Macau
Ferrari e Antonio Fuoco conquistam a copa do mundo FIA GT em Macau com domínio absoluto
O piloto oficial da Ferrari, Antonio Fuoco, e o 296 GT3 da AF Corse fizeram história, garantindo o título mais prestigiado do automobilismo GT da FIA, com Fuoco varrendo Super Pole, Qualificação, Corrida Principal e a volta mais rápida no desafiador Circuito da Guia.
A Ferrari e seu piloto oficial Antonio Fuoco fizeram uma performance de gala para conquistar a Copa do Mundo FIA GT em Macau, o prêmio de maior prestígio da FIA para pilotos e construtores na categoria GT. O triunfo marca o primeiro sucesso da Ferrari no Circuito da Guia, um dos traçados mais técnicos e seletivos do automobilismo. Fuoco, pilotando o Ferrari 296 GT3 da AF Corse, dominou o fim de semana, garantindo a Super Pole, a vitória na Corrida de Qualificação, o triunfo na Corrida Principal e a volta mais rápida. O resultado da equipe foi completado pelo quarto lugar obtido por Yifei Ye, promovido após uma penalidade imposta a Eriksson.
A Corrida: Caos Inicial e Relargada Decisiva
A largada da Corrida Principal foi particularmente emocionante e marcada por drama. Logo após a reta principal, Picariello, que largava atrás de Fuoco e Ye, perdeu o controle do seu Porsche e bateu na barreira. Quase simultaneamente, um acidente envolvendo quatro pilotos na traiçoeira Curva Lisboa provocou a entrada imediata do Safety Car. Ye conseguiu minimizar os danos, saindo da confusão em quinto lugar. O segundo 296 GT3 da Winhere Racing, pilotado por Deng, estava em sexto.
Com treze voltas restantes, o Safety Car retornou aos boxes. Fuoco estava determinado a neutralizar qualquer ameaça de Raffaele Marciello logo na relargada. O piloto da AF Corse surpreendeu o competidor suíço, acelerando enquanto este ainda aquecia os pneus e ganhando preciosos décimos de segundo. Nas voltas seguintes, essa margem cresceu para quase cinco segundos, impulsionada por uma impressionante sequência de voltas rápidas, sendo a melhor delas em 2’16″581.
Com a liderança consolidada, Fuoco administrou a vantagem nas voltas finais para cravar a vitória, a primeira da Ferrari na Copa do Mundo FIA GT com o 296 GT3. Ye cruzou a linha em quinto pela Harmony Racing, enquanto Deng terminou em oitavo. Após a corrida, a penalidade a Eriksson promoveu Yifei Ye ao quarto lugar final.
Reações: Satisfação e Frustração
Em uma coletiva de imprensa concorrida, um radiante Antonio Fuoco celebrou o feito: “É realmente especial vencer aqui em Macau, principalmente depois do que aconteceu no ano passado. Voltamos com um objetivo claro e acho que fizemos um excelente trabalho durante todo o fim de semana. Hoje, gerenciamos cada fase da corrida com clareza e determinação.” Sobre a relargada, Fuoco confessou ter se arriscado: “Na relargada após o Safety Car, quase perdi o controle do carro na Mandarin justamente para criar a margem necessária para não ser atacado em Lisboa, mas tudo correu bem e estou muito feliz.”
Yifei Ye adotou um tom de frustração, apesar da promoção ao P4: “Foi uma corrida difícil. Na curva Mandarin eu estava lado a lado e fui ultrapassado por um carro que tinha uma velocidade máxima maior. Nesse momento, houve um contato, perdi embalo e várias posições antes de Lisboa. É uma pena, porque fomos competitivos em todas as sessões.”
Antonello Coletta, Chefe Global de Endurance e Corse Clienti, expressou a satisfação da Ferrari: “Estamos obviamente encantados; reconquistamos a vitória que nos escapou no ano passado. Estamos felizes por Antonio e por toda a Ferrari, que traz para casa este troféu mundial, representando a justa recompensa por um projeto sólido e inovador – o do 296 GT3.” Ele lamentou o azar de Ye, mas elogiou o esforço da equipe: “Agradecemos também à Harmony Racing, porque colocar dois carros entre os 8 primeiros em Macau não é nada fácil.”
Ferdinando Cannizzo, chefe da equipe de Endurance Race Cars, atribuiu a vitória ao planejamento e ao piloto: “Trabalhamos muito bem porque sabíamos que não tínhamos o carro mais rápido neste circuito e otimizamos seu comportamento em todos os outros setores da pista. O momento decisivo aconteceu na relargada após o Safety Car, quando Antonio foi realmente brilhante.”
