WEC
Proton mira encerramento de temporada em alta no Bahrein
Equipe alemã quer transformar evolução de Fuji em resultado expressivo para fechar 2025 com vitória na LMGT3
A Proton Competition chega ao Bahrein com a régua alta e expectativa real de terminar o ano com a sua melhor atuação na temporada 2025 do FIA World Endurance Championship. A etapa final, que acontece de 6 a 8 de novembro, no circuito de Sakhir, será também a última chance para a equipe medir na pista o quanto o Ford Mustang LMGT3 evoluiu ao longo do campeonato — especialmente depois do salto de performance exibido no Japão. A estrutura baseada em Ummendorf tem sido apontada internamente como uma das que mais avançou ao longo do ano dentro da LMGT3, e o objetivo declarado para o Bahrein é claro: transformar essa curva de performance em resultado concreto.
O desafio no Oriente Médio exige adaptação imediata a um ambiente único. O asfalto que recebe poeira com frequência castiga os pneus e torna a leitura da pista um fator crítico, ainda mais quando entra a equação do “dia virando noite”, com a mudança brusca de temperatura e comportamento do carro ao longo das 8 horas. No Bahrein não basta ser rápido em volta lançada — a gestão de stints, a escolha de compostos e a precisão no tráfego são, historicamente, os elementos que definem quem sai com troféu e quem sai com arrependimento.
Na garagem do Mustang #88, Dennis Olsen chega com sede de correção histórica. Ele, que divide o carro com Giammarco Levorato e Stefano Gattuso, lembra que em Fuji a Proton teve ritmo real de vitória — e por circunstâncias de corrida, não converteu tudo em resultado. Para o norueguês, o Bahrein representa uma segunda chance direta de validação. Ele quer repetir a execução impecável do Japão, mas tirar da mesa o fator “azar”. “O potencial do carro é realmente bom e agora queremos deixar o Bahrein com vitória”, afirmou.
O segundo carro da casa, o #77, volta a reunir Ben Tuck, Ben Barker e Bernardo Sousa. O trio quer capitalizar num detalhe técnico relevante: o retorno do composto duro. Segundo Tuck, esse pneu funcionou especialmente bem no COTA — uma pista que, como Sakhir, exige ritmo limpo em trechos de longa tração e precisão absoluta na manutenção térmica. É a última dança do ano para o Mustang LMGT3 da Proton, e o time quer usar exatamente esse encaixe técnico para surpreender quem ainda não os coloca como favoritos.
O pacote, em resumo, está pronto. A Proton desembarca no Bahrein com o seu momento mais forte do ano, e dentro da garagem existe convicção de que a evolução vista nas últimas provas não pode terminar apenas como narrativa. O time quer transformar argumento em taça. E tem 8 horas, num dos palcos mais complexos da temporada, para provar isso.
