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Ferrari fecha a temporada LMGT3 no Bahrein com o 296 ainda vivo na briga pelo título

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Foto: Ferrari

Vista AF Corse chega à final do WEC com a #21 a apenas 11 pontos da liderança e histórico recente forte em Sakhir

A Ferrari chega ao Bahrein para a etapa final da temporada 2025 do FIA WEC com um objetivo extremamente claro: tentar repetir a performance do ano passado com o 296 LMGT3 e, se possível, sair do deserto campeão de pilotos e equipes. A prova de oito horas no Circuito Internacional de Sakhir, no sábado, 8 de novembro, encera oficialmente o ano do endurance mundial — e a marca de Maranello mantém seu principal carro LMGT3, o #21 da Vista AF Corse, ainda em condições matemáticas e esportivas de conquistar o troféu.

A tripulação do #21, formada por François Heriau, Simon Mann e Alessio Rovera (piloto oficial da casa e peça central do programa GT da marca), está em segundo lugar na classificação geral com 94 pontos, apenas 11 atrás do líder. O saldo que traz esse carro vivo até a última rodada inclui vitória em Spa-Francorchamps e dois P2 — Le Mans e Fuji — resultados que definiram o “case” de consistência da Vista AF Corse ao longo da temporada. O carro irmão, o #54 de Thomas Flohr, Francesco Castellacci e Davide Rigon, aparece em sétimo com 54 pontos, também com dois pódios ao longo do campeonato (Spa e COTA).

O palco desta decisão não é neutro para a Ferrari. Sakhir é um território onde a marca construiu muita história recente e antiga no WEC: são oito vitórias de categoria com carros GT, além de múltiplas coroas de pilotos conquistadas exatamente ali. Foi no Bahrein, por exemplo, que Pier Guidi e Calado sacramentaram títulos em 2017, 2021 e 2022, e onde a própria Rovera conquistou título na GTE Am em 2021. Em LMGT3, a Ferrari já venceu no traçado: o próprio trio do #21 foi ao topo do pódio no ano passado.

O circuito, inaugurado em 2004, tem 5,412 km, 15 curvas (9 para a direita, 6 para a esquerda) e uma característica que sempre afeta diretamente estratégia no WEC: a queda de temperatura brusca do fim de tarde para a noite. A prova larga às 14h locais, sob calor forte e sol, e termina às 22h, sob luz artificial, com condições bem diferentes — e, consequentemente, com impacto direto em uso e degradação de pneus.

A programação da pista abre na quinta-feira (6/11) com dois treinos livres. A sexta (7/11) concentra o TL3 e as classificações de LMGT3 e Hypercar, com Hyperpole na sequência. A corrida final está agendada para sábado, a partir das 14h (12h CET). No domingo (9/11), como já virou tradição, vem o Rookie Test, com vários nomes jovens tendo a chance de guiar máquinas de topo.

Para a Ferrari LMGT3, porém, o foco real é o sábado. A matemática é agressiva, mas o intervalo de 11 pontos é realista quando se trata de uma prova de 8 horas. Depois de um ano de evolução do 296 GT3 e da capacidade de execução da Vista AF Corse, a Ferrari chega ao deserto sabendo que título está ao alcance — e precisando de mais uma noite perfeita sob os holofotes de Sakhir.

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