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Fórmula 1

FIA devolve pódio a Gasly e Hadjar perde P3 em Mônaco

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Foto: Divulgação/Alpine F1 Team
Foto: Divulgação/Alpine F1 Team

Falha no sistema de medição do pit lane levou FIA a revisar resultado do GP de Mônaco. Pierre Gasly recuperou terceiro lugar, enquanto Isack Hadjar deixou o pódio

O resultado do GP de Mônaco de 2026 foi alterado cinco dias após a bandeirada final. Depois de analisar o pedido de Direito de Revisão apresentado pela Alpine, a FIA anulou as duas punições aplicadas a Pierre Gasly por excesso de velocidade no pit lane, devolvendo ao francês o terceiro lugar conquistado na pista.

Foto: Redes Sociais/FORMULA 1®

A decisão mudou diretamente a história de Isack Hadjar. Beneficiado inicialmente pelas penalidades de Gasly, o jovem piloto havia herdado a terceira colocação e comemorado o primeiro pódio de sua carreira na Fórmula 1. Com a revisão do caso, Hadjar retornou à quarta posição e perdeu oficialmente o resultado histórico.

Gasly havia cruzado a linha de chegada em terceiro e celebrado o desempenho com sua equipe. No entanto, após a corrida, foi informado de que havia recebido duas penalidades de cinco segundos cada, caindo na classificação final. Revoltado com a decisão, o piloto afirmou que se sentia “roubado” pelo que havia acontecido.

As punições chamaram atenção porque vários pilotos foram investigados pelo mesmo motivo. Lewis Hamilton, George Russell e Franco Colapinto registraram velocidades semelhantes no pit lane, mas Gasly foi o único piloto a receber duas sanções.

O limite de velocidade nos boxes em Mônaco era de 60 km/h. Nas duas infrações atribuídas ao francês, os dados apontavam velocidades de apenas 60,1 km/h e 60,4 km/h, diferenças mínimas acima do permitido.

Bastidores da revisão

Após a corrida, Pierre Gasly desabafou sobre a frustração de perder o que seria um dos momentos mais importantes de sua carreira. “São 10 anos de trabalho duro por esse tipo de momento. Fizemos tudo certo para subir naquele pódio”, afirmou o francês. Mesmo acreditando que a decisão poderia ser revista, ele lamentou que nada devolveria a comemoração diante dos fãs.

Imediatamente após a prova, a Alpine entrou com um recurso contra a decisão. A equipe apresentou uma linha do tempo dos acontecimentos, atas de reuniões com a FIA sobre os sistemas eletrônicos e de cronometragem, dados de telemetria dos carros da Alpine, Mercedes e Ferrari, além de um depoimento por escrito do próprio Gasly.

Durante a revisão, foi identificada uma falha na configuração das zonas de medição do pit lane. Segundo a FIA, havia uma diferença de 77 centímetros no cálculo das distâncias percorridas pelos carros, o que interferiu na velocidade média registrada pelo sistema. Na prática, os dados apontavam que os carros haviam percorrido distâncias maiores do que as reais.

A entidade informou ainda que a Formula One Management (FOM) só repassou a informação sobre a imprecisão do sistema na quarta-feira (10), o que levou os comissários a aceitarem o pedido de revisão da Alpine.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe francesa comemorou a decisão:

Foto: Redes Sociais/Alpine F1 Team

“Recebemos com satisfação a decisão da FIA de considerar admissível nosso pedido de Direito de Revisão após a classificação final do Grande Prêmio de Mônaco do último fim de semana. Como resultado, os comissários revogaram as duas penalidades de cinco segundos impostas ao carro nº 10, o que restitui à equipe o terceiro lugar na corrida.”

A Alpine também agradeceu à FIA e à FOM pela transparência e colaboração durante o processo, destacando que o foco agora está voltado para o GP da Espanha, em Barcelona-Catalunha.

Gosto amargo

Embora tenha recuperado oficialmente o terceiro lugar, Gasly não terá de volta o momento mais marcante do fim de semana. O francês não participou da cerimônia do pódio nem comemorou diante do público em Monte Carlo.

Do outro lado, Isack Hadjar também saiu prejudicado. O jovem piloto havia celebrado o que seria o segundo pódio de sua carreira na categoria, mas viu o resultado desaparecer dias depois com a revisão da FIA. O francês continua tendo apenas um pódio ao terminar em 3º lugar no GP da Holanda de 2025, em Zandvoort.

No fim das contas, a correção fez justiça ao desempenho de Gasly na pista, mas deixou um gosto amargo para os dois pilotos e reacendeu o debate sobre a precisão dos sistemas utilizados pela FIA e o impacto de decisões tomadas apenas após o encerramento das corridas.

E a história pode ainda não ter chegado ao fim. Poucas horas após a decisão dos comissários que devolveu o pódio do GP de Mônaco a Pierre Gasly, McLaren e Red Bull anunciaram a intenção de recorrer contra o recurso apresentado pela Alpine na última semana.

De acordo com o regulamento da FIA, as equipes têm até uma hora após a divulgação da decisão para registrar a intenção de recurso. Depois disso, abre-se um prazo de até 96 horas para que McLaren e/ou Red Bull formalizem o pedido e tentem uma nova revisão do resultado.

A possibilidade levanta uma nova dúvida: Gasly corre o risco de perder mais uma vez o terceiro lugar? Por enquanto, o francês segue oficialmente com o P3 nos registros do GP de Mônaco, mas o desfecho definitivo ainda pode depender dos próximos capítulos nos bastidores da Fórmula 1.

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