Fórmula E
Entenda a aerodinâmica na Fórmula E e o que observar na corrida de Londres
Com foco na eficiência, a categoria elétrica mostra abordagem distinta em comparação à F1; NEOM McLaren planeja forte engajamento com os fãs no E-Prix da capital britânica
À medida que a 11ª temporada da Fórmula E se aproxima do encerramento que acontecerá em Londres, a categoria segue buscando aproximar fãs novatos e veteranos dos conceitos técnicos que movem os carros elétricos nas ruas das grandes cidades. Um dos temas mais importantes do automobilismo moderno, a aerodinâmica, também desempenha papel fundamental na Fórmula E — ainda que com características bastante diferentes das encontradas na Fórmula 1.
No contexto da aerodinâmica, dois elementos principais são frequentemente discutidos: o downforce (força descendente) e o arrasto. O downforce tem a função de pressionar o carro contra o solo, garantindo maior aderência e permitindo maior velocidade nas curvas. Já o arrasto representa a resistência do ar ao movimento do carro, o que acaba reduzindo a velocidade e aumentando o consumo de energia.
Na Fórmula 1, onde os carros correm em pistas largas e com longas retas, o downforce é essencial para manter o ritmo e a estabilidade nas curvas de alta velocidade. Com os competidores mais espaçados, o ganho aerodinâmico é peça-chave para permitir aproximações e ultrapassagens. Entretanto, na Fórmula E, o panorama é bastante distinto.
Os circuitos urbanos da categoria elétrica são notoriamente estreitos e repletos de curvas fechadas. A proximidade constante entre os carros e as baixas velocidades médias fazem com que o foco das equipes não esteja em gerar máxima força descendente, mas sim em encontrar o equilíbrio ideal entre eficiência energética e agilidade nos trechos curtos e sinuosos. Um excesso de downforce implicaria em mais arrasto, exigindo maior esforço das baterias e comprometendo a autonomia — fator decisivo nas provas da Fórmula E.
Com o E-Prix de Londres se aproximando, as equipes também intensificam seus esforços fora da pista. No caso da NEOM McLaren, uma das escuderias mais engajadas com o público, a atenção no paddock está voltada para o relacionamento com os fãs. Holly Sennett, executiva de comunicação e mídias sociais da equipe, detalhou como será a preparação para o fim de semana no Circuito ExCeL, que, além de ser a etapa final da temporada, também marca a corrida em casa para a escuderia britânica.
“Meu papel é bastante dinâmico, apoiando a produção de conteúdo, organizando compromissos com os pilotos e liderando a estratégia de engajamento com os fãs”, explica Holly. “Em Londres, estaremos totalmente focados em criar uma programação empolgante para agradecer a todos que estiveram conosco durante a temporada.”
Além do calendário agitado, a NEOM McLaren prepara uma pintura especial para seus carros — a edição NEOM Oxagon — que será usada nas duas corridas da etapa britânica. Com Sam Bird e Taylor Barnard competindo em casa, a expectativa de público e mídia aumenta significativamente, exigindo coordenação rigorosa entre engenharia, imprensa e atividades promocionais.
“Nos preparamos para este fim de semana há meses, mas sabemos que mudanças de última hora sempre acontecem. Felizmente, nossa equipe é muito ágil e sabe trabalhar sob pressão. Estamos prontos para entregar um grande espetáculo dentro e fora da pista”, finaliza Holly.
Com desafios técnicos e logísticos, a etapa de Londres promete ser uma das mais emocionantes da temporada. Além da disputa acirrada entre os carros elétricos no traçado único do ExCeL Centre, a interação com os fãs reforça a essência inovadora e inclusiva que tornou a Fórmula E um sucesso global.
