ELMS
ELMS 2025 fecha em Portimão com drama, ultrapassagens decisivas e três títulos selados na última hora
Final no Algarve entrega campeão LMP2, campeão Pro/Am e campeão LMGT3 somente ao apagar das luzes, e define três convites diretos para Le Mans 2026
Portimão entregou exatamente o tipo de encerramento que a European Le Mans Series gostaria de vender ao mundo: uma corrida de quatro horas que não teve um só momento em que títulos estivessem congelados com segurança. A última etapa da ELMS 2025, que aconteceu no Autódromo Internacional do Algarve, decidiu o campeonato das classes LMP2, LMP2 Pro/Am e LMGT3 literalmente sob os holofotes da bandeira quadriculada, em um daqueles finais que colocam Portimão no mapa, de novo, como palco ideal para finais de endurance continental.
Na classe principal, a LMP2, o #48 da VDS Panis Racing — com Ollie Gray, Esteban Masson e Charles Milesi — transformou a sua terceira vitória do ano no título. O time bateu diretamente o rival #43 da Inter Europol Competition (Nick Yelloly / Tom Dillmann / Jakub Smiechowski) numa disputa direta e que também valeu, para ambos, os convites automáticos para as 24 Horas de Le Mans 2026. Os dois Orecas saem do Algarve com o pacote completo: troféu do ano assinado e o carimbo verde para La Sarthe na próxima temporada.
Mas a cereja talvez mais frenética do sábado esteve na LMP2 Pro/Am. O #29 da TDS Racing (Rodrigo Sales / Clement Novalak / Mathias Beche) venceu pela primeira vez em 2025, mas quem ficou com o título foi o #99 da AO by TF — o segundo lugar na corrida que bastava para consolidar a taça. PJ Hyett e Dane Cameron, que já tinham o título IMSA LMP2 deste mesmo ano, agora uniram as duas coroas e Louis Deletraz adicionou mais um capítulo histórico: seu quarto título ELMS em cinco temporadas — somado ao triunfo na LMP2 das 24h de Le Mans em junho. E como o #99 também recebe convite automático, eles terão direito de defender essa conquista em solo francês em 2026.
A LMGT3 entregou outra história de peso: o Corvette Z06 GT3.R #82 da TF Sport virou a mesa em cima do #50 da Richard Mille AF Corse e fechou o ano campeão. Hiroshi Koizumi / Rui Andrade / Charlie Eastwood conquistaram a segunda vitória da temporada, e com ela o primeiro título ELMS para a marca americana. Fica registrado também um dado curioso e histórico: é apenas a segunda vez na história da categoria que o título vem com três pilotos de três continentes diferentes (Ásia, África e Europa) no mesmo carro. O final da prova, aliás, teve roteiro puro de sprint: Eastwood segurou Wayne Boyd (McLaren #23) por apenas 0,3s.
No meio de todos esses arcos de título, ainda houve definições e méritos em outras frentes. A LMP3, por exemplo, já tinha seu campeão antes da bandeirada — o #17 da CLX Motorsport (Paul Lanchere / Theo Jensen / Adrien Closmenil), que venceu de novo em Portimão e fechou com cinco triunfos em seis largadas. O carro cruzou com 13 segundos de vantagem para o #8 da Team Virage e o Ginetta #4 da DKR, que quebrou um jejum da marca em pódios ELMS que durava desde 2015.
A corrida em si teve de tudo: toque logo no início com rodada do #12 da WTM, Safety Car Virtual pela batida do #30 da Duqueine, múltiplas bandeiras amarelas, ultrapassagens relevantes no tráfego, pit stops reativos e, sobretudo, os “mini-ciclos” clássicos da ELMS, onde o que vale é o gerenciamento de stints, pneus e leitura de janelas de pit. Em um momento-chave, o #48 da Panis assumiu o controle na relargada pós neutralização e nunca mais largou. No fim, Milesi recebeu a quadriculada para consolidar título e vitória.
Portimão, mais uma vez, produziu o que promete. E a ELMS 2025 entra para os livros como um ano de equilíbrio técnico elevado, finais decididos por segundos e um grid que credencia, com total mérito, seus novos convidados a voltar à maior vitrine de todas: Le Mans.
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