, comer bem. A estrutura da equipe ajuda muito nisso.”

Stolz também apontou um desafio adicional: a necessidade de se adaptar rapidamente às diferentes regulamentações de cada corrida. “Depois de Le Mans, você vai direto para o Nordschleife, que é completamente diferente, e depois para o GT World Challenge. Precisa se lembrar de todos os procedimentos e regras específicos. Isso também cansa mentalmente.”

Embora a sequência traga um nível de exposição inédito ao desafio dos pilotos de endurance, para muitos deles trata-se apenas de mais um capítulo em um ano que já começou exigente. Entre preparo físico, conhecimento técnico e logística apurada, os protagonistas dessas três provas estão levando o conceito de resistência ao extremo — dentro e fora da pista.

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