SportsCar Championship
RLL McLaren soma aprendizado importante em estreia nas 24 Horas de Daytona apesar de contratempo técnico
Equipe larga na primeira fila da GTD Pro, enfrenta problema eletrônico no início da prova e encerra participação em 12º lugar na clássica de endurance
A estreia da equipe RLL Team McLaren nas 24 Horas de Daytona, disputadas no Daytona International Speedway, terminou longe do resultado que o ritmo apresentado prometia, mas deixou um saldo considerado positivo em termos de aprendizado e experiência para a sequência do IMSA WeatherTech SportsCar Championship. Competindo na classe GTD Pro com o McLaren GT3 Evo nº 59, o time concluiu a prova na 12ª posição após enfrentar um problema técnico logo nas primeiras horas da corrida.
O fim de semana começou de forma animadora para a nova parceria entre a Rahal Letterman Lanigan Racing e a McLaren. Dean Macdonald garantiu a segunda colocação no grid de largada da GTD Pro, colocando o carro imediatamente entre os protagonistas da classe. Na largada, Macdonald assumiu o primeiro stint e permaneceu no carro por um turno duplo, mantendo um desempenho consistente e confirmando a competitividade do pacote apresentado pela equipe em sua primeira participação na tradicional prova de 24 horas.
No entanto, pouco antes da marca de três horas de corrida, quando o carro foi entregue a Jüri Vips, surgiu um problema no sistema de monitoramento da pressão dos pneus. A falha obrigou a equipe a uma parada não programada nos boxes, e, mesmo após tentativas iniciais de correção, o defeito não pôde ser resolvido de imediato. Foi necessário um trabalho conjunto das equipes técnicas da RLL e da McLaren para identificar a origem do problema e efetuar o reparo definitivo, o que custou caro em termos de tempo de pista. Após o conserto, Vips retornou à corrida com um atraso de 22 voltas em relação aos líderes da categoria.
A edição de 2026 das 24 Horas de Daytona ficou marcada por circunstâncias atípicas, incluindo o período de bandeira amarela mais longo da história da IMSA. Durante a madrugada, uma densa neblina reduziu drasticamente a visibilidade, forçando a neutralização da prova por seis horas e 33 minutos. A corrida só foi retomada por volta das 7h18 da manhã, no horário local, quando as condições finalmente melhoraram.
Com a retomada da prova sob luz do dia, a equipe RLL McLaren concentrou seus esforços em ganhar quilometragem e coletar dados importantes. Mesmo com o grande atraso, o carro nº 59 conseguiu avançar posições ao longo da manhã, beneficiando-se também de problemas enfrentados por concorrentes diretos da GTD Pro. Ao final da corrida, encerrada às 13h40, a equipe havia superado dois adversários da mesma classe e cruzou a linha de chegada na 12ª colocação, 20 voltas atrás do vencedor.
Os pilotos destacaram o valor da experiência adquirida. Max Esterson ressaltou a evolução em relação aos testes do Roar Before the 24 e afirmou que o ritmo demonstrado indicava potencial para brigar por posições mais altas. Nikita Johnson, por sua vez, celebrou sua primeira participação em uma corrida de endurance e em um carro GT, enfatizando o aprendizado sobre gestão de pneus e convivência com o tráfego multiclasse. Dean Macdonald e Jüri Vips também reforçaram o sentimento de frustração pelo problema inicial, mas apontaram o desempenho e a confiabilidade geral do carro como sinais encorajadores.
Apesar do resultado final modesto, a RLL Team McLaren deixa Daytona com uma base sólida de informações e confiança no projeto, mirando uma evolução significativa já na próxima etapa da temporada, as 12 Horas de Sebring.
