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Fórmula 1

Kimi Antonelli e os 60 anos que ficaram para trás

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Foto: Jiri Krenek/Active Pictures
Foto: Jiri Krenek/Active Pictures

Após 60 anos, Kimi Antonelli colocou a bandeira italiana no topo de Monza e transformou a frustração dos tifosi em uma comemoração muito além da Ferrari

A Itália comemorou, neste último domingo (06), uma vitória dentro do automobilismo — e não foi da Ferrari. Após longos 60 anos, um italiano voltou a vencer em casa e, finalmente, a Itália pôde comemorar o pódio de um conterrâneo.

Kimi Antonelli fez história em Monza após largar de 19º e triunfar em sua terra natal. O que todo mundo esperava para esse fim de semana era que, ao menos, uma das Ferraris subisse ao pódio. Infelizmente, não foi isso que aconteceu.

Depois de algumas corridas que mostravam um bom desempenho da equipe italiana, grande parte dos tifosi tinha esperança de que a Ferrari alcançasse o pódio no grande prêmio realizado no norte do país e repetisse o feito que Charles Leclerc conquistou em 2024.

Mas o que receberam foi uma 6ª colocação de Lewis Hamilton e uma batida, logo na segunda volta, de Leclerc.

O que parecia ser um fim de semana de choro começou, então, a apontar para um momento histórico para os italianos.

Ludovico Scarfiotti havia sido o último italiano a vencer em casa, no Grande Prêmio de Monza de 1966. Na época, ele corria pela Scuderia Ferrari e quebrava um jejum de 15 anos sem um italiano subir ao degrau mais alto do pódio da prova na elite do esporte a motor.

Mal sabia ele que esse marco iria se tornar algo ainda maior e que, até então, seria lembrado como o último italiano a vencer uma corrida em seu próprio país.

Por mais que a grande maioria dos italianos esperasse a vitória de uma Ferrari, nada impediu que, logo após algumas voltas de prova, todas as torcidas — italianos, ferraristas, mercedistas, todas — começassem a torcer pelo pódio de Kimi Antonelli.

E talvez tenha sido isso que tornou aquele momento ainda mais especial.

Nas últimas voltas, Kimi deu um susto na torcida após sair da pista, mas retornou e ultrapassou seu adversário, George Russell, conquistando então seu primeiro pódio em casa e quebrando um jejum de 60 anos.

Não havia um telespectador — no circuito ou assistindo de casa — que não tivesse ficado feliz com aquela vitória nem se arrepiado ao ver a paixão dos torcedores ao testemunhar um conterrâneo ganhando em casa.

Ali, não existia equipe. Não existia favoritismo.

Era espaço para comemoração, emoção, para se orgulhar de pertencer àquele país e de poder comemorar novamente um pódio em casa.

E digo mais: um pódio digno de entrar para os livros sobre automobilismo.

Mais uma vez, a Itália mostrou ser apaixonada pelo esporte e, mais do que isso, apaixonada pelo seu povo.

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