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Laura Villars entra com ação judicial contra FIA

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Foto: Laura Villars via LinkedIn

A piloto suíça Laura Villars, que concorre atualmente pela presidência da FIA, entrou com uma ação judicial contra a FIA para garantir sua candidatura na eleição. Isso porque existe uma cláusula nas diretrizes da eleição que impossibilita a participação de outros candidatos ao cargo. Ela pede a suspensão da eleição para que a cláusula seja revista e a audiência está agendada para o dia 10 de novembro. 

No início de outubro, veio à tona uma cláusula da eleição da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que, indiretamente, impossibilita a candidatura de novos concorrentes. Nas diretrizes, especifica-se que cada candidato deve apresentar uma lista com vice-presidentes que devem representar cada uma das regiões do mundo que a FIA atua. No entanto, existe apenas um representante da América do Sul elegível: a brasileira Fabiana Ecclestone, esposa de Bernie Ecclestone, já alinhada com o atual presidente, Ben Sulayem. 

Com essa exigência, apenas Sulayem é considerado um candidato regular das eleições, e os demais – Virginie Phillipot, Laura Villars e Tim Mayer – não cumprem os requisitos necessários. Por isso, Tim Mayer desistiu no meio de outubro da corrida eleitoral. Em outras ocasiões, outras figuras também retiraram suas candidaturas, como Carlos Sainz Sênior, por entenderem que essa medida impossibilita uma eleição democrática e justa.

Laura disse que buscou contato com a Federação para esclarecer regras da disputa presidencial e garantir a a democracia e transparência do processo. “As respostas recebidas não estavam à altura do desafio. Não estou agindo contra a FIA. Estou agindo para protegê-la. A democracia não é uma ameaça para a FIA. Ela é sua força”, disse em entrevista à BBC Sports.

A ação movida por Villars contou com o apoio de Tim Mayer, ex-comissário de Fórmula 1. O estadunidense, conforme noticiado pelo portal Racer – Racing News, indicou que sua equipe estaria disponível para apoiar a ex-concorrente nessa ação. Anteriormente, ao retirar sua candidatura durante um comício em Austin – Texas, Mayer já havia dito que as eleições da FIA “são uma ilusão de democracia”.

 

Posicionamento da FIA

A FIA classifica o processo eleitoral como “estruturado e democrático, que garante justiça e integridade em todas as etapas”. Ainda declararam que os estatutos e diretrizes não foram definidos recentemente, e estão disponíveis no site oficial para consulta de todos. 

Um porta-voz disse que “pela natureza do processo, a FIA não pode comentar esta ação judicial e não fornecerá novos esclarecimentos sobre o assunto”.

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