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Fora dos planos da Alpine no WEC, Charles Milesi avalia migração para o IMSA e projeta retorno à classe Hypercar em 2028

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Milesi
Foto: Julien Delfosse / DPPI

Piloto francês reconhece escassez de vagas no Mundial de Endurance após o encerramento do programa da marca e busca alternativas na América do Norte para manter ritmo de prova.

O encerramento iminente do programa da Alpine no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (FIA WEC) deixou o piloto francês Charles Milesi diante de um cenário de incertezas para a próxima temporada. Durante o fim de semana das 6 Horas de Barcelona, disputadas neste mês, o competidor revelou que provavelmente estará fora do grid da classe principal Hypercar em 2027. Diante da escassez de vagas no mercado europeu, o atleta de 25 anos já iniciou o planejamento para retornar à categoria principal do WEC em 2028, tendo o campeonato norte-americano IMSA WeatherTech SportsCar Championship como destino alternativo imediato.
A indefinição sobre o futuro da estrutura administrada pela Signatech arrastou-se ao longo dos últimos meses. Havia a expectativa de que o projeto liderado por Philippe Sinault continuasse operando sob uma bandeira alternativa na temporada seguinte. A gigante automobilística chinesa Geely chegou a ser apontada como uma potencial parceira para assumir a equipe, contudo as negociações foram encerradas sem a assinatura de um acordo.

Mercado saturado de pilotos e o plano de transição no IMSA

O término das tratativas sem uma resolução positiva reduziu drasticamente as chances de permanência do grupo de pilotos no WEC. Além de Milesi, seus três atuais companheiros de equipe na Alpine também ficaram disponíveis no mercado. Até o momento, apenas o português António Félix da Costa conseguiu assegurar um contrato com outra equipe para acelerar no Mundial de Endurance no próximo ano.
Ao analisar o contexto atual da categoria de endurance, Charles Milesi admitiu ao portal Sportscar365 que o tempo decorrido sem novidades sepultou as esperanças de um desfecho favorável:
“Quanto mais tarde for a temporada sem nada anunciado, menos bom ele começará a parecer. Quer tínhamos ver o que aconteceria com o programa Alpine, mas parece que provavelmente será difícil. Não há muitos assentos disponíveis em outros lugares no ano que vem. Se não pudermos ter um assento no WEC, tentarei encontrar outra coisa. Não sou o único nesta situação. Apenas Antonio encontrou um assento. Depois veremos o que o futuro traz.”
O piloto ressaltou que a falta de assentos afeta uma quantidade expressiva de competidores no cenário internacional:
“Há tantos pilotos no mercado e, na verdade, não há equipes suficientes, mesmo que haja muitas equipes no grid. Há muitos motoristas disponíveis. Se não for possível permanecer no WEC, talvez 2028. Tem sido o mesmo nos últimos seis ou sete meses, desde que foi anunciado que o programa está parando. Não estou dizendo que é rotina para nós, que talvez não vamos dirigir no ano que vem na Hypercar, mas acho que é isso que a situação é.”
Para não perder ritmo de competição em 2027, Milesi avalia transferir suas atenções para o automobilismo norte-americano. O francês possui experiência recente no IMSA WeatherTech SportsCar Championship, onde atuou como piloto convidado nas provas de longa duração pela equipe TDS Racing na classe LMP2. O competidor confirmou que já possui contatos em andamento para tentar viabilizar um programa na série dos Estados Unidos:
“Talvez algo possa surgir no IMSA ou algo assim. Da minha parte tenho algumas dicas sobre o que poderia estar disponível, mas sei que vai ser difícil.”
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