Fórmula 1
Lando Norris vence em Abu Dhabi e McLaren é campeã de Construtores
A temporada de 2024 da Fórmula 1 será lembrada por muito tempo. Principalmente pela McLaren. Primeiro, porque Lando Norris finalmente venceu, e depois do GP de Miami, ele ainda venceu mais três vezes. Oscar Piastri venceu duas vezes. E a McLaren, depois de 26 anos, voltou ao degrau mais alto no Campeonato de Construtores. Apesar dos altos e baixos, a vitória de Norris neste domingo, coroou o esforço da equipe durante todo o ano.
Além de Norris, o pódio de Abu Dhabi ainda teve a dupla da Ferrari, vice-campeão de construtores. Carlos Sainz, que se despede da Scuderia, terminou em segundo, e Charles Leclerc, em terceiro.
Largada movimentada
Enquanto Norris largou bem, Oscar Piastri (McLaren) e Max Verstappen (RBR) tiveram contato na Curva 1, com os dois rodando e perdendo posições. Mais atrás, Valtteri Bottas (Kick Sauber) e Sergio Pérez (RBR) também tocaram, e o mexicano acabou abandonando a corrida.

Momento do contato entre Verstappen e Piastri – Foto: Reprodução/Fórmula 1
Tanto Verstappen quanto Bottas foram punidos com 10 segundos por causarem uma colisão. O Carro de Segurança Virtual (VSC) foi acionado por uma volta para a retirada do carro do Pérez. E na relargada, Piastri acabou colidindo com Franco Colapinto (Williams). Ambos precisaram trocar pneus, e Piastri foi punido com 10 segundos.
Leclerc em corrida de recuperação
Enquanto isso, Charles Leclerc (Ferrari) largou bem e ganhou 11 posições na primeira volta. E na volta 11 ele já era o sexto, depois de larga em 19º. Algo crucial para a disputa da Ferrari contra a McLaren pelo título de construtores. Lá na ponta de cima, Norris tinha uma vantagem de mais de três segundos para Carlos Sainz (Ferrari).

Leclerc fez uma boa largada, e disse que também teve sorte – Foto: Reprodução/Fórmula 1
Ao mesmo tempo, Lewis Hamilton, que faz sua última corrida com a Mercedes, também ganhou posições. O heptacampeão largou em 16º e na volta número 17, ele já era o sexto.
Mais atrás, Yuki Tsunoda (VCARB) e Pierre Gasly (Alpine) protagonizaram uma bela disputa, com o francês eventualmente prevalecendo.
McLaren não deixando nada em jogo
Na volta 22, Leclerc fez a troca dos pneus médios pelos duros. Quatro voltas depois foi a vez de Sainz parar e voltar em terceiro. A McLaren reagiu rápido, chamando Norris na volta seguinte. Ele e George Russell (Mercedes) foram juntos para a parada. Norris voltou ainda à frente de Sainz, com mais de um segundo de vantagem.
Concomitantemente, Verstappen foi para os boxes, pagou sua punição e fez a troca de pneus. Bem como Piastri, que parou na volta 33.
Nesse meio tempo, Kevin Magnussen (Haas) e Bottas bateram, e o finlandês abandonou a corrida, que é sua última na Fórmula 1. Aliás, mais cedo Colapinto também abandonou. Após o abandono de Bottas, o filandês foi punido pela colisão com Magnussen. Tecnicamente ele deve pagar essa punição na próxima corrida, mas como ele não tem um contrato para 2025, talvez ele nunca pague a punição de cinco posições no grid de largada.

A colisão entre Bottas e Magnussen – Foto: Reprodução/Fórmula 1
Por outro lado, depois de 34 voltas com pneus duros, Hamilton foi para os boxes e colocou médios. Uma estratégia diferente da maioria. Voltas antes, o engenheiro do britânico disse que a equipe acreditava ser possível terminar no pódio.
Hammertime
Assim que Hamilton saiu dos boxes, a missão era conquistar posições, começando com Hulkenberg, que estava sete segundos na frente. Apesar de não ter problema para ultrapassar Hulkenberg e Pierre Gasly (Alpine) em três voltas, o próximo estava mais longe. Neste momento, Russell era o quarto, com uma vantagem de 14 segundos.
Entretanto, a equipe acreditava que Hamilton poderia sim ultrapassar o companheiro. Mas, com 14 voltas para o fim, o pódio já estava distante. Mesmo assim, Hamilton comecçou uma série de voltas cada vez mais rápidas.
Nesse meio tempo, Piastri estava focado em conseguir pontuar, mesmo depois de todos os reveses. Na volta 46 ele era 12º, quando quase perdeu o controle do carro enquanto tentava ultrapassar Tusnoda. Eventualmente, a ultrapassagem veio, três voltas depois.
Lá na frente, os pneus de Leclerc davam sinais de desgaste, gerando uma preocupação para a equipe. Ao mesmo tempo, o monegasco questionava seu engenheiro sobre a distância de Sainz para Norris, que era de sete segundos. O sonho do título de construtores parecia escapar pelos dedos.
Ao mesmo tempo, Hamilton agora estava a menos de oito segundos de Russell e Norris se via preso no tráfego de retardatários, mas nada que ameaçasse sua liderança.
Um final para a história
A cada volta, a distância entre Hamilton e Russell ficava menor. Ne penúltima volta, a equipe pediu a Russell para manter a disputa com Hamilton “super limpa”. Enquanto fogos de artifício celebravam a vitória de Norris, Hamilton ultrapassou o companheiro por fora, na Curva 10.
Um final de corrida apropriado para marca o fim da parceria mais vitoriosa da história da Fórmula 1. Juntos, Hamilton e Mercedes conquistaram seis campeonatos de piloto, oito campeonato de construtores. Hamilton é o piloto que mais venceu corridas, mais conquitou poles e mais vezes subiu ao pódio em uma mesma equipe.

246 Grandes Prêmios do maior caso de sucesso da F1 – Foto: Mercedes
Além dele, Sainz também se despede da Ferrari, tendo conquistado com a equipe quatro vitórias, seis poles, 25 pódios e 900.5 pontos.
Outras despedidas também marcaram a última etapa do ano. Bottas, Zhou e Magnussen deixam a categoria, pelo menos por enquanto. Colapinto ainda deve ficar como piloto reserva, mas não estará no grid ano que vem.
A temporada 2024 teve sete pilotos diferentes conquistando múltiplas vitórias. E apesar de chegar ao fim, restam ainda os testes de pós-temporada, que acontecem nesta semana em Abu Dhabi. Aí sim, pilotos e equipes voltam para casa, e logo entram de férias.

Resultado do último GP do ano – Foto: Reprodução/Fórmula 1
